"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Domingo, 29 de Abril de 2007
25 de Abril nas Taipas

Renovamos e reafirmamos o 25 de ABRIL sempre que o celebramos.

A Vila das Taipas teve este ano também a sua comemoração.

Foi uma comemoração simples, mas bonita e sentida. Foram distribuídos balões pelos mais pequenos e dezenas de cravos pelos mais crescidos, durante o dia esteve patente no Jardim público a exposição “Que viva Abril”, acompanhada com a difusão das músicas de Abril. A comemoração encerrou no fim da tarde com um espectáculo musical proporcionado pelo artista Taipense “Quim Pastel” que teve a particularidade de ser um espectáculo especialmente preparado para este dia. Desfilaram pelo palco velhas e novas músicas de intervenção, foram cantados e lembrados, Adriano, Zeca, Sérgio Godinho, Manuel Freire e outros.

Foi pena que a Junta de Freguesia não tivesse apoiado estas comemorações, pois tal tinha permitido uma comemoração mais ampla e com mais algumas actividades.

Estão de parabéns a Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril na Vila das Taipas e o Sindicato dos Metalúrgicos de Braga, que atravéz da sua secção de Guimarães apoiou em tudo o que pôde esta iniciativa. Contribuiram assim para que o dia 25 de Abril não seja apenas mais um feriado, mas sim a exaltação dos valores de liberdade, igualdade, solidariedade e fraternidade proclamados com a Revolução dos Cravos.

Tal como foi informado pela Comissão Promotora, para ano a Vila das Taipas voltará a ter comemorações do 25 de Abril.

Valeu a pena!

Viva a liberdade!!!

Viva o 25 de Abril!!!



publicado por vermelho vivo às 14:24
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Sábado, 28 de Abril de 2007
A Assembleia e o papel da maioria

Realizou-se esta semana a primeira Assembleia de Freguesia do ano de 2007. Porque já passaram alguns dias e já muito se foi dizendo sobre ela, não vou abordá-la na generalidade mas apenas numa matéria que me parece merecer uma reflexão mais profunda. O papel da maioria PSD nesta Assembleia.

Quem assistiu à Assembleia, teve oportunidade de testemunhar como se contribui para a descredibilização da vida politica e pública e dos perigos de uma maioria quando colocada em mãos erradas.

A discussão das contas de gerência de 2006 era aguardada com alguma expectativa. Por ali se aferiria onde é que o executivo da Junta gastou ou investiu o dinheiro de que dispôe e que, é bom que se diga, é dinheiro público.

As irregularidades na apresentação das contas começaram logo a ser enunciadas pelo deputado da CDU, Cândido Capela Dias, referindo-se inclusive ao facto de que o saldo transitado de 2005 só podia entrar nas contas de 2006 se tivesse sido procedido de uma alteração orçamental, como tal não havia sido feito, a apresentação das contas estava irregular.

Reclamou que mais uma vez, não foi apresentado o relatório da actividade. Chamou a atenção da Junta para o incumprimento da lei e lembrou que tinha sido uma situação idêntica a esta que motivou uma queixa da CDU à IGAT.

O deputado da CDU criticou ainda a gestão da Junta por esta se ter limitado a esgotar o orçamento em manutenção e em actividades como as Festas de S. Pedro. Não existindo investimento praticamente nenhum na Vila.

Mais tarde, o deputado do PS levantou um rol de suspeições entre as quais, a existência do pagamento de um seguro de uma carrinha, não existindo nenhum registo de compra ou venda deste veículo. A existência de 3 cheques passados à empresa que abasteceu as bebidas na Feira da Francesinha, não existindo na Junta nenhuma factura que suportasse estas despesas. A inexistência de um saldo específico da Feira da Francesinha e questionando o executivo sobre o que aconteceu ao dinheiro da receita desta feira.

O executivo da Junta aceitou mal estas suspeições e entrou-se numa discussão entre o executivo e a bancada do PS que fugiu claramente dos limites com culpas para ambas as partes .

