"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007
Lembrando Zeca

Cantar aqueles que partiram
é dar força à liberdade
as flores vermelhas que os cobriram
tornaram alegre a saudade.

Ary dos Santos

 

"Admito que a revolução seja uma utopia, mas no meu dia a dia procuro comportar-me como se ela fosse tangível. Continuo a pensar que devemos lutar onde exista opressão, seja a que nível for."                    José Afonso 

 

José Afonso

 in Hamburg

 

Clique na imagem para ouvir

 

Portugal Solidaritat (Alemanha) AK 0005 | 1976 | LP-33 rpm (Gravado ao vivo) | Capa: Fritz | Fotografia: José Barroso | Texto: Urbano Tavares Rodrigues | Participação de Francisco Fanhais 

LP não editado em Portugal, gravado em 1976 durante um espectáculo realizado em Hamburgo com Francisco Fanhais e José Luis e comercializado em 1982, por iniciativa do grupo Portugal-Solidaritãt. Inclui os temas Os fantoches de Kissinger, Hino à liberdade, Grândola vila morena, Cantar alentejano, Vira, O que faz falta e Adeus muros de Custóias, além de uma pequena biografia do compositor e do texto escrito por Urbano Tavares Rodrigues para Cantares do Andarilho. Apesar das muito deficientes condições de gravação, é um documento importante que, entre outras coisas, ajuda a compreender a forma como Zeca sempre encarou a sua actividade, dando-lhe acima de tudo um sentido político e social.

Vale, também, por alguns excertos quase antológícos, como seja a quadra popular «Ó meu Portugal tão lindo / Ó meu Portugal tão belo / Metade é Jorge de Brito / metade é Jorge de Melo» (Jorge de Brito e Jorge de MeIo eram tidos, juntamente com António Champalimaud, como os donos dos maiores grupos económicos portugueses até ao 25 de Abril.) ou o apar­te em que Zeca pergunta a Fanhais se deve ou não cantar uma determinada estrofe: «Vai a das caralhadas?» (Trata-se de uma quadra popular galega que diz assim: "Viva Lugo, viva Vigo / A Coruña e Pontevedra / Que se vá para o caralho / O cabrão da nossa terra". O cabrão em referência era o ditador fascista Franscisco Franco, natural do Ferrol.) A resposta, deduz-se de seguida, foi com certeza afirmativa..

 

Com o apoio da Associação José Afonso e Rádio Informação Alternativa



publicado por vermelho vivo às 18:17
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2 comentários:
De Ludovicus.rex a 23 de Fevereiro de 2007 às 19:00
20 anos depois, uma voz para sempre...


De a.castro a 23 de Fevereiro de 2007 às 23:12
Que saudades do Zeca Afonso!!! No meu entender, o melhor cantor do 25 Abril 1974, ou seja, da Liberdade!...
Abraço.



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