"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Blogosfera taipense

Por razões de ordem pessoal e profissional, o tempo disponível não me tem permitido uma participação mais regular na blogosfera. No entanto, no pouco tempo disponível, lá vou tentando dar uma olhadela pelo que vão escrevendo os outros.

E noto, com satisfação, que a blogosfera taipense continua a crescer.

Não é importante (para mim) se concordo com as opiniões de alguns ou se discordo das opiniões de outros. Importante é a criação de espaços de discussão. Afinal, é através do confronto da tese com a anti-tese que se chega à conclusão.

Olhando para a lista de links "vizinhos", neste blog - e onde provavelmente faltam alguns - podemos concluir que se vai animando e alargando o espaço de discussão aqui pela vila.

Deixo aqui o convite aos blogs taipenses que não estão mencionados neste espaço, para que façam o favor de colocarem nos comentários deste "post" os endereços respectivos para que assim sejam incluidos na lista de links.



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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
7 medidas urgentes para enfrentar a crise
Com a devida vénia, transcrevo na integra um excelente "post" da minha amiga Magnólia, no blog Abafos & Desabafos

 

Hoje, na Assembleia da República:

 

O PCP apresenta um conjunto de sete medidas indispensáveis e urgentes para atacar a crise, que correspondem a necessidades prementes e inadiáveis e que têm efeito imediato nas condições de vida da população e também na economia.

 

1- O aumento geral dos salários, designadamente do salário mínimo nacional, que inclua um aumento intercalar para os trabalhadores da administração pública, correspondente à recuperação da perda de poder de compra ocorrida este ano, de acordo aliás com as promessas do Primeiro-ministro.
2- O aumento extraordinário das pensões de forma a que as pensões mais baixas progridam em 2008 pelo menos 4% e as intermédias acompanhem o aumento previsível da inflação.
3- A alteração dos critérios para a atribuição do subsídio de desemprego no sentido de reverter a restrição imposta pelo governo, que leva a que a maioria dos desempregados não tenham acesso ao respectivo subsídio.
4- A aplicação de medidas com vista à diminuição dos preços dos combustíveis, designadamente com a criação de um imposto sobre os lucros especulativos das petrolíferas, e ao apoio a importantes sectores económicos especialmente penalizados por estes aumentos, tal como já anunciado no projecto de resolução do PCP sobre esta matéria.
5- A garantia do congelamento dos preços dos títulos de transporte, para além dos passes sociais, através da concretização da utilização do gasóleo profissional anunciada pelo Governo e que tarda a concretizar-se.
6- O estabelecimento de um preço máximo para 2008 num conjunto de bens essenciais básicos alimentares e de higiene.
7- A contenção do aumento custo dos empréstimos actualmente existentes à habitação através da orientação accionista do Estado para a Caixa Geral de Depósitos no sentido de praticar um spread máximo de 0,5% nos empréstimos à habitação, com o consequente efeito de arrastamento no mercado, equacionando igualmente o eventual recurso a medidas de apoio ao nível do endividamento das famílias com mais baixos recursos.

 

Estas são medidas concretas que deveriam ser aceites pelo Parlamento e implementadas de imediato, para fazer face aos graves problemas sociais existentes no nosso país. Mas é pura ilusão acreditarmos que alguma delas será aceite. O PCP será apelidado de irealista mais uma vez e Sócrates, com a sua demagogia de bancos de escola primária, colocando as mãos nos quadris, tal varina esganiçada, vomitará impropérios aos deputados do PCP. Porque lhe falta coragem política, porque não é honesto e porque estando ao serviço do capital, nunca poderá estar do lado dos trabalhadores, dos pequenos e médios empresários e da maioria da população portuguesa, que sente na pele cada vez mais as dificuldades do dia a dia.

 

Mas... daqui a uns meses, para dar o ar da sua graça e tentar parecer que afinal até se importa, vai "roubar"uma ou duas destas propostas (como já está a fazer com a chamada "Taxa de Robin dos Bosques") e apresentá-la na AR como se fosse da sua autoria... e será aceite.

