"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sábado, 25 de Dezembro de 2010
Não há pachorra para tanta hipocrisía!

 

Ficar com comida dá despedimento
 

Maria foi despedida da cantina de uma escola em Vila Nova de Gaia por ter levado para casa comida que iria para o lixo. A funcionária, com poucos recursos, aproveitava as sobras do dia para dar de comer aos cinco filhos.

 

Esta é uma das várias situações registadas pelos sindicatos do sector, que acusam as empresas privadas de fornecimento de refeições de falta de solidariedade. "São as mesmas empresas que apoiam a campanha nacional Direito à Alimentação", diz Francisco Figueiredo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares. 
 

A funcionária da cantina escolar vive agora com grandes dificuldades para sustentar os cinco filhos. Outra colega, Filomena Martins, que trabalha na Escola Alcaides de Faria, em Barcelos, tinha pão e sopa no cacifo e está suspensa de funções, com um processo disciplinar em curso. Na cantina da Portucel, em Setúbal, uma das trabalhadoras foi revistada na segunda-feira, à saída, e como tinha sobras na carteira, está também suspensa e ameaçada de despedimento. "É uma trabalhadora com filhos e que vive com carências", disse ao CM o sindicalista da zona Sul, Inácio Astúcio.

No caso de Filomena Martins, não foi a necessidade que a levou a ficar com as sobras, mas as consequências foram também o processo disciplinar. "Saía tarde e demorava uma hora a chegar a casa. Às vezes trazia uma sopa para comer. Em Novembro, a inspecção da empresa foi revistar os cacifos e apanhou as sobras", explicou ao CM a funcionária da cantina da Escola Alcaides de Faria. Outras duas colegas na mesma situação não contam com a renovação dos contratos.

"A questão é que, em todos estes casos, a comida tinha como destino o lixo. É absurdo despedir pessoas que levam sobras para dar de comer aos filhos", diz Francisco Figueiredo. O sindicalista refere que, na maioria dos casos, são trabalhadoras da Eurest, uma das empresas concessionárias de cantinas. O CM tentou, sem êxito, contactar com responsáveis da Eurest.
"CAMPANHA DOS PATRÕES É UMA HIPOCRISIA"
A campanha Direito à Alimentação, promovida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), destina-se a aproveitar as sobras na hotelaria e restauração. Foi lançada em 10 de Dezembro e apadrinhada por Cavaco Silva.

A AHRESP representa também as empresas que fornecem e confeccionam as refeições nas cantinas escolares. O sindicato dos trabalhadores do sector manifestou-se ontem frente à AHRESP a contestar a campanha. "É uma grande hipocrisia", diz o sindicalista Francisco Figueiredo.

In: "CM" de 23-12-2010

 

Sem meias palavras: A puta da hipocrisía e caridadezinha dos patrões da hotelaria e restauração, enoja!

 

E já agora, o que terá a dizer sobre isto o candidato presidencial Cavaco Silva? Soube aparecer desavergonhadamente (visto ser ele um dos grandes responsáveis pela pobreza de milhares e milhares de portugueses) a patrocinar a campanha destes hipócritas. E agora, vai pronunciar-se sobre isto?



publicado por vermelho vivo às 00:52
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
Claramente em crescendo

Claramente em crescendo, está a candidatura de Francisco Lopes.
 

Começou a campanha apelidado de "desconhecido dos cidadãos", "ortodoxo", "homem do aparelho partidário", entre muitos outros adjectivos. Hoje, já começamos a ouvir alguns comentadores dizer que afinal, Francisco Lopes é um homem inteligente, com qualidades, e muito bem preparado.
 

Mas é óbvio que a candidatura de Francisco Lopes é muito mais que isto.
 

A candidatura de Francisco Lopes é a única que não está comprometida, directa ou indirectamente, com o desastre governativo praticado pelo PS/PSD/CDS.
 

A candidatura de Francisco Lopes personifica a RUPTURA com as políticas seguidas ao longo destes 35 anos e que conduziram o país à situação em que se encontra actualmente.
 

A candidatura de Francisco Lopes representa todos aqueles que estão cansados do regabofe e do fartar vilanagem em curso no nosso país.
 

A candidatura de Francisco Lopes é claramente a única alternativa coerente de esquerda nestas eleições presidenciais.

  

É isto que os analistas e comentadores, à medida que vão conhecendo melhor o candidato e as suas propostas, também ficam a saber. No entanto não o dizem, antes se vão ficando apenas por uns ligeiros elogios.
Mas nós também sabemos que essa pequena cedência por parte dos média, já é o reconhecimento da consistência e da clareza desta candidatura.