Mas reportando-me ao essencial, a verdade é que muita coisa ficou por responder. Quanto à carrinha é aceitável que após se terem sentido enganados tenham devolvido a carrinha ao seu antigo dono. Já não é perceptivel porque é que não existem documentos que provem a compra e depois a devolução da carrinha, e aqui é bom que se diga que a Junta já tinha pago 5.000 euros e mais tarde foi reembolsada no mesmo valor. Se não existem documentos que provem isto, como sabemos de que forma estes valores sairam e entraram na Junta?

Quanto à inexistência da Factura da Empresa que vendeu as bebidas para a Feira da Francesinha, foi dada como explicação que a mesma estava desaparecida mas que teria de aparecer e inclusive o executivo ficou encarregue de a encontrar e mostrar posteriormente ao deputado.

O facto dos montantes arrecadados na feira da Francesinha não aparecerem na contabilidade corrente foi explicado com o argumento de que não foi encontrado ainda o enquadramento legal para a sua inclusão nas contas da Junta, mas estava numa folha à parte o saldo de 14.000 euros que era proveniente desse evento.

Antes de mais devo ressalvar que não está em causa a seriedade das pessoas que governam a Junta. Depois, mesmo entendendo as dificuldades de fazer o enquadramento legal da contabilidade das Festas de S. Pedro na contabilidade corrente da Junta, temos que considerar que efectivamente as contas são demasiado dúbias. Uma Junta de Freguesia deve reger-se por critérios de rigor e transparência. Quem assistiu à assembleia percebeu que nenhum destes requisitos foi cumprido.

A conta de gerência que o executivo da Junta de Freguesia apresentou permite várias leituras e levanta inúmeras questões que a bem da transparência deviam estar melhor esclarecidas.

Mais uma vez, reforço que não está em causa a seriedade das pessoas sobre as quais não tenho a menor dúvida. Está em causa apenas a forma como gerem o dinheiro público. E aí, cada um poderá tirar as devidas conclusões.

E é sobre este cenário que se abatem as minhas preocupações. Os Taipenses devem reflectir sériamente no papel dos eleitos que com o seu voto ocupam as cadeiras da Assembleia de Freguesia. Esta reflexão é pertinente porque perante estas dúvidas apresentadas, perante um rol de irregularidades e suspeições, em que as explicações pouco explicaram, os deputados da maioria PSD não pestanejaram sequer e ao votar favoravelmente a aprovação destas contas. Este papel de assobiar para o lado e esquecerem que foram eleitos para defender a legalidade democrática, e servirem os interesses Taipenses, não é consonante com aquilo que a Vila das Taipas merece. Os eleitos da maioria PSD  estão a desempenhar funções públicas que lhe foram confiadas pelo povo das Taipas, e o povo das Taipas deve avaliar se os deputados a quem deram o seu voto, estão efectivamente a desempenhar o papel fiscalizador que lhe foi confiado ou se antes, estão a desempenhar as suas funções numa atitude corporativista em que cegamente aprovam tudo o que lhe cai nas mãos desde que vindo do seu partido, aceitando até pactuar com irregularidades e suspeições.

O povo das Taipas deve verificar quem é que na realidade está a justificar o lugar que ocupa e quem está a defraudar a responsabilidade que lhe foi colocada nas mãos.

Quem assistiu a esta Assembleia deve ter ficado de boca aberta, a apresentação destas contas foi claramente deficitária. Justificava a sua reprovação e uma nova apresentação de uma forma mais esclarecida e anulando as irregularidades e dúvidas existentes. Os eleitos da maioria PSD assim não o quiseram e não permitiram, permitiram isso sim que as dúvidas e suspeições se mantenham.



publicado por vermelho vivo às 13:19
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
O tempo...

O tempo, esse maganão... Ou a falta dele, não me tem permitido actualizar o blog. E muitos tem sido os assuntos que justificavam alguns comentários adequados.

A homenagem a Adriano Correia de Oliveira promovida pela Distrital de Braga do Partido comunista Português, no Centro Cultural Vila Flor com a participação de Ruben de Carvalho e de vários artistas vimaranenses. A sala fez-se pequena para tanta gente que queria marcar presença na homenagem ao grande trovador.

