"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sábado, 16 de Junho de 2007
Comunistas na resistência

SOFIA

Está acolá no Forte a nossa amiga
Doente sem ninguém e torturada
Pancada «sono» insultos e a fadiga
Montanhas de fadiga alucinada
 

Há-de estar sem ninguém sozinha não
Estamos todos lá nesta ansiedade
Estamos todos lá no coração
Dessa mulher doente e sem idade
Toda trabalho calor dedicação
Toda suor do corpo e alma vindo
Toda modéstia operária natural
Toda heroísmo popular sorrindo
Como entre a água turva brilha o sal
 

Amiga vou tornar a ver-te um dia
Tu és eterna como a luz, Sofia!
 

José Magro
“Torre Cinzenta
Poemas da Prisão”
Edições Avante!

(poema não legível no lado direito da imagem abaixo)

 


 

A resistência ao fascismo tem uma história, que não pode ser reescrita, nem apagada.

A revolução de Abril ao derrubar a ditadura fascista, pôs fim aos seus instrumentos repressivos: a PIDE, as torturas e as prisões por onde passaram milhares e milhares de portugueses, muitos dos quais lá perderam a vida. Na sua grande maioria eram comunistas.

A conquista da liberdade em 25 de Abril de 1974 é inseparável da luta tenaz e perseverante dos comunistas.

Fugir de cadeias fascistas, era para os comunistas uma tarefa, determinada pela vontade de reocupar o seu posto na luta clandestina e servir a classe operária e o povo português. Uma vontade inseparável do ideal comunista e do objectivo de construção em Portugal duma sociedade socialista, uma vontade que ajuda a compreender a audácia e a coragem posta nas evasões que, quando bem sucedidas, reforçavam o Partido e representavam derrotas para o aparelho repressivo.

Todos os camaradas que se evadiram de Caxias, com excepção de Rolando Verdial, que veio a trair o Partido e o seu passado militante, ocuparam o seu posto de combate e mantiveram-se fiéis ao Partido.

Os camaradas António Gervásio, António Tereso, Domingos Abrantes, Francisco Miguel, Guilherme da Costa Carvalho, Ilídio Esteves e José Magro, em conjunto,passaram 90 anos nas cadeias fascistas. Anos, como os de muitos outros membros do Partido, sacrificados para que Portugal fosse livre.

A resistência ao fascismo e a luta do PCP são inseparáveis. Uma luta que mergulha no passado, se prolonga no presente e se projecta no futuro.

A luta do PCP pela institucionalização do regime democrático-constitucional, pelo aprofundamento e defesa das conquistas de abril, a longa, combativa e persistente luta contra as políticas de direita, por uma alternativa de esquerda, inscrevem-se na luta de sempre do PCP: a luta por um Portugal socialista, liberto da exploração do homem pelo homem.

 

Textos e imagens retirados da exposição "fuga de caxias" promovida pelo PCP aquando da passagem do 45.º aniversário da fuga de Caxias.



publicado por vermelho vivo às 00:23
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