 

Joguinhos de último recurso para tentar manter a maioria absoluta em 2009. Mas vai demorar ainda... primeiro tem de pedir autorização ao capital e acordar uma nova estratégia conjunta para enganar os eleitores. Nada que prejudique os seus amigos capitalistas. Afinal, ele é "um menino de ouro"!

 

Adenda de Vermelho Vivo:

 

Mais informações sobre a apresentação destas 7 medidas urgentes, Aqui ou Aqui.

Para ver e ouvir, Aqui.

 

Escusado será referir que a comunicação social (aquela que é financiada e controlada pelo poder dominante ou pelo grande capital) ignorou totalmente a apresentação destas medidas.

Pois... importante, importante, aquilo que pode fazer com que os portugueses não durmam durante a noite é... a suposta dívida do benfica no caso Alcides. Logo, foi esse o destaque nas nodtícias durante todo o dia.



publicado por vermelho vivo às 23:04
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008
A luta continua!

 

EM BRAGA:

15.00 HORAS

CONCENTRAÇÃO NO PARQUE DA PONTE

SEGUIDA DE MANIFESTAÇÃO PARA A AV. CENTRAL



publicado por vermelho vivo às 23:52
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Alegremente falando

Manuel Alegre escreve hoje um artigo no DN sobre a NÃO da Irlanda à burla "porreiro pá!" e a que chamam pomposamente de Tratado Lisboa. Nesse artigo, entre outras coisas escreve  o seguinte:

"Como já tive oportunidade de notar, este tratado não se limita a simplificar as regras de funcionamento da UE, mas altera, uma vez mais, os equilíbrios de poder no seio da União, em favor dos Estados mais populosos."

...

"A Europa não pode degenerar numa espécie de despotismo iluminado imposto aos povos por via burocrática, à socapa, quase às escondidas. E a Irlanda não pode ser encarada como uma nação mal comportada, que é preciso castigar por ter cometido a heresia de dar a palavra ao povo."
...

"Porque não há Europa sem respeito pela diferença. Não há Europa sem democracia. Não há Europa contra os cidadãos."

 

Muito bem! Diria até que me revejo totalmente nas palavras de Manuel Alegre.

 

Consultando o sitio de Manuel Alegre na internet podemos ler no cabeçalho:

"Não há Europa sem respeito pelos cidadãos"

 

Muito bem! Faço minhas as suas palavras.

 

Só que... depois vamos consultar as suas acções e...

O mesmo Manuel Alegre que diz e escreve tudo isto, é o mesmo que no dia  23 de Abril deste ano, votou a favor do "Tratado porreiro pá!no Parlamento Português!

É o mesmo que com o seu voto favorável, foi cúmplice directo da trapassa que o seu amigo Sócrates e os seus amigos do PS inflingiram ao povo português.

É o mesmo que com o seu voto favorável, concordou em que o Tratado fosse votado no parlamento e não pelos cidadãos.

É o mesmo que com o seu voto favorável, contribuíu para que os cidadãos portugueses não tivessem oportunidade de se pronunciar sobre o Tratado em referendo.

 

Ou seja, fez tudo ao contrário do que escreve nas belas prosas para os cidadãos lerem.

 

E ainda depois querem que eu dê credibilidade a este senhor Alegre.

Ou ainda, que aplauda uma certa esquerda, também Alegre, que lhe dá cobertura dizendo que assim se faz a convergência das esquerdas.

Quais esquerdas???

As de utilidade para o poder dominante???

AH!!!  Essas sim!  Aliás, para a convergência dessa esquerda já só lá falta o PS.

Já não há pachorra para tantas palavras ao vento...



publicado por vermelho vivo às 00:19
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Terça-feira, 17 de Junho de 2008
A talho de foice

Há dias escrevi um artigo no Reflexodigital onde me referi à incapacidade de muitos pequenos e médios empresários portugueses para competirem com produções oriundas da China, Marrocos, Bangladesh, Paquistão e outros.