Lotação esgotada e inúmeras pessoas a ficarem de fora, a sala estava completamente cheia.

Lá dentro... Extraordinário! Num cenário tertuliano de palavras e canções, por ali passou a vida e obra de um homem com um H enorme, Adriano Correia de Oliveira. Um espectáculo excelente e emotivo. Mais um grande momento de cultura proporcionado aos vimaranenses pelo PCP.

A resolução do Conselho Nacional da CGTP com a convocação de uma GREVE GERAL. Quando o Serviço Nacional de Saúde está a ser destruido, beneficiando os interesses privados e capitalistas à custa do dinheiro dos trabalhadores e do povo, quando os direitos dos trabalhadores estão a ser aniquilados a cada dia que passa, quando a precariedade do emprego atinge niveis nunca antes vistos, o desemprego aumenta drásticamente, o salário dos trabalhadores some das suas mãos com a mesma facilidade que a água desparece na areia da praia, quando meia dúzia de capitalistas absorve toda a riqueza que se produz... É hora de dizer BASTA! A luta é o caminho, e só ousando lutar ousaremos vencer.

A discriminação politica que a Junta de Freguesia de Caldelas teve a desfaçatez de assumir com a Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril na Vila das Taipas.

Celebrar o 25 de Abril é também comemorar a instauração do poder local democrático, é saudar e homenagear a instalação dos órgãos de poder de que fazem parte. Estes órgãos de poder são um resultado da revolução de Abril. Os nossos governantes locais, além de não compreenderem que até lhes cabia a eles a organização das comemorações do 25 de Abril, ainda chegam ao ponto de recusarem a apoiar as comemorações promovidas por um grupo de cidadãos Taipenses pelo simples facto de a Comissão integrava alguns Comunistas, os valores democráticos por que se regem os nossos governantes locais não lhes ensinou que a militância Comunista é permitida por lei e não impede nenhum cidadão de exercer o seu direito de cidadania e participação em qualquer evento, actividade ou associação. Custou-lhe provavelmente aceitar que um grupo de cidadãos tivesse sido capaz de fazer as comemorações que a Junta não foi capaz, e tendo a Comissão alguns Comunistas como membros, ainda pior.

Não usaram os mesmos critérios quando colocaram a JSD das Taipas à frente da Feira da Francesinha, promovendo claramente os seus membros perante a população.

Mas as atitudes ficam com quem as praticam.

O triunfo do Vitória de Guimarães por 3-0 sobre o Espinho no 2.º jogo da final do campeonato nacional de voleibol com um pavilhão cheio como um ovo e um ambiente simplesmente espectacular. A notícia deste jogo por parte do jornal on-line cá da Vila, reflexodigital, originou incompreensivelmente um record de comentários às noticias publicadas.

Não deixa de causar alguma perpelexidade o facto de em tantas notícias de interesse da Vila e de interesse dos Taipenses, o record de comentários acontecer através de uma simples informação de um jogo de voleibol.

Refira-se que contra a vontade de alguns, a freguesia de Caldelas é parte do concelho de Guimarães e o Vitória é o clube mais representativo deste concelho. Se juntar-mos a isto o facto de se estar a falar dos jogos que disputam a final do campeonato nacional da modalidade, considero uma informação perfeitamente normal e fico sem perceber o motivo de tanto alarido.

Muitos outros assuntos mereciam reflexão, mas como costuma dizer-se “passou o dia, passou a romaria”.



publicado por vermelho vivo às 01:02
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Domingo, 22 de Abril de 2007
Comemoração do 25 de Abril

Comemorar o 25 de Abril, é homenagear os anti-fascistas, os democratas, os resistentes e todos aqueles que lutaram para que hoje possamos viver em liberdade e democracia.

Comemorar o 25 de Abril, é não permitir que se apague da memória colectiva um passado de ditadura, opressão e guerra colonial e o heroismo de milhares de resistentes antifascistas.

