"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 30 de Março de 2007
Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço!

O blog vilasdastaipas publicou hoje uma crónica acerca da reunião de cooperantes da Taipas-Turitermas. Nele se podem ler algumas observações proferidas pelo representante da Junta de Freguesia enquanto cooperante desta instituição.

Entre outras coisas, ficamos a saber que a Junta defende uma aposta na divulgação do termalismo e turismo para a nossa vila... Então a aposta não é a capital da cutelaria?

E depois esta:
Quanto ao Horário destas assembleias, (18H30), disse (o representante da Junta) ser hora de trabalho e que as reuniões deveriam ser depois do jantar.

Tal como comentei no próprio blog, estou estupefacto!!!

Curiosamente, eu tenho travado uma luta sem sucesso defendendo exactamente o mesmo para as sessões públicas de Junta. O actual executivo realiza as reuniões públicas de Junta quando lhe dá na “vinheta”, ora na noite de Carnaval, ora às 19.00 horas de um dia qualquer e afixa o edital de um dia para o outro. Afinal porque é que a Junta não pratica na sua casa o que defende para a casa dos outros?

Vem isto a propósito de que hoje dia 30 de Março, ainda não foi realizada nem marcada a reunião pública de Junta deste mês.

Sobre isto, o artigo 84.º da Lei 169/99 é claro.

Reuniões públicas.

1 - As reuniões dos órgãos deliberativos das autarquias locais são públicas.

2 - Os órgãos executivos colegiais realizam, pelo menos, uma reunião pública mensal.

3 - Às sessões e reuniões mencionadas nos números anteriores deve ser dada publicidade, com menção dos dias, horas e locais da sua realização, de forma a garantir o conhecimento dos interessados com uma antecedência de, pelo menos, dois dias sobre a data da mesma.

O actual executivo da Junta, manda às malvas a lei constitucional, rege-se pela sua própria lei e ainda tem o arcaboiço para dar conselhos sobre esta matéria aos outros.

Isto passa-se na Junta de Freguesia de Caldelas... Façam o favor de abrir os olhos, Taipenses! Perguntem a vocês próprios que credibilidade este tipo de atitudes denotam.

Já agora, vale a pena ler o artigo em questão no vilasdastaipas.blogspot.com



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Quinta-feira, 29 de Março de 2007
A juventude protesta

Ontem, mais de 7.000 jovens trabalhadores encheram as ruas de Lisboa protestando CONTRA A PRECARIEDADE, PELA ESTABILIDADE NO EMPREGO. Exigindo uma mudança de políticas deste governo PS.

Os Jovens Vimaranenses também lá estavam representados.

A LUTA CONTINUA!!!

Foto retirada do blog CJ do camarada Jorge Veloso.



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Quarta-feira, 28 de Março de 2007
Lluis Llach

Por aqui vou deixar mais uma das minhas referências musicais.

Conheci a música de Lluis Llach com tenra idade. Ainda criança nos anos 75 / 76 / 77... Ouvia-se em minha casa imensa música de intervenção, portuguesa, chilena, brasileira, espanhola... De todos, Lluis Llach foi o primeiro a cativar-me a atenção, as suas músicas cantadas ao vivo no memorável concerto no Palácio municipal dos desportos de Barcelona em Janeiro de 76, conseguiram prender-me logo na primeira audição (tal como Inti-Illimani que colocarei também futuramente)
O sentimento, a intensidade, o público cantando em uníssono e a simplicidade da melodia, foram provavelmente factores que influenciaram esta adesão incondicional à música de Lluis Llach mesmo não percebendo patavina das palavras e do conteúdo do que cantava.

Lluis Llach, Nasceu em Girona na Catalunha. A sua intransigência na defesa da identidade Catalã, levaram-no em 1968 a recusar um contrato milionário com a editora CBS porque esta impunha que cantasse em castelhano.
A sua postura nacionalista catalã e as suas criticas ao fascismo motivaram a atitude opressora da ditadura Franquista. Llach viu proibidos em 1970 os seus concertos em Espanha por 4 anos, tendo-se exilado em Paris a partir deste mesmo ano. Regressa em 1974, tendo sido proibido novamente em 1975, altura em que voltou ao exílio estrangeiro. Regressou definitivamente a sua Catalunha em 1976 após a morte do ditador Franco. Este regresso foi comemorado com 3 concertos no Palácio dos desportos de Barcelona, em que pela primeira vez não existiu censura e os catalães puderam expressar livremente o seu sentimento nacionalista. Destes concertos saiu a gravação do disco “Barcelona. Gener de 1976” que é indiscutivelmente um documento histórico do sentimento de liberdade que se vivia na época e do sentimento nacionalista Catalão, com o público a cantar em uníssono algumas das canções e onde se ouvem Vivas à Catalunha saudadas por um enorme  coro de "viva!"

