"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
Solidariedade
Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa
Prof. Aníbal Cavaco Silva
Palácio de Belém, Calçada da Ajuda, nº 11, 1349-022 Lisboa
 
Assunto: PETIÇÃO para estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal.
 
Excelência,
No exercício do direito de petição previsto na Constituição da República Portuguesa, verificado o cumprimento dos pressupostos legais para o seu exercício, vêm os signatários abaixo assinados, por este meio, expor e peticionar a V. Exa. o seguinte:
Somos um conjunto de cidadãos e de cidadãs, conscientes de que o abuso sexual de crianças não afecta apenas as vítimas mas toda a sociedade, e de que “a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado” (Elie Wiesel).
Estamos unido(a)s por um sentimento de profunda e radical indignação contra a pedofilia e abuso sexual de crianças, de acordo com a noção de criança do art. 1.º da Convenção dos Direitos da Criança, que define criança como todo o ser humano até aos 18 anos de idade, e partilhamos a convicção de que não há Estado de Direito, sem protecção eficaz dos cidadãos mais fracos e indefesos, nomeadamente, das crianças especialmente vulneráveis, a viver em instituições ou em famílias maltratantes.
Os direitos especiais das crianças são dotados da mesma força directa e imediata dos direitos e liberdades e garantias, previstos na Constituição da República Portuguesa, nos termos dos arts. 16.º, 17.º e 18.º da CRP e constituem uma concretização dos direitos à integridade pessoal e ao livre desenvolvimento, consagrados nos arts 25.º e 26.º da CRP, e do direito da criança à protecção do Estado e da sociedade (art. 69.º da CRP).
Indo ao encontro das preocupações reveladas por V. Exa. relativamente às investigações em curso sobre crimes de abuso sexual de crianças a viver em instituições, e também ao anterior apelo de Vossa Excelência para que não nos resignemos e que não nos deixemos vencer pelo desânimo ou pelo cepticismo face ao que desejamos para Portugal, sendo que é dever do Estado de fiscalizar a actividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e outras instituições de reconhecido interesse público (art. 63.º, n.º 5 da CRP) e de criar condições económicas, sociais, culturais e ambientais para garantir a protecção da infância, da juventude e da velhice (art. 64.º, n.º 2, al.d) da CRP), vimos requerer a intervenção de V. Exa, através de uma mensagem à AR, ao abrigo do art. 133.º, al. d) da CRP, para a concretização dos seguintes objectivos:
 
1) A criação de uma vontade política séria, firme e intransigente no combate ao crime organizado de tráfico de crianças para exploração sexual e na protecção das crianças confiadas à guarda do Estado;
2) O empenhamento do Estado, na defesa dos direitos das crianças em perigo e das crianças vítimas de crimes sexuais, em ordem a assegurar a protecção e a promoção dos seus direitos;
3) O estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que assegurem o respeito pela dignidade e necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal, que evitem a vitimização secundária e o adiamento desnecessário dos processos, e que consagrem um dever de respeito pelo sofrimento das vítimas, nos termos dos arts. 8.º e 9.º do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os direitos da criança, relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis, documento ratificado pelo Estado Português, nomeadamente:
a) Proibição de repetição dos exames, dos interrogatórios e das perícias psicológicas;
b) O direito da criança à audição por videoconferência, sem «cara a cara» com o arguido;
c) O direito da criança se fazer acompanhar por pessoa da sua confiança sempre que tiver que prestar declarações;
d) Formação psicológica e jurídica especializada da parte das pessoas que trabalham com as vítimas, de magistrados e de pessoas que exercem funções de direcção em instituições que acolhem crianças, assim como de funcionário(a)s das mesmas;
e) Assistência às vítimas e suas famílias, particularmente a promoção da segurança e protecção, recuperação psicológica e reinserção social das vítimas, de acordo com o art. 39.º da Convenção sobre os Direitos da Criança e o art 9.º, n.º 3 do Protocolo Facultativo à mesma Convenção relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis;
f) Uma política criminal que dê prioridade à investigação de crimes de abuso sexual de crianças e de recurso ao sexo pago com menores de 18 anos;
g) Proibição da aplicação de pena suspensa ou de medida de segurança em regime aberto ou semi-aberto (ou tutelar educativa, no caso de o abusador ter menos de 16 anos), a abusadores sexuais condenados;
h) A adopção de leis, medidas administrativas, políticas sociais e programas de sensibilização e de informação da população, nomeadamente das crianças, sobre a prevenção da ocorrência de crimes sexuais e sobre os seus efeitos prejudiciais, no desenvolvimento das vítimas;
4) Proibições efectivas da produção e difusão de material que faça publicidade às ofensas descritas no Protocolo Facultativo à Convenção dos Direitos da Criança.
Requeremos a Vossa Excelência, que num discurso solene, dirigido às crianças, as cidadãs mais importantes do nosso país, assuma, para com elas, estes compromissos, prestando uma manifestação de solidariedade para com o sofrimento das vítimas, pois como disse Albert Camus “não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento”.
.
Com os melhores cumprimentos,
 