Comemorar o 25 de Abril, é passar a mensagens aos mais jovens, aos filhos da madrugada de Abril, de uma parte importante da nossa história em que o povo se libertou dos grilhões com que o fascismo  os acorrentava.

Comemorar o 25 de Abril, é reafirmar os valores e ideais de democracia, liberdade, igualdade, justiça, solidariedade e fraternidade, que as portas de Abril abriram.

A Vila das Taipas vai ter este ano a sua primeira comemoração do 25 de Abril.

Mesmo com as dificuldades provocadas pela falta de apoio da Junta de Freguesia que recusou um subsídio de apoio que permitiria um leque mais alargado de eventos, e é inevitável dizer que esta recusa se prendeu com uma clara discriminação política a alguns dos membros da Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril na Vila das Taipas, como foi divulgado num comunicado de imprensa,esta comissão manteve a determinação e a comemoração do 33.º Aniversário da Revolução dos Cravos vai mesmo ser uma realidade.

Eis o programa:

VIVA O 25 DE ABRIL!!!

25 DE ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS!!!



publicado por vermelho vivo às 02:42
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007
Até amanhã, Camarada Odete...

Parlamento rende-se à «irreverência» de Odete

O Parlamento rendeu-se esta quinta-feira em peso «à irreverência» da deputada Odete Santos, que interveio pela última vez no plenário com palavras de despedida que a emocionaram e que suscitaram os aplausos de pé de todas as bancadas, noticia a agência Lusa.

O tema da sua declaração política no período antes da ordem do dia, uma intervenção muito crítica sobre os novos diplomas do Governo na área da Justiça, acabou por ser «abafado» pela circunstância de ser o último plenário em que participou.

Já no final da intervenção, e depois de ter dito que não haveria de chorar, Odete Santos emocionou-se quando se dirigiu em particular à bancada do PCP, a quem agradeceu «os mandatos e a aprendizagem de mais de 26 anos» e de quem se despediu com o inevitável «Até amanhã, camaradas», um dos mais conhecidos livros de Álvaro Cunhal.

Como se tratava de «um dia especial», nas palavras do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama suspendeu a contagem do tempo para Odete Santos poder falar sem restrições.

«Mas chegou a hora de pôr termo a esta intervenção, e, consequentemente, a uma actividade, que não profissão, política, de mais de 26 anos. (...) Se vou ter saudades deste trabalho? Mesmo de violentos debates em que me vi envolvida não raras vezes? É claro que vou sentir saudades (...) mas também tenho saudades do futuro», afirmou.

No final, Odete Santos foi aplaudida de pé por todas as bancadas, incluindo a do CDS-PP, apesar das hesitações de alguns dos seus deputados.

A primeira bancada a usar do direito a um pedido de esclarecimento foi a do PSD. O deputado Montalvão Machado, colega de Odete Santos na comissão de Assuntos Constitucionais, elogiou a «irreverência e a juventude» de Odete Santos que considerou «a imagem da frontalidade».

O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, afirmou o «grande apreço» pessoal e da bancada e assegurou a identificação do PS com as preocupações de Odete Santos na área dos Direitos Fundamentais.

Do lado do BE, o líder parlamentar Luís Fazenda saudou a «marca inconfundível» de Odete Santos, afirmando concordar com a «antecipação do debate que há-de haver sobre a deriva securitária do PS na Justiça».

Na sessão, que durou perto de uma hora e à qual assistiu a secretária-geral da Assembleia da República, Adelina Sá Carvalho, até Jaime Gama teve direito a um longo aplauso depois de ter homenageado a deputada Odete Santos, considerando que «deu um grande contributo ao Parlamento português».

Depois de mais umas palavras e picardias com a bancada do CDS-PP e com o ministro dos Assuntos Parlamentares, «gostaria que as palavras do Governo também tivessem asas mas nem sempre têm», Odete Santos saiu do plenário.

Texto: Portugal Diário

Foto: Blog à esquerda



publicado por vermelho vivo às 17:59
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007
Adriano Correia de Oliveira

Adriano Correia de Oliveira, compositor, trovador, resistente e militante comunista faria hoje 65 anos.
José Carlos Vasconcelos, identificou-o como “a voz de uma geração de Abril antes de Abril o ser”.