Nos finais dos anos 80 encontrei finalmente (na Festa do Avante) o disco em vinil deste concerto, que embora já bastante deteriorado ainda mantenho guardado.

30 anos depois de conhecer a música de Lluis Llach e de um número infinito de audições, ainda não consigo ouvi-lo sem sentir uma ponta de emoção e um ligeiro arrepio na espinha.

Um grande músico e cantautor e um dos simbolos da identidade Catalã.

Aqui fica, num registo já mais recente mas não menos arrepiante do seu concerto de Camp Nou em Barcelona, cheio como um ovo, em 1985 com a canção L’ estaca. Canção mítica composta em 1968 e que acabaria por se converter num símbolo da luta pela liberdade.



publicado por vermelho vivo às 22:47
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Terça-feira, 27 de Março de 2007
Somos realmente únicos!!! (III)

Retirado do JN de Domingo dia 25 de Março de 2007.

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publicado por vermelho vivo às 18:04
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Segunda-feira, 26 de Março de 2007
Uma nova classe de fascistas

Um mero concurso televisivo vale o que vale tal como já o afirmei aqui anteriormente, mas a votação e vitória do “senhor de Santa Combadão” no concurso “os grandes portugueses”, é vergonhoso para um país que apenas tem 30 anos de democracia depois de 48 de obscurantismo, ignorância, opressão, tortura, morte, etc. Ditados por esse ditador a quem agora querem lavar a cara.

É uma vergonha que uma televisão pública paga com o nosso dinheiro, que devia ser um baluarte da democracia e informação alinhe numa fantochada desinformativa deste calibre.
Esta votação é uma afronta à memória colectiva de um povo que viveu e sofreu as agruras da ditadura e é uma afronta inaceitável aos milhares de resistentes, torturados e mortos às mãos da PIDE de Salazar.

Esta e outras manobras de branqueamento da ditadura fascistas não são inocentes. Uma nova classe de fascistas tenta emergir, mas tem consciência que é necessário limpar primeiro a cara do velho fascismo para que um novo fascismo possa aparecer. A comprová-lo estão os acontecimentos das últimas semanas na faculdade de Letras de Lisboa, o projecto da casa-museu de Salazar ou as declarações de alguns políticos da nossa praça afirmando que é necessária a constituição de um novo partido de direita em Portugal.  A RTP prestou-lhes um excelente serviço quando entre outras coisas, em nome do sucesso do concurso provocou a bipolarização da votação entre Salazar / Cunhal.

Temos assim passados 33 anos sobre a revolução que abriu as portas da liberdade, ainda os vestígios de 48 anos de obscurantismo e ignorância de um povo que acaba a aleger num concurso televisivo o seu carrasco como um grande Português.

Como democrata que sou, apenas posso dizer que é chocante e vergonhoso!

É cada vez mais necessário reafirmar os valores de Abril e combater este novo fascismo que tenta emergir, encararando-o com a importância e determinação que ele merece.

25 DE ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS!



publicado por vermelho vivo às 23:27
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Domingo, 25 de Março de 2007
A manipulação

A rapidez com que actua a contra-informação, a desinformação e a intoxicação da opinião pública são coisas extraordinárias.

Surgiu a possibilidade da convocação de uma greve geral em Maio e a resposta não se fez esperar.

A imprensa e os nossos brilhantes “fazedores de opinião” já começaram a publicar e fazer correr um chorrilho de informações e opiniões sobre a sucessão de Carvalho da Silva na liderança da CGTP e sobre uma suposta luta entre correntes diferentes e divergentes de ortodoxos e moderados (pensei que estas palavras já tinham perdido a validade, mas afinal parece que ainda continuam muito úteis para alguns) à qual estava directamente ligado o PCP. Aproveitam para especular  que a luta dos sindicalistas comunistas, segundo eles, prende-se com a pretensão de reforçar o controle comunista da direcção da CGTP. Noticiam ainda a luta no sindicato dos professores em que o PCP, segundo eles, tenta eleger Mário Nogueira como pilar estratégico para a eleição da direcção da CGTP.

