"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sábado, 13 de Novembro de 2010
Hoje há derby no Minho, mas...

Hoje há Vitória - Braga. Jogo com longo historial e grande rivalidade.

 

Ao invés das guerras e batalhas anunciadas por uns e desejadas por outros, prefiro olhar para o jogo revendo-me neste artigo de "O Jogo" de hoje:

 

Rivalidade, sim! Que o Vitória ganhe, sem dúvida! Por quantos mais melhor, indiscutivelmente! mas... há coisas muito acima e mais importantes que fazem a união entre muitos vimaranenses e bracarenses.

 

HÁ UM VERMELHO QUE OS UNE

 

Quando se trata de bracarenses e vimaranenses, nem tudo é rivalidade. Há, pelo menos, um relvado em que estão juntos, formam a mesma equipa - e, no final, "atiram-se" todos a Viana do Castelo. É um imenso relvado, entre a Amora e o Seixal, dominado pela bandeira vermelha do Partido Comunista Português, sob a qual se ergue, todos os anos, a Festa do Avante!, um acontecimento político e cultural que ganha corpo com o trabalho voluntário de militantes e amigos - não é preciso ser sócio para entrar na Quinta da Atalaia e ajudar à construção (no sentido literal) do festival que mistura música, teatro, desporto, debate ideológico, artesanato, literatura, gastronomia, tudo servido em doses inesquecíveis de convívio. Entre os diversos pavilhões regionais, Braga ergue-se, ganha corpo e cor com a ajuda indistinta de mãos de adeptos dos principais clubes do Minho - a referência que há-de uni-los, quando os sabores regionais encherem e fizerem lotar o espaço, nos três dias desta festa que, como as demais, tem na construção parte da sua essência. No fim, no domingo à noite, quando os visitantes partem, tudo está limpo e desmontado, e parece que a Atalaia dorme, exausta, Braga ajuda a orquestrar o verdadeiro final, a pretexto da rivalidade regional. Com quem, perguntar-se-á, se os vimaranenses estão na mesma equipa? Com Viana do Castelo. Ao som de tachos, panelas e instrumentos regionais, um cortejo visita os dois pavilhões, onde os minhotos trocam versos satíricos - o vinho Alvarinho, por exemplo, é um poderoso argumento vianense, de fazer inveja a qualquer distrito, designadamente, ao que é bandeira do vinho verde - antes de se juntarem, com os demais amigos, a comer e a beber, madrugada dentro, até que o cansaço interrompa o jogo. Até ao próximo ano.

 

Mónica Santos, In O JOGO, 13-11-2010



publicado por vermelho vivo às 09:22
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1 comentário:
De fernando samuel a 13 de Novembro de 2010 às 12:24
Bonito!: ás vezes, quando menos se espera e donde menos se espera, chegam-nos coisas assim bonitas...

Um abraço.


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