Os signatários
-----------
ASSINE e DIVULGE

 
http://www.petitiononline.com/criancas/petition.html.

 
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Retirado do Blog: Vale a Pena lutar de Pedro Namora



publicado por vermelho vivo às 23:46
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
A conferência Nacional do PCP

Os negritos, são sublinhados de minha opção.

 

Durante mais de dois meses, milhares de militantes comunistas e muitos amigos e simpatizantes do Partido debateram, em todo o território nacional, a situação económica e social do País. Fizeram-no em múltiplas reuniões, encontros, debates sectoriais e regionais, no decorrer dos quais procederam a uma análise aprofundada e séria da realidade sócio-económica nacional e à busca de alternativas concretas à política de direita que há mais de três décadas tem vindo a flagelar os trabalhadores, o povo e o País.

Assim davam andamento ao trabalho preparatório da Conferência Nacional que, no passado fim-de-semana, com cerca de mil e duzentos delegados, reuniu no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha. Aí, os delegados à Conferência, em dezenas de intervenções, deram continuidade ao debate preparatório e, no final, aprovaram um documento no qual se demonstra e confirma que, como sublinhou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, na intervenção de encerramento, «o actual caminho que a política de direita impõe não é único, que há alternativa e que há outras soluções capazes de resolver os problemas nacionais e garantir o desenvolvimento do País e melhores condições de vida para os portugueses

Tratou-se de uma iniciativa singular no quadro partidário nacional – uma iniciativa que nenhum outro partido político português – sublinhe-se: nenhum outro partido político português - está em condições de realizar, quer no que diz respeito à seriedade, ao aprofundamento e ao sentido da análise produzida e das propostas definidas; quer na disponibilidade para protagonizar a concretização dessa propostas, quer, ainda, em matéria de intervenção e participação militante.

E se tivermos em conta que, durante todo o intenso e amplo debate preparatório, o Partido não encerrou para Conferência – bem pelo contrário, durante esse tempo os militantes comunistas assumiram, simultaneamente, a primeira linha da luta contra a política de direita e as suas consequências e por uma alternativa de esquerda – fica claro, para quem não queira fechar os olhos à realidade, o carácter insubstituível do papel do PCP na sociedade portuguesa.

Por tudo isto, a Conferência Nacional do PCP foi o acontecimento mais relevante e de maior significado ocorrido no último fim-de-semana no nosso País.
Assim o entenderam, também, os órgãos da comunicação social dominante: por isso a ocultaram e abafaram, cobrindo com um espesso manto de silêncio as suas conclusões - e assim cumprindo à risca o seu papel de porta-vozes fiéis dos interesses do grande capital.