Isto é apenas mais um episódio com personagens diferentes de alguns filmes já vistos nos 2 últimos anos. A convocação da greve geral ainda não existe e já os instrumentos da manipulação trabalham em força.

Perante isto, cada um tire as suas ilações.



publicado por vermelho vivo às 22:13
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Sábado, 24 de Março de 2007
A UGT e os trabalhadores

Li sem surpresa as declarações de João Proença no JN.
“João Proença, líder da UGT, é que não tem qualquer dúvida. Questionado pelo JN sobre a possibilidade de a UGT alinhar numa greve geral convocada pela CGTP, Proença é taxativo "Claramente, não!". E vai mais longe ao afirmar que uma greve tem de ter objectivos concretos.

Vejamos então o que o Sr. João Proença subservientemente prefere não ver:

• Este governo do PS / Sócrates, tem levado a cabo uma politica neo-liberal de protecção do grande capital à custa do sacrifício do povo trabalhador a que nem a direita teria coragem de implementar.

• Os serviços essenciais de apoio público aos cidadãos como a saúde, a educação, a justiça, etc., tem vindo a ser destruídos pelo governo, através do fecho de urgências, maternidades, centros de saúde, escolas, da não colocação de médicos onde eles são necessários, da redução de professores para o ensino especial, entre outras medidas como a introdução das taxas moderadoras nos internamentos. O acesso cada vez mais dificil à justiça devido aos elevados custos e morosidade dos processos, prejudicando muito os trabalhadores nas suas contendas laborais. Todos sabemos quem é que sai prejudicado com isto, os trabalhadores e as classes mais desfavorecidas, os velhos e novos ricos pouco utilizam os serviços públicos pois os lucros da especulação e da exploração pagam tudo o que precisam nos serviços privados.

• Existem hoje em Portugal, 459.000 desempregados oficiais, 85.000 inativos disponíveis e 68.000 em subemprego, o que soma 612.000 desempregados.

• Em 2 anos de governo PS / Sócrates, foram destruídos 68.900 postos de trabalho. O desemprego de longa duração cresceu 28,9%, passou de 182.400 para 235.200.
A precariedade do trabalho sofreu um agravamento de 1,1%, passou de 19,5% em 2005 para 20,6% em 2006.

• Dezenas de milhar de trabalhadores vêem-se obrigados a emigrar devido à ausência de condições dignas de trabalho e de vida aqui no seu país, fixando a taxa de emigração em valores só atingidos antes do 25 de Abril.

• Ainda ontem, foi anunciada o mais que provável encerramento de fábrica “Rohde”, atirando mais 1.300 trabalhadores para o desemprego.

• A penalização dos trabalhadores, já a partir de 2008, através do factor de sustentabilidade, ligado à esperança de vida, que, no futuro, vai reduzir de forma progressiva, todas as pensões de velhice, com consequências mais gravosas para os trabalhadores mais novos.

• O governo, seguindo as directrizes europeias que se baseiam no modelo Dinamarquês, prepara-se para discutir e implementar a desregulamentação das relações do trabalho através da nova lei FLEXIGURANÇA que pretende uma maior flexibilidade em termos de contratação/despedimento. Todos sabemos onde isto vai dar, a uma utilização abusiva do patronato para despedir quando e como lhe apeteça e para reduzir ainda mais a pouca segurança que já existe actualmente no emprego.
Aliás, um estudo de Robert Boyer, lembra as vicissitudes da Dinamarca, destacando "a tradição quase secular de procura de compromissos entre interesses diferentes, por vezes contraditórios, em particular os das empresas e dos trabalhadores". Exemplo disso é a importância da negociação colectiva nestes países e da gestão do poder bipartida entre Governo e parceiros sociais. Também as "particularidades dos sistema educativo" e o "dinamismo das pequenas e médias empresas" são apresentados como factores para o sucesso do modelo de flexigurança.
Curiosamente, nenhuma destas vicissitudes se verifica em Portugal.

• Temos hoje cerca de 20% de portugueses pobres. Destes, 14% são trabalhadores. Se mesmo com emprego, continuam pobres devem-no aos míseros salários que auferem.

O JN divulgava ontem um estudo com as seguintes conclusões:

• Os dados preliminares sobre o último trimestre de 2006 do relatório "Norte Conjuntura", divulgado, ontem, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) estimam que a taxa de inflação na região, no ano passado, se fixou nos 3,2%, mais um ponto percentual do que os 3,1% que se registaram no país. De 2005 para o ano passado, o agravamento dos preços na região foi bastante significativo em bens como alimentos, habitação, água, electricidade e saúde.

