"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006
O futuro me esclarecerá

A futura Associação Comercial e Industrial das Taipas que começa a dar os primeiros passos, pode ser um factor de dinamização e defesa do comércio e indústria local e contribuir para o desenvolvimento desta zona, por isso quando fui conhecedor desta intenção, aplaudi incondicionalmente a ideia.

Passados alguns dias da reunião patrocinada pela Junta de Freguesia, li pelo JN declarações do Sr. secretário da Junta acerca deste assunto dizendo o seguinte:
“A distribuição de apoios da Associação Comercial e Industrial de Guimarães nunca chega cá...” ou “Caldas das Taipas deve ter uma entidade destas, que defenda os interesses dos comerciantes e industriais desta zona, que não tem tido o apoio de Guimarães” e rematava com um argumento contundente que faz de imediato qualquer um perceber a importância da criação da referida associação nas Taipas: "Faz-se tudo na cidade, o pavilhão Multiusos, o Centro Cultural, o parque de estacionamento subterrâneo da Mumadona. Aqui, chegam as migalhas".
Num outo órgão de comunicação, o Sr. presidente da Junta dizia “o projecto tem pernas para andar porque a ACIG não tem sido capaz de atender aos problemas do comércio e indústria da Vila”.
Luciano Baltar, presidente da ACIG, respondeu às palavras do Sr. presidente da Junta dizendo que tais declarações eram “uma aberração” e lembrou “este Natal as Taipas terão animação de rua graças a um projecto da ACIG que inclusive já teve na Vila uma delegação”.

Esta animação verbal e a clara assunção da paternidade do projecto por parte da Junta fez com que a pulga me saltasse atrás da orelha.

Registei o facto de as declarações acerca desta nova associação serem assumidas pelos elementos da Junta e não por qualquer elemento integrante da comissão instaladora ou outro comerciante local, para além de ambas as declarações terem um denominador comum, o ataque ao poder instalado em Guimarães. Também julgo saber que uma grande maioria das 659 empresas da zona das Taipas não são associados da ACIG, e sendo assim, não exercem as suas reivindicações no interior da associação, logo, acredito mais que a sua adesão a esta associação das Taipas se prenda com a opinião de que uma estrutura local é mais eficaz para os seus interesses do que uma estrutura concelhia e acredito menos que essa integração seja devido às suas divergências com a ACIG, embora considere que estas possam existir em alguns casos. Como tal penso que o intercâmbio entre as duas associações não só é possivel, como é benéfico para ambas.
Mas é um facto que este movimento não partiu de dentro para fora como seria lógico, mas sim de fora para dentro, ou seja, não me parece ser reflexo de divergências ou cisões no seio da ACIG, nem fruto de uma vontade clara demonstrada pelas empresas, mas sim, reflexo do aliciamento da Junta de Freguesia a estes, culminada com o patrocínio dos passos já dados até ao momento, o que até é elogiável desde que não existam segundas intenções na atitude.
Ora, conhecendo os anseios independentistas que movem os actuais membros dos órgãos da freguesia, que por vontade de alguns deles até cortariam o acesso de e para Guimarães e abririam uma via rápida de e para Braga, relembrando que Vizela também criou a sua Associação Comercial em 1986 quando era ainda uma Vila vimaranense com o intuito de cortar o cordão que os ligava a Guimarães, é legitimo que algumas reservas se levantem sobre os objectivos de uns e outros.
Mas entre algumas reservas fica uma certeza, se a Associação tiver como objectivo ser uma estrutura de dinamização e defesa do comércio e indústria local e contribuir para o desenvolvimento das Taipas como acredito ser a vontade de quase todos os comerciantes e industriais envolvidos no projecto, não tenho dúvidas, será uma Associação de enorme importância para a nossa região, também é isto que eu desejo que aconteça. Mas se os motivos ancapotados de alguns agentes deste processo prevalecerem sobre os anteriores e pouco mais se pretenda do que arranjar mais um instrumento de fractura e uma arma de combate aos poderes concelhios instalados na cidade de Guimarães, então parece-me que nasce inquinado e dificilmente encontrará o rumo certo para os objectivos a que se propõe.

