"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sábado, 16 de Junho de 2007
Porque o Fascismo, a Ditadura e a Pide existiram! (II)

Com esta postagem, termino o ciclo de post’s dedicado à resistência comunista ao fascismo.
Inspirado pelo excelente romance do José Casanova “O tempo das giestas” – que acabei de ler na segunda-feira – fui colocando ao longo da semana alguns factos e testemunhos sobre o Tarrafal ou “Campo da morte lenta”, bem como a evocação do aniversário da morte de duas grandes personalidades comunistas, Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves.

Embora tenha nascido ainda durante a ditadura fascista, devido à pouca idade, não senti nem percebi directamente as agruras e atrocidades fascistas.

No entanto, aprendi, ou ensinaram-me e eu comprovei pelos factos históricos que, a ditadura, a pide, as atrocidades... existiram mesmo. Não foram obra de ficção!

Também aprendi, ou ensinaram-me e eu vou comprovando com os factos que, a liberdade nunca foi, nem é, um direito adquirido naturalmente. Antes, foi conquistado com muita luta, dor e sacrifício e defende-se e reconquista-se a cada dia.

É com enorme respeito e gratidão que olho para todos aqueles que tornaram possivel a liberdade de que hoje disfruto. E é com grande revolta que assisto a algumas manobras de branqueamento deste tempo de ditadura.
 

Termino este ciclo de resistência com um grande poeta, por muitos apelidado como o poeta da revolução, José Carlos Ary dos Santos. Também ele militante comunista, usando as suas palavras e a sua poesia como arma de resistência. 

 



publicado por vermelho vivo às 01:12
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3 comentários:
De Aristides a 16 de Junho de 2007 às 16:41
A propósito de José Casanova quer aqui expressar a magnífica impressão que ele me deixou como "romancista" se é correcta esta classificação. Cofesso que, conhecendo a sua intervenção política e com ela me identificando, desconfiei um pouco dos seus méritos como escritror. Desconfiança que durou as primeiras linhas d'O Caminho das Aves. Fiquei conquistado desde o início do livro. A sensibilidade, a qualidade da escrita, o enredo militante mas, ao mesmo tempo, abrangente. Enfim e sem sectarismos, um escritor de mão cheia. A partir daí li Aquela noite de Natal de que também gostei muito. E já tenho em meu poder O tempo das Giestas autografado por ele e que vou começar a ler de imediato. Infelizmente a sua condição de comunista não lhe vai permitir figurar em revistas suplementos literários com a adjectivação merecida. Mas para nós, seus leitores e camaradas, isso é o menos.


De vermelho vivo a 16 de Junho de 2007 às 22:42
Camarada Aristides, não tive ainda o previlégio de ler os anteriores romances do José casanova, coisa que farei nos próximos tempos. E farei nos próximos tempos devida à forma como este "o tempo das giestas" me fascinou. De José Casanova apenas conhecia, e admirava, a sua intervenção politica. Só por este romance, já sou levado a concordar contigo de que é efectivamente um escritor de mão cheia. Já há muito tempo não lia um romance que me cativasse tanto. É cativante na sua vertente de instrumento de entretenimento literário e contém um profundo conteúdo político que nos reforça ainda mais a convicção da razão que nos move na luta que travamos diáriamente. O ciclo de resistência postado no blog ao longo da semana, refletem bem o quanto o romance mexeu comigo.
Um abraço fraterno,
Rogério


De Manuel Norberto Baptista Forte a 17 de Junho de 2007 às 12:21
Só os retrógrados e os comprometidos, é que teimam em dizer que não.


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