• O aumento do custo de vida, na região Norte, não foi, de resto, acompanhado pelos salários.

• O cenário continua pouco animador em matéria de emprego e desemprego para o Norte. A região chegou ao último trimestre de 2006, como menos 20 mil postos de trabalho, face ao mesmo trimestre do ano passado, com uma queda homóloga no emprego de 1,1%, e uma descida de 0,7%, em relação aos três meses anteriores. O emprego feminino foi o que diminuiu mais, com uma queda de 1,9% no último trimestre do ano.

• O último trimestre de 2006 terminou, ainda, com uma taxa de desemprego de 9,7%, no Norte, face a uma média trimestral nacional de 8,2%. Em termos anuais, o desemprego na região atingiu os 8,9%, acima da média nacional, que se situou nos 7,6%. Nesta matéria, destaca-se o elevado desemprego entre os jovens (aumento de 17% no ano) e o desemprego de longa duração.

Mas efectivamente nem tudo vai mal. Os Bancos e os grandes grupos económicos apresentam um aumento generalizado e chorudo dos lucros, dos quais eu me abstenho de reproduzir em números, pois seriam chocantes num país com tanta pobreza.

Isto são apenas parte das razões que estão à vista dos olhos de qualquer um.

O Sr. João Proença lider da central sindical UGT, faz de conta que não vive nesta realidade ou neste país.

A UGT continua na esteira do seu passado. Foi criada para dividir os trabalhadores, evitando uma unidade sindical que daria mais poder a quem trabalha. Ao longo dos anos limitou-se a praticar essa divisão e a servir de casa de interesses duvidosos como o provam a chamada à barra do tribunal do ex-Secretário-geral, Torres Couto e mais outros 30 dirigentes daquela central sindical acusados de fraude na obtenção de subsídios do Fundo Social Europeu. Segundo o Ministério Público, a UGT conseguiu empolar os custos das acções de formação e, assim, obter lucros indevidos.
Torres Couto afirmaria mais tarde que a UGT – através do Instituto Sindical de Estudos, Formação e Cooperação (ISEFOC) – fez várias acções de formação, nomeadamente para a Comissão Nacional de Aprendizagem, estas a pedido do Governo, liderado na altura por Cavaco Silva.
Ou seja, para poder obter este tipo de favores por parte do poder, a UGT não pode, nem quer ser uma verdadeira defensora dos seus filiados trabalhadores, optando pela subserviência aos amigos do PS e do PSD.

Podemos assim perceber o desconhecimento dos dirigentes da UGT das razões objectivas para uma GREVE GERAL. Como o desconhecimento de razões objectivas para a participação na greve geral de 2002, na grande manifestação do dia 12 de Outubro, na jornada de luta do dia 25 de Novembro ou na mega-concentração que juntou 150.000 pessoas em Lisboa no dia 2 de Março protestando contra as medidas deste governo.

Resta-nos a verdadeira e única central sindical credível na defesa dos trabalhadores com que podemos contar, a CGTP.

As razões acima referidas são motivos mais que suficientes para os trabalhadores encararem a luta de forma abnegada no sentido de fazerem o actual governo inverter a sua politica de protecção ao grande capital e exigirem respeito e dignidade para quem trabalha.

O Eng.º Sócrates vangloriou-se no debate mensal no Parlamento dos excelentes resultados obtidos relativamente ao défice. Só não disse que tem sido à custa do esforço, do empobrecimento e à destruição dos direitos dos trabalhadores que ele se deve, e não ao crescimento e progresso da economia ou ao esforço dos mais ricos.

Reafirmo o que já anteriormente aqui escrevi, É EFECTIVAMENTE NECESSÁRIA UMA GREVE GERAL!

Consciente das dificuldades impostas pela subtil ditadura do capital que ao longo dos últimos anos tem conseguido fazer aprovar várias leis e instrumentos que subtilmente limitam a liberdade dos trabalhadores nas suas lutas e reivindicações, penso que é necessário que os dirigentes e delegados sindicais, os trabalhadores, os usurpados dos seus direitos à saúde e à educação, os comunistas, os socialistas e todos aqueles que compreendem que esta politica neo-liberal não pode continuar, devem encarar com o maior empenho o desafio de uma jornada de luta com uma GREVE GERAL.