A propósito, estranhei que o advogado chamado pela Junta de Freguesia de Caldelas para conduzir este processo (e sinceramente não sei se presta serviço à Junta ou não) seja o Dr. Daniel Rodrigues, que é nem mais nem menos que o presidente da Junta de Freguesia de Ronfe, e que por mera coincidência também é do PSD. Será o que bairrismo Taipense neste caso ficou na gaveta e não é tão importante como outros de que o povo gosta de ouvir falar? Será que na nossa Vila não há doutorados em direito capazes de conduzir este processo? Ou será que para prestar serviço à Junta de Freguesia de Caldelas é necessário algum requisito especial que este doutor tem e os nossos não?



publicado por vermelho vivo às 12:24
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3 comentários:
De antonio joaquim oliveira a 8 de Dezembro de 2006 às 19:15
Amigo e senhor Rogério: É uma pena só termos conhecido o seu blog, através do blog de Casimiro Silva. Pode ser que o Reflexo Digital, o divulgue proximamente. Faça as suas análises mais vezes e dê conhecimento delas aos seus conterrâneos . É preciso alguém fazer perguntas, que outros não fazem (querem fazer). Até porque o meu amigo tem responsabilidades acrescidos, não só por ser um potencial membro da assembleia de freguesia, mas pelo contributo que tem dado a algumas associações da vila. É gratificante, quando pessoas que não nasceram nas Taipas, as adoptam e as servem. Continue (a blogar e a servir) e dê o seu blog a conhecer. Saudações Taipenses . António Joaquim Oliveira (Quim Vilas para os amigos).


De vermelho vivo a 9 de Dezembro de 2006 às 17:20
Meu caro amigo Joaquim Oliveira, antes de mais devo confessar que considero o seu comentário de honroso para mim, porque vem de um amigo por quem tenho enorme respeito e a quem pelo seu passado, pelo seu presente e pelo conhecimento profundo da nossa Vila, reconheço toda a legitimidade para opinar sobre as Taipas. Depois, um obrigado pelo apoio e incentivo presentes no comentário.
Efectivamente não sou nascido nas Taipas, ou se quisermos, não bebi da famosa água da fonte do leão. Mas não vim para as Taipas porque me ofereceram cá uma casa, nem de pára-quedas por mera casualidade, vim para as Taipas após casar e por pura opção. Era já frequentador assíduo da Vila à largos anos e o carinho que nutria juntamente com o bem estar que esta terra me proporcionava foram os pesos da decisão. Foi uma decisão tomada conscientemente, com o apoio e concordância da esposa como seria de esperar. A partir daí assumi a Vila das Taipas como a minha terra não dissociando como é óbvio a minha condição de Vimaranense de nascimento nem o meu orgulho em ser cidadão do berço deste Portugal. E foi já na condição de Taipense assumido e na vontade de ajudar que disponibilizei o meu humilde contributo a algumas associações e a alguns eventos realizados na Vila. É também nessa condição e na defesa dos meus ideais que tenho integrado as listas do meu partido às eleições locais, se sou potencial futuro participante na assembleia de freguesia... O povo é quem mais ordena, e a sua vontade será sempre soberana, na certeza de que independentemente desse aspecto, manter-me-ei, como sempre estive, atento e interessado pelo pulsar da vida das Taipas, do concelho, do país e do mundo, como tal e sempre que a pouca disponibilidade de tempo me permite (a família, o trabalho e a envolvência em alguns projectos pessoais e algumas actividades colectivas deixam pouco espaço) “escrevinho” a minha opinião. Assim penso continuar a fazer, embora agora o faça de uma forma mais exposta porque aderindo às novas “modas” faço-o num blog em vez do habitual diário em papel.
um abraço amigo,
Rogério Leite da Silva


De joaomaiacs@hotmail.com a 11 de Dezembro de 2006 às 10:51
Por alma de quem aparece a Junta a criar uma Associação Patronal, com dinheiros públicos, ainda por cima, com investimentos fora da autarquia? Sérá que a Junta dará o mesmo tratamento para a criação de associações de cariz popular? Ou o contributo parará quando a situação não se mostrar alaranjada?


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