Adriano Correia de Oliveira realizou o seu último espectáculo aqui bem perto de nós, em Mondim de Basto em 1982, num encontro do Partido Comunista que se realizou numa escola.

Viria a morrer no dia 16 de Outubro desse mesmo ano, vitima de um acidente vascular esofágico.

Adriano Correia de Oliveira, um homem de valores incorruptíveis de liberdade, solidariedade e fraternidade.



publicado por vermelho vivo às 16:54
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Sábado, 7 de Abril de 2007
Somos realmente únicos!!! (V)

Este artigo foi publicado no Site da UEFA no seu MAGAZINE.

A chama não se apaga

Quinta-feira, 5 de abril de 2007

por Vítor Santos

A paixão dos adeptos do Vitória de Guimarães ultrapassa tudo o que se julgava possível, sobretudo após a queda do clube minhoto no segundo escalão do futebol português. Na noite de sexta-feira, 30 de Março, por ocasião da visita do Leixões ao Estádio D. Afonso Henriques, as bancadas encheram-se com 24,853 espectadores, registo recorde em partidas da II Liga. O anterior máximo na competição também pertencia ao Vitória e fora consumado duas semanas antes, na recepção ao Gil Vicente, com mais de 20,000 espectadores nos degraus do anfiteatro vimaranense. Um caso raro de amor, sem paralelo em Portugal fora do universo dos três gigantes, FC Porto, Benfica e Sporting.

Meira sempre presente
Se pensarmos que, ao contrário dos três maiores clubes portugueses, o Vitória não tem, propriamente, implantação nacional, a adesão dos seguidores do emblema de Afonso Henriques torna-se ainda mais notável. E ninguém perde a oportunidade de assistir às partidas, independentemente do escalão ou do nome do adversário. Nem mesmo os adeptos... especiais. Fernando Meira, internacional português que representa o VfB Stuttgart, nasceu para o futebol no berço da nacionalidade e não hesita em deslocar-se, propositadamente, da Alemanha para ver o Vitória jogar. Já aconteceu, esta época, chegar ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em Pedras Rubras, e rumar imediatamente ao estádio. “Sempre que consigo conjugar com as minhas visitas a Portugal, assisto às partidas, seja fora ou em casa”, contou Meira ao uefa.com.

Amor à causa
O defesa-central entende que, independentemente da prova que estiver a disputar, o Vitória será sempre um emblema especial, essencialmente em razão da força da sua massa associativa. “Quando toca a apoiar a equipa, não há divisões nos adeptos, como por vezes acontece nos grandes clubes”, explica o internacional português. Antes de rumar ao Benfica, Fernando Meira envergou a braçadeira de capitão do Vitória e, posteriormente, também capitaneou as "águias". “Ter sido capitão no Vitória representa a concretização de um sonho de menino e, sinceramente, não senti uma pressão maior quando repeti a experiência no Benfica. Aqueles adeptos obrigam-nos a dar tudo, pois também eles dão tudo por nós nas bancadas”, completa.

Até morrer...
De facto, as demonstrações de afecto sucedem-se até nos maus momentos. Na época passada, no dia em que se consumou a despromoção à II Liga, o ambiente vivido no estádio era arrepiante. Disputava-se a derradeira jornada e o Vitória precisava de um milagre, que não aconteceu. Após o final do jogo com o Estrela da Amadora e depois de alguns segundos de silêncio sepulcral, enxugaram-se as lágrimas e os mais de 20,000 seguidores presentes no palco do EURO 2004 encheram os pulmões e gritaram, bem alto e durante vários minutos, “Vitória até morrer”. No dia seguinte, quando tudo apontava para um afundamento psíquico das massas, deram entrada nos serviços administrativos novas propostas de sócio. Hoje, o clube possui 24,403 associados nos seus registos. Entre eles, Pedro Mendes, médio do Portsmouth FC.