 

Porque a candidatura de Francisco Lopes, ao contrário das outras todas, assume o compromisso da defesa da soberania, do cumprimento da Constituição da República e de uma intervenção capaz de responder ás necessidades do povo e do país.
 

Uma coisa é certa: a candidatura de Francisco Lopes está claramente em crescendo e é importante que nós, que o conhecemos melhor e nos revemos na sua candidatura, sejamos capazes de fazer com que mais e mais portugueses também o conheçam melhor a ele e às suas propostas.

 



publicado por vermelho vivo às 00:33
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Domingo, 19 de Dezembro de 2010
Porque hoje é Domingo...

Porque hoje está um dia cinzentão e apeteceu-me ouvir qualquer coisa do baú.

Mais ou menos inevitavelmente, a escolha recaíu em duas bandas que considero das melhores de sempre na história do rock and roll: Led Zepplin e The Who.

Duas bandas onde se encontravam dois dos melhores vocalistas de sempre (para mim, como é óbvio), Roger Daltrey e Robert Plant, dois grandes criativos e grandes guitarristas, Jimmy Page (dos que apreciam este tipo de música, quem não se lembra daquela guitarra de dois braços?...) e Pete Townshend, e ainda... Aqueles que foram, para mim, os maiores bateristas de sempre na história do rock and roll: Keith Moon e John Bonham (o lendário moby dick..).

Curiosamente, existem alguns paralelismos nas suas mortes. Ambos morreram estupidamente cedo e de forma muito parecida, tendo como causas as drogas e alcoól em excesso.

 

Keith Moon, morreu a 7 de Setembro de 1978 com apenas 34 anos. Morreu enquanto dormia, com uma overdose de comprimidos que usava para o tratamento do alcoolismo (ironia das ironias...). Diz-se que a autópsia acusou a ingestão de 32!!! Comprimidos.

 

John Bonham, morreu a 25 de Setembro de 1980 com apenas 32 anos. Na noite de 24 de Setembro, Bonham ingeriu cerca de 40 vodkas, foi dormir e o seu corpo foi encontrado de manhã, inanimado na cama. Segundo a versão oficial, morreu durante a noite, asfixiado pelo próprio vómito.

 

Assim, depois de uma visita ao baú, aqui fica a recordação de duas grandes bandas e essencialmente a homenagem àqueles que considero os melhores bateristas de sempre na história do rock and roll.

 

 



publicado por vermelho vivo às 16:59
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Sábado, 18 de Dezembro de 2010
A verdade dominante

Já algumas vezes neste blog escrevi que, sobre os grandes acontecimentos políticos, bélicos e sociais existem sempre duas verdades paralelas: a verdade oficial e a verdade oculta.

A verdade oficial é aquela que nos é impingida pelo poder dominante, difundida massivamente pelos orgãos de comunicação social do sistema e aquela que predomina na opinião pública, dando fundamento aquela velha máxima: “uma mentira incessantemente difundida, transforma-se numa verdade absoluta”.

A verdade oculta é aquela que fica nos documentos secretos, que é escondida pelo poder dominante, e ignorada e escamoteada, nuns casos consciente noutros inconscientemente, pelos órgãos de comunicação social. Ou seja, a verdade oculta é isso mesmo, a que fica arredada da opinião pública.

 

Na história que conhecemos, a verdade oficial predomina durante muitos anos e até décadas. A verdade que é ocultada apenas é conhecida muitos anos passados sobre os factos e quando se prevê que já não possa causar estragos de monta.

No entanto, a verdade oficial é difundida massivamente, em grandes parangonas e sempre acompanhada de inúmeras opiniões e análises produzidas pelos analistas e “opinadores” do poder dominante. A verdade ocultada quando é tornada pública, é difundida em rodapés e de forma passageira. Como facilmente se depreende, mesmo após a constatação da verdade (que afinal não era aquela que nos impingiram), esta passa despercebida à maioria dos cidadãos. Assim, na prática, a verdade histórica continuará a ser aquela que nos impingiram massivamente no momento certo e na dose adequada.

 

Esta teoria comprova-se através de inúmeros casos que vão desda a intervenção no Iraque e no Afganistão, à suposta ditadura Chavista na Venezuela, aos contornos que levaram à queda do bloco leste, aos factos que envolveram e estiveram na origem da contra-revolução em Portugal, ao derrube do governos democráticos do Chile, da Nacarágua, recentemente das Honduras, aos voos da CIA sobre portugal, e até a esta suposta inevitabilidade da crise e das suas consequências para o povo e os trabalhadores. Enfim... Estes são apenas alguns exemplos de como a verdade oficial massivamente difundida se impôe como verdade absoluta e e supostamente incontestável perante os cidadãos.