O governo defende o grande capital e tem o marketing e a comunicação social como instrumentos de propaganda enganosa. Mas os trabalhadores tem na mão a força da sua classe. Só unidos na luta estaremos à altura para de uma vez por todas dizer BASTA!!! Não somos meros instrumentos da contabilidade do défice, somos cidadãos e trabalhadores deste país e exigimos dignidade e qualidade de vida.



publicado por vermelho vivo às 13:26
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Segunda-feira, 19 de Março de 2007
Tu e a política

"Roubei" este texto ao camarada João Valente Aguiar, do Blog As Vinhas da Ira, achei-o extraordinário e ele de certeza que não vai zangar-se por eu o "postar" aqui.

"Tu podes não querer saber da política, mas, lembra-te, a política quer saber de ti!

Não adianta fechares-te em casa e ligares a televisão. Muito menos afirmares que és absolutamente dono do teu nariz e achares que tu é que decides a tua vida.

Quer queiras ou não queiras, os banqueiros querem as tuas poupanças, os patrões querem baixar o teu salário, o governo quer ajudar os patrões e banqueiros a conseguirem o que eles querem. E o que todos eles querem, não é o que tu queres. Tu queres saúde, eles dão-te um ambiente envenenado e meses de espera para uma consulta no hospital. Queres educação, eles obrigam-te a pagar a escola do teu filho.  Queres um emprego, eles obrigam-te a pedinchar. Queres um aumento para teres mais umas coroas, eles obrigam-te a trabalhar mais horas. Dizem-te eles “sê flexível”. E tu, flexivelmente, flexibilizas  a cabeça na direcção do chão para que tornes o teu corpo e a tua mente ainda mais flexíveis!

Quer queiras ou não queiras, a televisão quer a tua mente, os padres a tua fé, a direita o teu voto. Tudo isto para que tudo fique na mesma: tu a não quereres saberes da política, eles, como de costume, a não quererem saber de ti e dos teus!

Tu não queres saber da política, mas quando num certo dia à tarde vês uma manifestação de trabalhadores, lá emites a tua opinião - quer queiras ou não queiras - política: “vão trabalhar malandros!”. Inocentemente, dizes exactamente o que a televisão respinga a toda hora: “só faz greve e só manifesta quem é malandro”. E assim, inconscientemente, acabas por tomar como encíclica de vida o mote ”a minha política é o trabalho”. Política mais política não pode haver meu caro amigo! Entretanto, os ditos “malandros” dos trabalhadores continuam a desfilar e a defender uma política contra a política que te diz para não ligares à política!

Eles, os patrões, os banqueiros, o governo, as televisões, os padres, a direita, vão dizer-te sempre, de forma politicamente correcta, que tu não és politicamente diferente deles. Não dizem eles que a lei é igual para todos? Portanto, dizem-te eles: “nada de pensares que uns são mais iguais do que outros. Não vivemos todos em democracia com os mesmos direitos e deveres?”. Dizem-te eles ainda, que só ali andam porque querem o teu bem! Repara, eles até te dizem que fazem um sacrifício danado em dedicarem-se à política para que tu não precises de te chatear com a política!

Tudo isto para que tudo fique na mesma: tu a trabalhar, eles a acumular fortunas! Tu a não pensar, eles a dominar, a mentir e a manipular as consciências! Tu a consumir, eles a lucrar! Tu a seres despedido, eles a contar mais uns milhões nos bolsos!

Tu podes nunca querer saber da política, mas, lembra-te, a política quer sempre saber de ti!"



publicado por vermelho vivo às 18:41
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Somos realmente únicos!!! (II)

Sem mais comentários e apenas para complementar o post anterior com o mesmo titulo, reforçando com imagens não só de Guimarães mas também de vários estádios deste país por onde vamos passando, o comentário inserido no MEGAFONE.

Uma cidade, Um clube, Uma paixão:

VITÓRIA ATÉ MORRER!



publicado por vermelho vivo às 12:15
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Sábado, 17 de Março de 2007
A Assembleia de Freguesia Extraordinária

A Assembleia de Freguesia Extraordinária realizada ontem, trouxe finalmente algumas medidas necessárias para se tentar travar o esvaziamento do Centro de Saúde das Taipas.

Foi como seria de esperar uma Assembleia de convergência e não de divergência que provou a importância de se ter realizado e o sentido de responsabilidade de quem a requereu (CDU e PS).