Pedro Mendes e a paixão à inglesa
Natural de Guimarães, Pedro Mendes evoluiu na formação do Vitória, impôs-se na equipa principal e saiu para o FC Porto, tocando o céu da Europa com a conquista da edição 2003/04 da UEFA Champions League. Na temporada seguinte, encetou uma aventura no futebol inglês, onde permanece desde o Verão de 2004. O médio encontra semelhanças entre a cultura típica do adepto britânico e o “microclima” de Guimarães: “É uma cidade relativamente pequena, onde as pessoas, ao contrário do que acontece na generalidade do nosso país, não têm um segundo clube. Tal como em Inglaterra, existe um enorme sentimento de pertença. O clube está acima de tudo, mesmo do futebol, pois a pessoas mobilizam-se em todas as modalidades”, explicou Pedro Mendes ao uefa.com. Mesmo à distância, o médio não perde de vista o quotidiano do Vitória.

Recuperação segundo Cajuda
Fernando Meira e Pedro Mendes admitem o desejo de um dia voltarem a vestir a camisola branca do Fundador. É evidente que no actual contexto seria impossível, até porque o clube atravessa o pior momento desportivo dos últimos 50 anos, mergulhado na II Liga. No entanto, depois de um arranque aos soluços, em que andou sempre distante dos primeiros lugares, a equipa embalou para níveis que permitem continuar a sonhar e, envolvida por uma corrente branca proveniente das bancadas, ocupa o terceiro posto, a três pontos das vagas de acesso à Liga portuguesa, quando faltam disputar sete jornadas. A recuperação dificilmente pode ser dissociada da chegada de Manuel Cajuda ao comandando técnico. Em Dezembro, o treinador trocou o Egipto por Guimarães e rendeu Norton de Matos, deparando-se com um complicado quadro de divórcio entre equipa e massa associativa. Mas, ao contrário dos analistas, recusou-se a acreditar que a pressão dos sócios poderia ser o principal inimigo dos jogadores.

Portas abertas
“Não é crível que uma massa associativa destas pudesse ser encarada como o adversário número um. Abri as portas dos treinos e a equipa enfrentou as críticas, pois os jogadores estavam a dar tudo, não havia razões para se esconderem da maior jóia do clube. No fundo, alguém tinha de ceder e nós caminhámos na direcção dos sócios”, disse o experiente treinador, que, recentemente, se vinculou ao Vitória por mais uma época. Num momento particularmente conturbado, o clube viveu, ainda, um processo eleitoral. No início do mês passado, Emílio Macedo sucedeu a Vítor Magalhães na cadeira da presidência e as coisas têm corrido bem. Mas, para uma colectividade desta dimensão, não chega manter os sócios motivados. É imperioso regressar ao patamar mais elevado do futebol português e cimentar um projecto europeu.

Visão europeia
Na temporada 2005/06, o Vitória alcançou a fase de grupos da Taça UEFA. Curiosamente, acabaria despromovido no final da época. O novo presidente entende que o lugar do Vitória deve ser “entre os cinco primeiros classificados da Liga portuguesa”. O dirigente partilha a fé dos adeptos e acredita que, no final da época, haverá motivos para o champanhe imperar em Guimarães. “Não nos passa pela cabeça não subir este ano. É perfeitamente possível e temos de acreditar até ao fim”. Mas Emílio Macedo quer mais: “Uma vez no primeiro escalão, vamos trabalhar para o regresso às competições europeias. A grandeza da instituição não nos permite pensar de outra forma. O Vitória é um clube de dimensão europeia", assinala.

Sempre a crescer
Há, contudo, uma certeza. Avaliando os cordões humanos, as enchentes no estádio e a alegria das cinco centenas de jovens que despontam nos escalões de formação, percebe-se que, esteja onde estiver, é impossível extinguir a chama da onda branca - o Vitória nunca caminhará sozinho.

É com orgulho que visto branco...



publicado por vermelho vivo às 15:27
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2007
Somos realmente únicos!!! (IV)

Isto acontece num jogo da II divisão de honra, num estádio com 24.853 espectadores e onde cada jogo é uma festa.