Posteriormente, um amigo que leu o artigo, colocou-me perante esta questão:
“Então se tu reconheces que é assim, também tens de reconhecer que só mudando a rigidez da nossa legislação é possivel alterar isto! E a alteração do código de trabalho pode ser uma grande ajuda. Ou não é assim?”

Bem, lá se abriu a discussão e a explicação de que: não senhor! Não penso que seja assim, que não concordo que a nossa legislação laborar seja rígida e que acredito que existem outras alternativas.

Aproveitando a deixa, cá fica a clarificação:

Em Portugal, existe legislação laboral e legislação de cumprimento obrigatório para qualquer empresa que esteja em actividade para que se assegurem as necessárias condições de segurança, higiéne e ambientais, etc..
Nesta legislação, é estabelecido, e muito bem, um horário diário e semanal de trabalho; a protecção e segurança dos trabalhadores no seu posto de trabalho; a obrigatoriedade de contribuição para um sistema de segurança social que assegure condições de subsistência em caso de doença ou outra infelicidade, remuneração mínima não inferior ao salário mínimo nacional, idade mínima para começar a trabalhar, escolaridade obrigatória, etc, etc.

Também: instalações devidamente adequadas e aprovadas pelo Ministério da Indústria, preparadas para separação de líquidos e reciclagem de lixos (ou o recurso a empresas exteriores para o efeito), um seguro por cada trabalhador, contribuição para a segurança social, etc. etc.

Existe legislação para estas coisas, E MUITO BEM!

Talvez nem todos a cumpram, mas isso é outra estória.

E para que serve tudo isto?
Vejamos por exemplo, o que diz a Constituição da Organização Internacional do Trabalho, sobre isto:

“Considerando que só se pode fundar uma paz universal e duradoura com base na justiça social;
Considerando que existem condições de trabalho que implicam, para grande parte das pessoas, a injustiça, a miséria e as privações, o que gera um descontentamento tal que a paz e a harmonia universais são postas em risco, e considerando que é urgente melhorar essas condições: por exemplo, relativamente à regulamentação das horas de trabalho, à fixação de uma duração máxima do dia e da semana de trabalho, ao recrutamento da mão-de-obra, à luta contra o desemprego, à garantia de um salário que assegure condições de subsistência adequadas, à protecção dos trabalhadores contra doenças gerais ou profissionais e contra acidentes de trabalho, à protecção das crianças, dos jovens e das mulheres, às pensões de velhice e de invalidez, à defesa dos interesses dos trabalhadores no estrangeiro, à afirmação do princípio “a trabalho igual, salário igual”, à afirmação do princípio da liberdade sindical, à organização do ensino profissional e técnico e outras medidas análogas.
Considerando que a não adopção, por parte de qualquer nação, de um regime de trabalho realmente humano se torna um obstáculo aos esforços de outras nações empenhadas em melhorar o futuro dos trabalhadores nos seus próprios países."

A questão que eu coloco é apenas esta:
Em alguns destes países, tal como em muitos outros, cumprem-se estas normas?

As razões para duvidar são muitas.

Todos sabemos que há bem poucos anos levantou-se - e abafou-se imediatamente - o escândalo das bolas da Nike produzidas por crianças na Indonésia.

Ainda à poucos anos a taxa de trabalho infantil em  Marrocos era de 14,3%.

Todos sabemos que na India, Paquistão ou bangladesh a mão-de-obra infantil é utilizada para fabricar tapetes. E se o é para os tapetes...

Ou seja, que regras imperam na relação laboral nestes países?
Que condições de segurança, higiéne, protecção do ambiente, etc. se cumprem nestes países?

A inexistência destas condições permite ou não uma produção muito mais barata?