Não surpreende que assim tenha sido. Na verdade se, como toda a gente sabe, os média dominantes (tanto os privados como os, digamos assim, públicos) são propriedade e estão ao serviço dos interesses do grande capital; se, como é óbvio, o grande capital é o único beneficiário da política de direita; se, como a realidade nos mostra, o PCP é o único grande partido nacional que luta coerentemente contra essa política (e se a Conferência Nacional constituiu uma etapa importante dessa luta) – é fácil de perceber a razão pela qual esses média, na linha da sua prática corrente, assobiaram para o lado em relação às várias iniciativas do debate preparatório da Conferência e relegaram os dois dias da sua duração para o pelouro daqueles acontecimentos menores aos quais se dedicam meia dúzia de linhas de espaço e uma fracção de segundo de tempo.

É claro que, assim procedendo, estes profissionais da informação, estão – e sabem que estão – a violar frontalmente o dever de informar e o direito a ser informado consagrados na Constituição da República Portuguesa. É claro, também, que se para tal lhes for chamada a atenção, eles puxarão os galões da sua indignação democrática, dispararão meia dúzia de rajadas de frases feitas sobre o adversário, e argumentarão que, tal como os seus patrões já disseram, esta Constituição tem que ser revista…

Na verdade, esses profissionais da desinformação organizada sabem – e é para saber isso e agir em correspondência que são pagos – que é perigoso deixar que as pessoas pensem fora do cerco cerrado do pensamento único; que é perigoso deixar que, fora das baias mediáticas dominantes, as pessoas reflictam sobre a situação do País, observem a realidade , tomem posição; que as pessoas concluam que têm direitos que ninguém tem o direito de lhes roubar; que as pessoas decidam, com conhecimento de causa e em consciência, sobre o presente e o futuro do seu País – e que ajam, que intervenham, que participem.

Na verdade, eles sabem que é perigoso que as pessoas saibam que, afinal, os partidos não são todos iguais: que há um partido – o PCP - que é diferente dos que são todos iguais. E que, por isso mesmo, como acentuou o camarada Jerónimo de Sousa na sua intervenção, vale a pena e é necessário lutar com este Partido; vale a pena e é necessário reforçar social, eleitoral e politicamente este Partido; vale a pena e é necessário, apoiar este Partido que se opõe à exploração, à pobreza e à cada vez maior concentração da riqueza; que não tolera que uma reduzida casta de privilegiados engrosse as suas fortunas à custa do País e da grande maioria da população; que luta com os trabalhadores e o povo para que haja uma profunda mudança em Portugal – e que luta sempre, com a convicção profunda de que é possível resistir e vencer, derrotar esta política injusta e construir um País à medida das necessidades e das aspirações do povo português. Que luta, sempre tendo o socialismo no horizonte.

Editorial do jornal Avante! de 29-11-2007



publicado por vermelho vivo às 23:57
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
Outro rumo, nova política

Neste fim de semana, realiza-se a Conferência Nacional do PCP sobre questões económicas e sociais.

 

 

"O PCP promove nos próximos dias 24 e 25 (sábado e domingo), no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha – Seixal, uma Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais, que configura uma das mais importantes iniciativas de reflexão e proposta sobre os problemas económicos e sociais de Portugal, realizada nas últimas décadas. Com esta iniciativa, o PCP assume-se como uma força de proposta e de projecto, portador de uma política alternativa indispensável à construção de um Portugal com futuro e dá expressão às expectativas, confiança e esperança que os trabalhadores e o povo nele depositam.

A Conferência Nacional, cujo Texto-Base poderá ser consultado na página do PCP na Internet, decorrerá no sábado das 10h30 às 19h30 (intervalo das 13h15 às 15h00) e no domingo das 9h30 às 13h00, iniciando-se com uma intervenção de Agostinho Lopes, da Comissão Política do PCP e encerrando com o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