Nada de confusões com os ambientes monótonos e sem espectadores de grande parte dos jogos da I liga.

Estes são os adeptos que qualquer outro clube gostaria de ter!

Uma cidade, um clube, uma paixão. VITÓRIA!

 



publicado por vermelho vivo às 15:32
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Diplomas, silêncios e pressões

Quem não deve não teme!

Não considero que seja importante para o país ou para quem quer que seja se o nosso primeiro-ministro é efectivamente engenheiro ou não. Não é pela posse de um canudo que alguém é melhor ou pior, governa melhor ou pior ou é superior ou inferior a outro ser humano que não o possua.

Considero também que nada até ao momento prova ou desmente a licenciatura em causa, como tal, só a explicação do próprio, anunciada para a próxima semana, poderá clarificar este assunto, podendo então a partir daí tirar-se as devidas conclusões.

A questão do diploma do suposto engenheiro José Sócrates, tem no entanto outros contornos de relevada importância.

1.º - Está em causa a honestidade pessoal do cidadão José Sócrates, e quando alguém não é honesto enquanto cidadão comum nada leva a considerar que o seja enquanto protagonista de outro quadro qualquer. Muito menos num cargo em que todo o poder lhe está ao alcance.

Assim, esperemos que o nosso primeiro-ministro seja mesmo engenheiro, mesmo com um diploma emitido a um domingo e num ano (1996) em que a UNI não licenciou engenheiros.

2.º - É inaceitável que o Governo e o PS exerçam pressões para ocultar notícias que lhe são adversas. Portugal tem leis concretas para combater a calúnia e a irresponsabilidade jornalística, que não são de certeza as pressões sobre directores e jornalistas antes ou depois das notícias serem publicadas.

Os factos a que vamos assistindo revelam aquilo que alguns partidos e muitos cidadãos tem vindo a denunciar, ou seja, um controle sobre a informação e um esforço de colocar os seus “fazedores de opinião” em permanente trabalho mediático. E que ninguém tenha dúvidas que por esta via (comunicação social) que este governo tem conseguido enganar, e muito, os portugueses.

Cito o “Diário de Noticias” de hoje:

Houve, ou não, pressão do gabinete do primeiro-ministro sobre os directores dos órgãos de comunicação social que veicularam as notícias que questionavam a autenticidade da licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente?

Houve, de facto, afiançam estes directores, uma série de telefonemas do assessor de José Sócrates a contestar a notícia, numa tentativa de travar a sua repetição na emissão... e houve até a ameaça de um recurso aos tribunais.

"Neste caso da Independente senti a pressão, a posteriori, ou seja, apenas depois de termos dado a notícia", conta ao DN Francisco Sarsfield Cabral, director da Rádio Renascença (RR).

"A notícia de facto provocou telefonemas dos assessores do primeiro-ministro, que até foram desagradáveis. Houve uma certa pressão e chegou a falar-se em tribunal. Ai eu disse: a conversa acaba aqui", relatou o director da RR.

"Senti que naquela situação [da Independente] estava a haver pressão. Foi a primeira vez que recebi telefonemas directamente do gabinete do primeiro-ministro. Não é habitual. Eventuais telefonemas que recebo de gabinetes ministeriais não os entendo como controlo", reagiu ao DN José Manuel Fernandes.

Simplesmente inaceitável! Digo eu e qualquer cidadão que preze a democracia e a liberdade.

Este, é o governo que temos e que os portugueses escolheram!



publicado por vermelho vivo às 14:27
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Pra não dizer que não falei de flores

Uma belíssima canção que me acompanha à mais de 20 anos pela voz da Simone e uma excelente letra de Geraldo Vandré.
Aqui numa versão mais dentro da minha tendência musical, com um toque um pouco mais “duro” e menos melodioso, na interpretação de Zé Ramalho.

Caminhando e Cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e Cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer


Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordoes
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quarteis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a historia na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição.

 

                            Geraldo Vandré



publicado por vermelho vivo às 12:03
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