"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006
25.000!!! baixas

Três anos e nove meses depois da coligação liderada pelo EUA e Reino Unido ter iniciado a agressão contra o Iraque, alegando como objectivos:
derrubar o ditador que apoiaram durante largos anos, (eu jamais esquecerei que os primeiros perseguidos e assassinados pelo regime de Saddam Hussein com o apoio dos EUA, foram os Comunistas);
Apanhar um Terrorista que os próprios americanos criaram e alimentaram para combater os Soviéticos no Afeganistão;
Levar a liberdade ao povo Iraquiano e instaurar a democracia...
Isto era o que os paladinos do bem que lutavam contra o mal diziam.
A verdade que nós sempre soubemos e sempre denunciamos, é de que apenas os interesses petrolíferos e das indústrias de armamento motivavam esta criminosa agressão.
Mas passado estes três anos e nove meses, o balanço é trágico e o Iraque não é mais do que um enorme atoleiro de morte e violência. Não existe liberdade nem democracia, para além se ser um espaço amplo de movimentação e treino de terroristas.
Vem isto a propósito do número de baixas da coligação que no dia 11 deste mês atingiu as 25.000 entre mortos e feridos.
Analisadas as consequências desta agressão, quase podemos dizer que o ataque de 11 de Setembro de 2001 sobre as twin towers e que consternou quase todo o mundo, foi apenas uma brincadeira.
A pretexto de vingar as cerca 3.000 vitimas americanas deste ataque, a coligação liderada pelos EUA acumula já as baixas de 25.000 militares (além dos que morreram, milhares destas baixas, passarão um inferno o resto da vida devido à natureza dos ferimentos), ou seja, a retaliação já causou muito mais vítimas entre os americanos que o ataque que o precedeu.
Três anos e nove meses depois da agressão, o Iraque debate-se com números destes:
Entre 100 e 150.000 civis morreram, segundo o ministro da saúde Iraquiano, 180.000 segundo fontes independentes;
Cerca de 6.500 militares iraquianos mortos;
Milhares e milhares de militares e civis feridos;
Um país destruído e em guerra civil com 4,5 milhões de refugiados;
Segundo o grupo Medact, as doenças de fácil tratamento médico como a diarreia ou respiratórias causaram 70% das mortes de crianças;
Em Maio uma pesquisa do governo do Iraque e da Unicef apontava que um quarto das crianças iraquianas sofria de má nutrição.
Perante isto, os ocupantes militares e responsáveis pela tragédia não vislubram sequer uma solução para o Iraque.

É justo que se pergunte:

Onde estão os tribunais internacionais que vão julgar os responsáveis por este genocídio e por esta catástrofe humana?



publicado por vermelho vivo às 18:53
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