"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010
Afinal, onde está a crise?

A notícia está no "Sol" e vem de encontro ao que escrevi nos textos anteriores:

"...uma panela de interesses que gravita à volta do poder e mais propriamente dos partidos PS e PSD, que consegue alcançar com a maior facilidade grandes e pequenos cargos com chorudos ordenados, ajudas de custo, indeminizações..."

"...O problema da europa e neste caso particular de Portugal não está na crise em si, está sim na ausência de distribuição da riqueza e como tal, na ausência de circulação do capital. Enquanto uma pequena minoria acumula a riqueza, se lambusa com ela e coloca o que lhe sobra em paraísos fiscais, pomposamente chamados "Offshores", uma imensa maioria vive sem nada     ."

 

« Desde ajudas ao arrendamento de 55 mil euros ao aluguer de carros por 40 mil euros, há gastos para todos os gostos.

 

2009 ficou marcado pela recessão, mas nem por isso os gestores das companhias públicas de transporte, da EP - Estradas de Portugal e dos CTT, uma das maiores empresas do Estado, deixaram de usufruir de regalias.

Só no ano passado, os gastos (salários e despesas) com 46 administradores de nove companhias tuteladas pelo Estado - ANA, STCP, EP, CTT, REFER, CP, ML, CARRIS E TAP - ascenderam aos 7,46 milhões de euros, ou seja, uma média de 162,2 mil euros mensais por gestor, segundo cálculos do SOL baseados nas contas anuais das empresas.

Contas feitas, os gestores receberam seis vezes mais do que os trabalhadores das suas empresas, que auferiram 28 mil euros anuais.

 

Os gastos da administração TAP, liderada por Fernando Pinto - que recebeu 420 mil euros anuais de salário-base - representam um terço do total: cada um dos seis elementos da administração representou uma despesa média de 412 mil euros. A contribuir para este valor estiveram as ajudas ao arrendamento de habitação de quatro administradores, no valor de 55,4 mil euros.

Os gestores da TAP gastaram igualmente cerca de 74 mil euros no renting de viaturas e em combustível. 40 mil euros pelo aluguer de um carro.

 

Os CTT, a segunda no ranking das administrações que mais gastaram em 2009, distribuiu um prémio de gestão de 213,8 mil euros aos seus cinco administradores. O presidente, Estanislau Costa - que circula num veículo de 84 mil euros adquirido pela empresa em 2004 - pagou, no ano passado, 42,5 mil euros para alugar quatro automóveis para os seus colegas de conselho.

 

As quatro linhas do metropolitano de Lisboa parecem não ser suficientemente utilizadas pelos administradores da empresa, que bateram o recorde de gastos com o aluguer de carros. A antiga administração de Joaquim Reis - agora presidente da Parpública - despendeu 85 mil euros no renting de carros, entre os quais se contam 40,3 mil euros para a viatura do vogal Miguel Roquette, durante nove meses.

Antes de abandonar a empresa, Joaquim Reis decidiu deixar ao seu sucessor um carro novo no valor de 30 mil euros.

 

Também o presidente da Carris, José Silva Rodrigues gastou 4.142 euros em combustível, no espaço de um ano.

 

E os administradores da empresa pública com o maior passivo de todas (15,8 mil milhões de euros), a Estradas de Portugal, não se coibiram de gastar 48 mil euros no aluguer de carros e combustível.

 

A aparente fartura do dia-a-dia destes gestores contrasta com a situação das suas empresas. Nos últimos quatro anos, o passivo destas nove companhias mais do que duplicou, de 13,3 mil milhões de euros em 2006 para 31,1 mil milhões de euros no final de 2009.»

 

Estes são apenas alguns exemplos ajudam a explicar a situação em que se encontram as finanças públicas.

E agora pergunto eu:

Qual é o contributo desta gente para solucionar a crise?

Quando se diz que os sacrificios têm que ser repartidos por todos os portugueses, quais são os sacrifícios destes senhores?

É justo que aqueles que ganham 600, 700 ou 800 euros ou os pensionistas, entre outros, tenham que contribuir para pagar as mordomias desta gente que vive à grande e à francesa?

Quem são os responsáveis por estas regalias senão os governantes que os nomearam e lhes deram carta branca para usarem e abusarem dos dinheiros públicos.

E são esses mesmos governantes, que têm o descaramento de nos exigir a nós, que trabalhamos arduamente para conseguir pagar as contas mensais, mais sacrifícios em nome de uma coisa chamada défice, de que eles próprios são os principais responsáveis.

 

É por estas e por outras como estas e porque estas coisas não acontecem por defeito mas sim porque são intrinssecas à natureza do modelo capitalista, que só existe um caminho:

 

LUTAR POR UMA RUPTURA TOTAL COM ESTE MODELO POLÍTICO.

 

LUTAR POR UM MODELO POLÍTICO CAPAZ DE CRIAR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, MAIS IGUAL, MAIS SOLIDÁRIA.



publicado por vermelho vivo às 00:37
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