Mais tarde - em alguns destes exemplos tal já aconteceu - a verdade ocultada será desvendada e revelará então as verdadeiras razões de tanta mentira.

 

Vem isto a propósito do relatório de Dick Marty sobre o tráfico de órgãos humanos no Kosovo entre 1999-2000.

Dick Marty, no seu relatório implica os líderes do Kosovo ligados ao partido UCK, de se envolveram em tráfico de órgãos retirados de prisioneiros, a maioria sérvios, e acusa o actual primeiro-ministro Kosovar, Hashim Thaçi, de ser o líder desses bandos e ter comandado o crime organizado no Kosovo.

 

E vem a propósito porque, por um lado a origem e o desenvolvimento da guerra dos Balcãs é uma das maiores farsas da história europeia recente, por outro, trouxe-me à memória uns textos que escrevi aqui neste blog após a proclamação da independência do Kosovo onde afirmava: “...deu-se como consumado o êxito da operação, com o reconhecimento pelos EUA e alguns países europeus do Kosovo como país independente. Proclamado unilateralmente por um governo constituido por aqueles que há uns anos se constituiram em bandos de máfia e proliferaram através do tráfico de armas e da prática de terrorismo.”

 

Mas voltando ao relatório de Dick Marty, ele aponta a existência de vários centros de detenção, para extração de órgãos, todos localizados na Albânia: Cahan, Rripe, Burrel, Kukës e especialmente Fushës-Krujë.
 

Dick Marty justificou este relatório:
"Os testemunhos que sustentam nossas conclusões sugerem de forma credível e coerente uma metodologia para a matança de todos os presos, geralmente por uma bala na cabeça, um pouco antes de serem operados para a extração de um ou vários órgãos. Descobrimos que se tratava principalmente de um tráfico de rins retirados dos cadáveres".

E foi mais fundo e muito claro ao afirmar: “Estou chocado. Muitos organismos internacionais sabiam dos factos. Mas preferiram ficar em silêncio por razões de conveniência política”.
"...Os países ocidentais que se engajaram no Kosovo preferiram evitar o combate de campo, recorrendo a ataques aéreos, o UCK tornou-se num aliado indispensável para as operações terrestres. Desse modo, preferiram ignorar os crimes de guerra cometidos pelo aliado em troca da estabilidade imediata".

 

E pronto, só passados 10 anos algumas verdades começam a ser desvendadas, e reforço: apenas algumas verdades. Continuo a afirmar que a verdadeira história dos balcãs está ainda por contar. No entanto, os objectivos do imperialismo americano e os interesses expansionistas alemães estão praticamente consumados e a verdade quando for tornada pública (em notas de rodapé e de forma ligeira) não terá mais relevo ou consequências do que isso mesmo: apenas a devida importância para a reposição da verdade histórica.

 

E passados 10 anos, é esta a interrogação que o jornal alemão Tageszeitung coloca: "É possível que, por ordem de um primeiro-ministro de um Estado europeu, possam ter sido raptadas pessoas? Que as tenha mandado assassinar, para poder retirar órgãos dos seus cadáveres, como rins, por exemplo, destinados a clientes ricos da Alemanha, Canadá, Polónia ou Israel, pagos a 45 mil euros por transação? É possível que Hashim Thaçi, o primeiro-ministro do Kosovo, ao qual Berlim, Londres, Paris e Washington atribuíram um apoio tão unânime, deva o seu poder político à riqueza acumulada graças a atividades criminosas?"

 

E respondo eu: Pois... A resposta é muito simples: os interesses do imperialismo americano e da Alemanha, estão muito, mas mesmo muito, acima disso!

 

Sobre os Balcãs, escrevi alguns textos por aqui:

 

O estado fantoche

 

O expansionismo alemão e a Jugoslávia

 

A verdade oficial e a verdade oculta (I)

 

A verdade oficial e a verdade oculta (II)

 

A verdade oficial e a verdade oculta (III)

 

Razões para um tema



publicado por vermelho vivo às 23:58
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010
Porque hoje é Domingo...

E porque há dias em que as palavras nos inundam os sentidos...

 

 

Operário em Construção

Vinicius de Moraes

 

Era ele que erguia as casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

 

De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento

Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construcão.
 

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

 

Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

 

Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

 

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Começou a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que nao dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução

 

Como era de se esperar
As bocas da delação
Comecaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.

 

Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se de súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

 

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão
Porém, por imprescindível
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

 

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

 

Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

 

- Loucura! - gritou o patrão
Nao vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

 

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construido
O operário em construção



publicado por vermelho vivo às 14:55
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
Razões para um voto

Porque defendo uma outra sociedade. Uma sociedade fraterna, igualitária, justa e solidária!