No âmbito da realização desta iniciativa, decorreu desde Março um período de preparação com um vasto programa de iniciativas realizadas nos vários distritos e regiões que permitiram o exame e o debate das principais questões económicas e sociais, pondo em evidência constrangimentos e perspectivas de desenvolvimento regional, as profundas assimetrias regionais que marcam o país e as propostas do PCP em relevantes questões económicas sectoriais, como a indústria, a energia, a agricultura, as pescas e o mar, os transportes, as comunicações, as telecomunicações, o sector automóvel, a indústria naval, as tecnologias da informação e comunicação, o sector financeiro, a administração pública, a economia mundial, as micro e as pequenas e médias empresas, o movimento cooperativo, a ciência e a tecnologia, e outras de âmbito social como a pobreza, a habitação, a saúde e a educação, a juventude, o ambiente e as áreas protegidas, a realidade do mundo do trabalho e dos trabalhadores ou a avaliação sobre os diferentes fluxos migratórios."

In: site do PCP

 



publicado por vermelho vivo às 23:02
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
E... as ilusões à maneira de Correia de Campos

"No final do ano passado, as dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) atingiram os dois mil milhões de contos, mais 40,9% do que os valores atingidos no final de 2005.

Só os hospitais-empresa que integram o SNS pesam, nesta dívida, 42,5% - as suas dívidas, aliás, cresceram em 2006 mais de 50%, quando comparadas com o ano anterior.

Estes números constam de uma auditoria, feita pelo Tribunal de Contas, ao estado financeiro da Saúde pública, nos dois primeiros anos de Governo de José Sócrates e constituem um retrato devastador do sector..."

 

Extremamente esclarecedor sobre as mentiras permanentes deste governo PS/Sócrates e a constante tentativa de ocultação da realidade, é esta parte da notícia:

"...Nas conclusões da auditoria, que hoje chegaram ao Parlamento, o tribunal chama a atenção para o facto de a informação prestada pelo Ministério no âmbito desta auditoria poder não ser fiável.

Isto porque o próprio TC fez as contas e, em vez do 1.989 milhões de euros que o Ministério diz ser a dívida do SNS de 2006, o tribunal apurou um total de 2.214 milhões – uma diferença de 225 milhões de euros..."

Notícia completa no jornal SOL

 

A notícia não diz, mas apergunta é óbvia: nestes dois anos de (des)governo PS/Sócrates, quanto aumentaram os lucros dos grupos privados da área da saúde???

Não diz, mas nós sabemos. Muitos e muitos milhões de euros!

Este governo PS/Sócrates vai atingindo os seus objectivos de engordar financeiramente os amigos do grande capital. Afinal de contas, são estes mesmos que asseguram o presente e o futuro dos actuais ministros, secretários de estado e toda a panela que vive grudada nos cargos públicos e nos tachos oferecidos pelo grande capital como pagamento da subserviência e dos bons serviços prestados (ao grande capital) enquanto governantes da nação.

Estes figurões mereciam ter que responder criminalmente pela destruição do Serviço Nacional de Saúde com o prejuízo evidente de milhões de portugueses.

Isto conduz a uma pergunta inevitável: ainda haverá neste país quem acredite na boa-fé e na boa governação desta gente???

 

Adiciono mais alguma informação sobre este assunto:

 

"Falta de informação, falta de rigor, uma metodologia errada, dívidas acima do apurado, endividamento crescente dos hospitais. É o retrato da situação económico-financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS), feita pelo Tribunal de Contas (TC).

Num relatório sobre o SNS em 2006, o TC aponta falta de transparência às contas da saúde. E sustenta que algumas das melhorias registadas (por exemplo, a diminuição do défice financeiro global do SNS) resultam de mudanças no tratamento dos dados. Ou seja, não são melhorias reais..."

Notícia completa no jornal DN



publicado por vermelho vivo às 22:20
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
As Ilusões à maneira de Sócrates

José Socrates e os seus amigos, bem tentam de todas as formas e maneiras iludir-nos com os números na tentativa de escamotear o desastre e as consequências das suas políticas.

Mas com tanta trapalhada, que vai desde a conduta universitária do primeiro-ministro até ao despacho de uma concessão de 75 anos que não tem poder juridico sobre o decreto-lei já despachado anteriormente de 99 anos - vide estradas de Portugal - que a credibilidade desta gente vale o que vale.