Não hajam ilusões. Quando estes países forem obrigados a cumprir as mesmas normas laborais e empresariais que nós, deixarão de estar em condições de praticarem os preços de produção que praticam.


Depois de clarificada a ideia do artigo, chegamos ao código de trabalho e à pergunta consequente:

Somos nós que devemos regredir e caminhar para esta selva produtiva e para a exploração humana, ou serão eles que terão que ser incentivados a progredir e caminhar para um nível mais exigente onde se assegurem os direitos laborais, de protecção social, de segurança, regras ambientais, etc. etc...?

Fazer os trabalhadores regredirem, em nome da competitividade, para estarem ao nível das leis laborais do terceiro mundo, é um crime inqualificável e imperdoável do poder capitalista dominante. No entanto é exactamente isso que pretende o novo código do trabalho do PS/Sócrates.

Uma outra pergunta pertinente. Porque é que a UE não proteje o seu espaço contra esta situação? Bastaria que se criassem regras de embargo para os produtos oriundos de países que não cumpram as recomendações básicas da OIT.
A resposta é muito simples!

Estas regras de embargo, não são cumpridas porque teriamos os grandes grupos económicos (e até muitas empresas portuguesas) a fabricar os seus produtos de forma barata nestes países e depois... A venderem-nos também apenas nestes países, pois não podiam entrar na UE.
Mas a verdade é que o poder político está dominado pelo poder económico. Não interessa o que é melhor para os cidadãos mas sim, como é possível aumentar os lucros dos grandes magnatas.

Não se pense que o desvio de produções para estes países, tem por objectivo ajudar a desenvolvê-los ou que, através da produção de encomendas nestes países com evidente exploração humana e falta de outras normas, o produto chega ao mercado e aos cidadãos mais barato. Não!

A grande consequência, é a margem de lucro dos grandes capitalistas que aumenta de forma gritante!

E assim chegamos à essência de tudo isto. Ou seja, ao modelo de sociedade capitalista.

A verdade é que tudo isto é assim, porque é assim que interessa ao grande capital, e este é que manda no “sistema”.
Os governos de cariz neoliberal e chamados errada e simpáticamente de democráticos estão condicionados pelo poder económico e são apenas marionetas nas mãos destes.

Adaptando uma expressão do povo: Estes governos fantoches, fazem o que o grande capital manda e dão ao diabo o que sabem!

Portanto... Tudo isto é, nem mais nem menos que o sistema capitalista na sua essência e expansão.


E já agora, desiludam-se os sonhadores e os utópicos que acreditam que o capitalismo se pode mudar e aperfeiçoar. Esta é a sua verdadeira matriz.

Só a ruptura com este modelo de sociedade e o derrube do capitalismo vigente, permitirá construir uma sociedade diferente. Mais humana, mais igual e mais justa, mais solidária e fraterna!

Quando os trabalhadores e o povo perceberem e tiverem a coragem de assumir isto como uma tarefa inevitável para a transformação do mundo e para uma vida digna. Quando os trabalhadores e o povo perceberem que só através da luta esse objectivo poderá ser alcançado, então estarão abertas as portas para um mundo melhor.

Até lá... A crise e a exploração vão inevitávelmente acentuar-se!



publicado por vermelho vivo às 09:38
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Sábado, 14 de Junho de 2008
Já tinha saudades...

Por razões de vida pessoal que para aqui nada interessam, nada se tem passado neste blog ao longo das últimas semanas.

Embora nada se tenha passado por aqui, a verdade é que não têm faltado motivos de interesse, de reflexão e análise quer a nível local, nacional ou internacional.
Seria um exercício fora de tempo se tentasse trazer agora até aqui os vários acontecimentos e ocorrências destas semanas. No entanto, pela sua importância, não sou capaz de deixar passar em claro alguns desses acontecimentos.
Assim, cá vai:

 

• Aqui pela nossa vila, começaram as Festas da Vila e S. Pedro.
Já está em cena o acto n.º V - III enquanto presidente da junta - da sessão de propaganda eleitoral de Constantino Veiga. Na ausência do cumprimento das promessas eleitorais, na tentativa de branqueamento das trapalhadas e desvarios do actual executivo unipessoal da junta, perante uma governação que tem dado mostras claras de inoperância, incapacidade e falta de estratégia, Constantino Veiga com um PSD/Taipas a reboque e um PSD/Guimarães sem saber o que fazer ou como proceder com  o actual presidente da junta de Caldelas, aposta nas festas como poção mágica e milagrosa para continuar a iludir os mais distraídos.

