"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
Imoralidades do modelo capitalista

- O risco de pobreza em Portugal superava, em 2008, a média europeia e situava-se em 18 por cento (1,9 milhões), estando em igual risco 12 por cento das pessoas com emprego.

 

- 64% da população portuguesa não tem capacidade financeira para gozar uma semana de férias por ano fora de casa.

 

- 35% das famílias portuguesas não conseguem manter a sua casa devidamente aquecida.

 

- 22% da população idosa corre risco de pobreza.

 

- 23% das crianças portuguesas até aos 17 anos são pobres.

 

- 23% da população priva-se de bens ou serviços tidos como essenciais para uma vida digna.

 

Dados publicados em 2010 pelo Eurostat sobre Portugal, relativos a 2008

 

Ainda em 2008:

- 67,1 por cento dos trabalhadores tinham salários inferiores a 900 euros, o que equivale a 2,654 milhões de activos, sendo que destes 1,619 milhões auferiam salários de 600 euros ou menos.

 

Em 2009:

- A pensão média por velhice situava-se nos 384,72 euros por mês, enquanto que a de invalidez não ia além dos 321,25 euros.

 

Dados divulgados pela CGTP-IN

  

 

“Plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? - Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.” 
 

Almeida Garrett, in 'Viagens na minha Terra’



publicado por vermelho vivo às 02:07
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1 comentário:
De Viagens a 28 de Novembro de 2010 às 20:51
É triste mas verídico: Portugal está enterrado até ao pescoço.


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