Uma sociedade em que não exista uma pequena minoria a explorar uma imensa maioria.

Uma sociedade em que o poder do estado seja transparente e ponha em primeiro lugar as pessoas, depois as pessoas e depois... as pessoas.

Uma sociedade onde os mais necessitados sejam apoiados através da solidariedade e nunca através da caridade, como acontece actualmente.

Uma sociedade em que o poder político exerça a função de administrar, legislar e decidir e não este poder político vigente, curvado perante os interesses da banca e dos grandes grupos económicos.

Uma sociedade onde a saúde e a educação sejam um direito adquirido independentemente do extrato social ou étnico.

Uma sociedade onde a cultura seja acessível a todos.

Uma sociedade em que a escola, além da formação técnica e cientifica, contribua para a formação cívica, para a capacidade crítica e de pensar dos seus cidadãos e não uma escola direccionada para as estatísticas e promotora de uma sociedade acrítica e sem valores, como acontece actualmente.

Uma sociedade onde a justiça seja efectivamente cega e imparcial. Uma justiça acessível e igual para todos, independentemente do extrato social ou da capacidade económica e não uma justiça que pune o ladrão de arroz num supermercado e deixa impune as altas figuras do regime ou os criminosos da alta finança, acusados de corrupção e desvios de milhões.

Porque defendo a soberania do meu país e não um Portugal de cócoras, dependente e subserviente aos mercados financeiros e aos interesses das grandes potências europeias.

Porque defendo a paz e sou contra a participação e associação do meu país em acções integrado numa estrutura belicista de natureza agressiva como é o caso da NATO.

Porque defendo que a Constituição da República é a lei fundamental do país e que cabe ao Presidente da República cumprir e fazer cumprir essa lei e não ignorá-la, desrespeitá-la e até violá-la, como acontece actualmente.

Também, porque sou de esquerda e sou patrióta.

 

Por estas e por muitas outras razões, os meus anseios só encontram eco numa das candidaturas: a candidatura de FRANCISCO LOPES!

Assim, por estas e por muitas outras razões, e porque esta é a ÚNICA candidatura que me dá garantias de defender Abril, no dia 23 de Janeiro, votarei  consciente e convictamente em

FRANCISCO LOPES

 



publicado por vermelho vivo às 12:55
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
O prémio Nobel da hipocrisía...

Continua em voga na comunicação social a matéria sobre o prémio nobel da hipocrisía... perdão, da paz.

Porque retrata tudo aquilo que eu penso sobre o assunto e porque trás à coação um facto exemplar para a avaliação dos critérios de atribuição deste prémio. Com a devida vénia, transcrevo integralmente um texto do blog "SOPRO LEVE":

 

"Hoje dei por mim a pensar que o Julian Assange ainda ia ganhar o prémio Nobel da Paz, devido a ter divulgado e continuar a divulgar factos concreto do submundo que sustenta o imperialismo, e que muitos fingem não existir; Uns por falta de consciência, outros porque vão ganhando com essa existência, por enquanto é claro.

 
Mas este pensamento foi rápido, rapidinho…

 

O prémio Nobel da Paz existe, mas não é para quem não abdica da sua consciência, para submeter-se ao poder do imperialismo, e vender-se ao poder dominante.

Depressa lembrei-me do prémio Nobel da Paz de 2007 que foi atribuído a Al Gore, que todos conhecem, e não é por ser um “grande defensor do meio-ambiente”, tal como foi apelidado para ganhar o prémio; Por causa de uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

 

Nesse mesmo ano foi candidata Irena Sendler, que muito fez pela humanidade… no entanto perdeu, para alguém que todos conhecemos, pelas piores razões. Ainda para quem tenha dúvidas dos mecanismos que regem a atribuição do Nobel da Paz, deixo aqui um “cheirinho” de quem foi esta grande Senhora Irena Sendler.

 

Depois digam-me o que é o prémio Nobel da Paz...

 

 

Irena Sendler faleceu em 12 de Maio de 2008, com 98 anos Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!). Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de serapilheira na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho).
Também levava na parte de trás da camioneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto. Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família.
A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.

 
Ver Irene Sendler na pt.wikipedia

 

Por isso, Sr. Julian Assange não tenha pena de não ganhar o prémio Nobel da Paz.
Mas se tiver mesmo interessado em ganhar tal prémio, arranje uns documentos – não importa que sejam forjados – a dizer mal do governo Chinês, Venezuelano, Cubano, e outros parecidos.

 

Assim irá ganhar o prémio, de certeza…"

 

In: blog SOPRO LEVE



publicado por vermelho vivo às 21:34
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