O arranjo do centro da vila continua por fazer, a rua Bento Ribeiro Salgado continua sem passeios que permitam uma maior segurança às pessoas que por lá passam, a prometida recuperação e chafariz da praça J. Antunes Guimarães não existe, o prometido apoio para a recuperação do auditório dos Bombeiros não se vê, a necessária dinamização cultural da vila anda perdida por algures... No entanto poderemos ver o Quim Barreiros como já vimos o José Cid, o Paulo Gonzo... O Sr. Presidente sabe bem quanto vale a visibilidade da organização de umas festas da vila à grande e quanto isso pode valer em votos.

 

• Jerónimo de Sousa visitou o Vale do Ave, contactou com a população local, inteirou-se da realidade e das dificuldades actuais vividas na região. Esta visita organizada pela Comissão Concelhia de Guimarães do PCP terminou com um comício no jardim da Alameda em Guimarães. Um comício com uma participação enorme, talvez o maior comício realizado nesta cidade nos últimos anos com mais de 1.000 pessoas presentes.

Jerónimo de Sousa na sua intervenção apontou de forma clara as razões da actual situação local e nacional  e alternativas para um futuro diferente, salientando que esta situação de crise não é uma inevitabilidade. Antes é uma consequência das políticas seguidas pelo PS/Sócrates e pelos anteriores governos PSD/PP e que existem políticas alternativas que podem inverter esta situação.

Nesta visita ficou bem patente a servidão da comunicação social ao governo e ao grande capital e o boicote destes às acções do PCP. Depois de informados detalhadamente da visita e horários programados, os média nacionais simplesmente ignoraram a visita, nomeadamente o grande comício onde ficou demonstrada a insatisfação das gentes do Vale do Ave e a sua abertura às propostas do PCP. Mas enfim, nós sabemos que não convém informar o resto do país da pobreza que se vive no Vale do Ave como consequência das políticas desastrosas do governo Sócrates ou que o PCP juntou mais de 1.000 pessoas num comício em Guimarães. É preferível dar destaque a Alegres esquerdas blá blá e a anúncios de medidas inconsequentes de José Sócrates.

Eles sabem, e sabem muito bem, que a verdadeira esquerda, a que incomoda o governo e o capital é o PCP.
E sabem, e sabem muito bem, que a outra esquerda, a Alegre, é uma esquerda útil ao poder dominante. Fala em convergência à esquerda mas nem a principal força de esquerda, o PCP, convidaram para a Alegre iniciativa. E que um dos Alegres e principais participantes fala, fala, fala... Mas apenas por  conveniência política. Assim faz parecer que o actual PS ainda mantém a consciência de esquerda. Só que depois... Vota tudo a favor no parlamento e ainda diz que voltará a votar em Sócrates. Mas então para quê tantas palavras? E ainda à quem se arrogue de esquerda e lhe dê tempo de antena. Mas nós somos todos burros é?
 

• A CGTP-IN juntou em Lisboa 250.000 trabalhadores e descontentes com as politicas deste governo. Esta foi a maior manifestação do Portugal democrático contra uma proposta laboral e políticas praticadas por um governo.