Vale a pena ler a notícia inserida no Diário Económico de hoje e confrontá-la com  o regozijo de José Sócrates quando anunciava no final da semana passada a criação de 106.000 postos de trabalho:

 

Portugal perdeu 167 mil empregos qualificados

Luís Reis Ribeiro

 

«O desemprego continua a crescer entre os licenciados. Segundo o INE, as profissões com menor valor acrescentado continuam a ganhar peso nos números nacionais.

Há cada vez menos empregos qualificados e o desemprego continua a crescer entre os licenciados em Portugal.

Desde que o Governo de José Sócrates chegou ao poder, no primeiro trimestre de 2005, foram criados 106 mil empregos, sublinhou o primeiro-ministro na passada sexta-feira, congratulando-se com os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao terceiro trimestre, divulgados nesse mesmo dia. O Governo socialista tem como meta criar 150 mil empregos até final da legislatura, pelo que o número é, numa primeira leitura, positivo.

Contudo, no mesmo período houve uma destruição de 167 mil postos de trabalho com maiores qualificações – dirigentes e quadros superiores, profissionais intelectuais e científicos e técnicos de nível intermédio. Segundo o INE, eram 1,372 milhões de trabalhadores no primeiro trimestre de 2005, mas recuaram para 1,205 milhões no terceiro trimestre deste ano. Uma quebra de 12%, que fez diminuir este tipo de empregos de 27% para 23% do total.

Os especialistas garantem que estas não são boas notícias, uma vez que mostram que o modelo de crescimento mais intensivo em tecnologia e inovação não permite resolver o problema estrutural do mercado de trabalho. A conclusão é que são os empregos de menor valor acrescentado – cafés, restaurantes, engomadorias, serviços de limpeza e manutenção, ‘call centers’, serviços de vendas, escritórios – os que mais contribuem para aliviar o grave problema do desemprego.»...

Artigo completo em DE de 19-11-2007

 

A julgar pelas percentagens, podemos concluir que já só faltam destruir mais cerca de 70.000 postos de trabalho qualificado para criar mais 44.000 empregos de menor valor acrescentado e assim cumprir o prometido: 150.000 novos postos de trabalho.



publicado por vermelho vivo às 12:18
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Sábado, 17 de Novembro de 2007
Viajando pela blogosfera

Andando por aí, dando uma olhadela pela blogosfera, além do artigo transcrito no "post" abaixo, registei também estes dois artigos:

 

"Para que os nossos filhos não mendiguem de joelhos na pátria que os seus pais ganharam de pé" - Um ciclo de textos sobre Cuba em vários capítulos. -  Em CRAVO DE ABRIL

 

"O comunismo hoje e amanhã" - Em oito "post's", a divulgação de um extraordinário texto da conferência proferida por Álvaro Cunhal a 21 de Maio de 1993, em Ponte da Barca. Inseriu-se essa palestra num ciclo de conferências e debates promovido pela Câmara Municipal local intitulado «Conversas com endereço». Tema proposto a Álvaro Cunhal: «O comunismo hoje e amanhã». - Em O CASTENDO e em INTERCOM 

 

E ainda este excelente artigo sob o Título: "Sem lágrimas nem remorsos pelos caídos do Iraque" - Em RESISTIR.INFO



publicado por vermelho vivo às 19:21
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Sobre Cuba

Transcrevo na integra um artigo do Blogue do Castelo:

 

Por vezes, até a mais reaccionária das revistas ou o mais conservador dos jornais, abre uma brecha por onde a verdade, essa danada, se escapule. Desta vez, sai na Visão um artigo sobre um intercâmbio entre Vila Real de S.to António e Playa , um dos quinze concelhos da área metropolitana de Havana, em Cuba, claro.