A Junta de Freguesia prestou uma informação detalhada (embora algo confusa) sobre o acompanhamento e as diligências feitas, assim como os dados que possuía.

A CDU propôs a implementação de um instrumento que a lei consagra e que visa a criação de um Conselho Consultivo para o Centro de Saúde das Taipas integrando entre outros, um membro designado pela Assembleia de Freguesia e outro pela Junta que permitirá o acompanhamento permanente a partir da sua criação do pulsar do Centro de Saúde.

O PS apresentou a proposta para formação imediata de uma comissão de acompanhamento, composta por um  membro de cada partido eleito na Assembleia de Freguesia, para acompanhar o evoluir da situação.

As duas propostas foram aprovadas por unanimidade, estando assim criadas as condições para que a defesa do serviço de saúde no Centro das Taipas seja agora uma realidade mais evidente do que aquela que era anteriormente.

É com esta união que que efectivamente se demonstram as vontades de defender as Taipas e os Taipenses.

Não querendo ser desmancha-prazeres da convergência obtida, não posso deixar de anotar a deriva em que o executivo da Junta demonstrou navegar.
O executivo limitou-se a debitar a informação que tinha, ora inaltecendo o Sr. director do Centro pela sua disponibilidade, ora deixando no ar uma possivel omissão de conhecimentos deste e do director da sub-região de saúde de Braga. Para além disto não têm uma estratégia, esperam o que vai acontecer e assumiram apenas que vão continuar a acompanhar com atenção redobrada a situação, endereçando para os proponentes da Assembleia as decisões e atitudes a tomar, caindo o Presidente no rídiculo de afirmar que se fosse preciso ir para a rua tinha lá muitas bandeiras, mas que cabia aos proponentes da Assembleia decidir quais as medidas a tomar.

Acompanhar, ter muitos números sobre os utentes, sem saber avaliar a situação e o que fazer, pouco vale. Quando cerca de 2.500 utentes (cerca de 25% da população Taipense) não tem médico de Família, quando é necessário ir para o Centro de Saúde às 6.00 horas da Manhã para tentar arranjar uma consulta para o dia, quando os dados fornecidos pelo centro alteram a cada momento, naquilo que me parece uma tentativa de aliviar a contestação, com algumas omissões por parte da sub-região de saúde de Braga quanto às vagas de médicos existentes para o concelho de Guimarães, sem uma solução consistente e quando sabemos que o principal problema é A FALTA DE MÉDICOS, aquilo que se exigia de um executivo dinâmico, responsável e preocupado com a população, seria uma proposta, uma decisão, uma atitude ou uma estratégia, MAS NÃO, isso não tinham, continuam à espera de ser ultrapassados pelos acontecimentos.
Acreditam que o problema se vai solucionar, através de um aconselhamento aos utentes para se mudarem para a unidade de saúde familiar de Ponte ou com as futuras consultas via telefone, aligeirando assim a sua responsabilidade enquanto primeiros defensores dos interesses das Taipas, só faltou dizerem que também ainda acreditam que o Pai Natal existe. Ao contrário deles, achei muito pertinente a intervenção da Sra. Secretária da Assembleia, Elsa Machado, com palavras acertadas demonstrando a incredulidade e insatisfação pela situação a que estão votados os Taipenses no acesso à saúde. No entanto o executivo participou e disponibilizou-se para a união de esforços, o que é sempre saudável e louvável.

Ainda bem que a Assembleia conta com a presença da CDU e a experiência e dinâmica de um homem como o Dr. Cândido Capela Dias, que esteve na iniciativa do requerimento desta Assembleia e apontou os perigos iminentes, os caminhos possiveis e propostas concretas. Caso contrário... Ai, meu Deus, em tão fracas mãos, nós Taipenses, tinhamos a defesa do nosso Centro de Saúde!...

Indiscutivelmente, justificou-se a realização desta Assembleia, quem esteve presente ficou esclarecido sobre o que se passa, criou-se uma convergência de todas as forças políticas representadas na Assembleia e foram aprovadas medidas que me parecem de grande utilidade para a defesa do serviço de saúde prestado aos Taipenses.

Agora todos juntos, Junta e Assembleia de freguesia, população, e demais intervenientes, vamos lutar pelo que temos direito,

UM SERVIÇO DE SAÚDE DIGNO NO CENTRO DE SAÚDE DAS TAIPAS!



publicado por vermelho vivo às 19:58
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