Sócrates afirmou que o protesto destes milhares de portugueses não lhe dizem nada e que a proposta do governo vai avançar na mesma. Nós sabemos que isto é fruto do autismo e desnorte do governo. Sabemos que a queda destes figurões que têm governado os interesses do capital e desgovernado o povo português é cada vez mais inevitável. Já não há sondagens ou marketings que os salvem. E eles também pressentem o mesmo. Primeiro era o défice público, agora a conjectura internacional e depois o que será? O povo está farto de mentiras. Portugal e a Europa estão na situação que estão porque a maioria dos governos  europeus se baseiam na mesma cartilha política para governar.

Eles, com as suas políticas direccionadas para os benefícios do sector financeiro privado e dos grandes grupos económicos, com a privatização de tudo o que pode render lucros ao amigos capitalistas, são os grandes reponsáveis pela situação que se vive. Já só não percebe isso que não quer perceber.

A luta continua a ser o único caminho a percorrer. E a luta de massas continua crescer!
 

• O Blog do PCP/TAIPAS anuncia a realização da 3.ª Festa da Fraternidade para Agosto.
É uma boa notícia. A iniciativa politico-cultural realizada pelos Comunistas das Taipas já tem créditos firmados na região. A sua continuidade é também a demonstração do dinamismo e capacidade empreendedora do PCP/TAIPAS.

 

• A selecção nacional realizou dois excelentes jogos no europeu. As esperanças de uma prestação histórica aumentam.

A parte negativa da coisa: É uma selecção nacional com um treinador e dois jogadores brasileiros. Há quem concorde. A mim custa-me um pouco. Para representar a selecção nacional, ou é mesmo português ou não! Não sou um adepto da tese: "todos os meios valem para atingir os fins".

O histerismo criado pelos média à volta desta participação. Chega a ser incomodativo tanto circo e tanto aparato. Mas pronto! há que entreter o povo.
 

• Finalmente, o histórico dia de ontem. O povo Irlandês deu uma grande lição aos pobres ditadorzecos que ocupam os governos europeus actualmente.

O povo Irlandês ao dizer NÃO ao tratado “porreiro pá!” Deixou evidente aquilo que todos nós já sabiamos: se o tratado fosse discutido e devidamente conhecido dos cidadãos e só depois referendado, seria rotundamente chumbado!
Este tratado era uma burla. Com base neste conhecimento, os burlões, com Sócrates à cabeça, tentaram impô-lo através de um golpe sujo e anti-democrático ao povo.

Os Irlandeses devolveram assim a democracia a todos aqueles a quem foi sonegada a liberdade de se pronunciar sobre uma constituição que iria interferir inevitávelmente nas suas vidas.
O tratado “porreiro pá!” Transformou-se assim numa “que chatice pá!”. E se esta gente não andasse na política apenas por interesses e ao serviço de uns quantos, depois de ter escomoteado deliberadamente o direito democrático aos cidadãos de decidir sobre o seu futuro tentando trapassá-los com uma burla a que chamaram pomposamente Tratado Lisboa e perante esta estrondosa derrota que desmontou toda a burla e demonstrou que se o tratado tivesse sido referendado noutros países corria sério risco de ser também rejeitado, se esta gente tivesse dignidade e vergonha (que são coisas que não conhecem) só tinham um caminho: demitiam-se!

 

É homenageando os Irlandeses pelo seu feito histórico e pela alegria que me proporcionaram que coloco este vídeo com duas das melhores e mais conceituadas bandas de musica tradicional irlandesa. Duas bandas que já tive o prazer de ver ao vivo.

Os Pogues na sua passagem por Braga no longínquo ano de 1993, com uma actuação memorável no velho Teatro Circo.

Os Dubliners, vi-os à uns dois ou três anos na Festa do Avante. Excelentes!

Não aparece no vídeo, mas é mais que justo que lembre aqui o ex-Clash Joe Strummer, que se juntou ao Pogues durante alguns anos, participou inclusive no concerto de Braga. Também para ele, um rebelde assumidadmente de esquerda e grande defensor de valores de liberdade e cidadania, este seria de certeza um motivo de muita satisfação.

 



publicado por vermelho vivo às 23:52
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