(Antes de mais, um parêntesis: deixei de ser assinante da revista, mas como tinha o pagamento da assinatura em dia, ainda a recebo até cessar o prazo; só por essa razão ainda folheio essa pobre publicação)

Pois bem, o presidente da Câmara de Vila Real teve a ideia de geminar as duas localidades e, a troco de uma comparticipação anual de 50 mil euros, manda os seus munícipes obter em Cuba o que não conseguem no seu país: cuidados de saúde gratuitos e especializados.

Assim, já foram operados às cataratas em Cuba, 24 munícipes e o autarca espera mandar mais cem só no mês de Novembro. A estada dos doentes em Cuba é de cerca de 15 dias e é totalmente paga pelos cubanos, alimentação incluída.

Ah! Falta acrescentar que o referido autarca, de nome Luís Gomes, é...social-democrata, melhor dizendo é do PSD, já que muitas vezes a correspondência entre os nomes dos partidos e as políticas que defendem não é muito visível.

Teve ainda o desplante de afirmar à reportagem (nem sei como é que o director da Visão não cortou esta parte): "Julgava que havia (em Cuba) um grande policiamento, opressão, mas não vi nada disso. Andei pela rua a todas as horas, sem problemas. Não há roubos. O povo tem um elevado nível cultural e a resposta aos seus problemas de saúde atinge uma taxa de cobertura da ordem dos 100%"

Dos usuais reparos à ditadura comunista, ao déspota Fidel, aos horrores do goulag tropical, teve a Visão um eclipse oportuníssimo.

 

Comentário do Vermelho Vivo: Quem diria que debaixo da feroz e condenável ditadura comunista em Cuba também existe uma sociedade assim!? Não há opressão!? O povo tem um elevado nível cultural!? Existe resposta aos problemas de saúde atingindo uma taxa de cobertura da ordem dos 100%!? Um modelo de sociedade que levou um social-democrata se render-se perante ela???

Pois é! Há verdades que por muito que custe a muita gente, e custa, não podem ser escamoteadas.

 



publicado por vermelho vivo às 17:40
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
A luta intensifica-se!

"A par do aumento de adesões ao movimento de greves iniciado em França anteontem à noite no sector ferroviário - e que se anuncia para toda a semana -, milhares de manifestantes desfilaram ontem em Paris e em várias cidades francesas, em protesto contra o pacote de reformas anunciado pelo presidente Nicolas Sarkozy...

Os professores e os funcionários públicos projectam aderir ao movimento grevista na próxima semana. A contestação emerge também no sector judicial e em três dezenas de universidades."

"Os maquinistas alemães iniciaram ao fim da manhã de ontem a mais ampla e mais longa greve nos caminhos-de-ferro alemães, que durará 62 horas e se destina a exigir um contrato colectivo próprio e aumentos salariais de cerca de 30%..."

In JN


"No domingo, 11, a coordenadora nacional dos estudantes do superior, reunida na cidade de Rennes (Noroeste de Paris), apelou à transformação do movimento nas universidades numa «mobilização massiva», decidindo solidarizar-se com a luta dos ferroviários, bloqueando as estações de caminhos-de-ferro, bem como com a dos funcionários públicos, que estarão em greve na próxima terça-feira, dia 20.
No início da semana, cerca de 15 universidades estavam paralisadas total ou parcialmente e em outras 30 decorriam assembleias gerais..."

"Centenas de milhares de trabalhadores italianos de variadíssimos sectores aderiram à greve geral convocada no dia 9 pela Confederação Cobas (comités de base), em protesto contra o orçamento do governo de centro-esquerda e o acordo de reforma da segurança social, firmado em 23 de Julho com as três principais centrais sindicais do país.
Apesar da sua relativa pequena dimensão, a Cobas e outros sindicatos de base como o Cub e o SdL conseguiram mobilizar mais dois milhões de trabalhadores nesta jornada de luta..."

In Avante!

  

Também por cá e depois da grande jornada de luta do dia 18 de outubro que juntou 200.000 no Parque das Nações em Lisboa dizendo claramente NÃO! a estas políticas neoliberais, umas já implementadas e outras prontas a implementar,  A LUTA CONTINUA:

 

"A Função Pública vai estar em greve no dia 30 de Novembro. A paralisação foi convocada, ontem, pelas três estruturas sindicais representativas do sector público, mas a UGT já se mostrou disponível para aderir ao protesto, que tem por base a "intransigência" do Governo na negociação salarial para 2008. O clima de confronto entre o Executivo e os sindicatos está a subir de tom e levou a que a FESAP tenha já decidido não comparecer na próxima reunião com o Governo..."

In JN
 

Conclusão: O capitalismo, não tem solução para responder aos problemas e anseios da sociedade porque assenta num modelo de exploração do homem pelo homem, no previlégio de meia dúzia contra a pobreza de milhões.

Este capitalismo tem desencadeado um forte ataque aos trabalhadores e aos seus direitos e aos direitos dos cidadãos no acesso a áreas vitais para sua vida como o emprego, a saúde, a educação, a justiça, a segurança social, etc.

Contra este ataque, assistimos ao aumento das lutas e ao crescendo de adesão da classe trabalhadora e do povo nas batalhas que se travam. Batalhas estas, justas e inevitáveis para defesa das conquistas sociais adquiridas ao longo de muitos anos através de muitas e duras lutas.

A luta intensifica-se e os trabalhadores percebem que não podem ficar indiferentes quando todos os dias lhe roubam direitos laborais e sociais.

Percebem que a luta é o caminho!

Percebem que afinal o capitalismo não tem nada para lhe oferecer, ao contrário, ainda lhes rouba o que com muita luta conquistaram!

Assim, por mim, por ti, por todos nós, pelas gerações vindouras, a luta contra o modelo capitalista e por uma sociedade mais justa e mais social está aí. E ninguém está dispensado!



publicado por vermelho vivo às 00:31
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
Nós... ou a polícia.

Encontrei esta imagem no Pasquim do Povo parece-me ilucidativa!

A nossa polícia continua a ser usada em serviço político e ao serviço das administrações de empresas. Fossem tão eficazmente utilizados no combate ao crime como o são no combate ao direito à greve dos trabalhadores, e este país seria muito mais seguro.

A polícia presente nas instalações da Valorsul, também terá instruções para verificar se estão a ser cumpridas as condições de segurança exigiveis???

Triste Partido Socialista este que nos governa, para onde arrasta a liberdade e os direitos dos trabalhadores deste país...

 



publicado por vermelho vivo às 23:18
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
O excelente M. António Pina

Mais uma excelente crónica  de António Pina, na sua rubrica diária no JN, que não resisto a reproduzir aqui:

(os negritos são opção minha)

 

Parabéns Portugueses

 

A leitura da imprensa de ontem deixou-me mergulhado naquilo que, em literatura de aeroporto, se chama de "confusão de sentimentos". A notícia de que o Ministério da Justiça tinha comprado cinco limusinas de luxo, uma para o ministro, duas para os secretários de Estado, outra para o presidente do Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça (mais que justificadamente, pois este só já tinha uns velhíssimos Audi A6 e Peugeot 404 de 2003) e mais uma para a secretaria-geral, começou por inquietar-me. Tanto mais que outra notícia me dava conta de que o OE gastará, em 2008, 3,4 milhões de euros (mais 15,4% do que este ano) com viagens de deputados. Mas que podia eu fazer? Preocupo-me em ter os impostos em dia pois alguém tem que pagar o défice (incluindo os 280 000 mil euros de vencimento do dr. Vítor Constâncio, quase o dobro do que recebia Alan Greenspan na Reserva Federal americana) e já não tenho, como a generalidade dos portugueses, mais buracos no cinto que apertar. Mas depois percebi que eram boas notícias e que, como disse o primeiro-ministro, estamos todos de parabéns pois o défice já só vai em 3%. Os funcionários públicos vão ver que os 2,1% de aumento são lapso do Ministério das Finanças. Na verdade, o aumento será de 21%.



publicado por vermelho vivo às 18:40
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