"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
Fuga de Peniche

No dia 3 Janeiro de 1960 (fez ontem 48 anos) acontecia a espectacular fuga de vários dirigentes e quadros do PCP, da prisão de Peniche.

 

 

A fuga de Peniche, foi uma das mais espectaculares evasões de toda a história do fascismo. Quer por se tratar de um numeroso grupo de dirigentes e quadros do PCP – Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Jaime Serra, Carlos Costa, Francisco Miguel, Pedro Soares, Rogério de Carvalho, Guilherme Carvalho, José Carlos, Francisco Martins Rodrigues – quer porque se tratou de uma fuga a partir de um dos mais seguros cárceres fascistas. A fuga de Peniche – saudada com imensa alegria pelo povo português – foi uma grande vitória do Partido Comunista Português, o qual, recuperando um elevado número de valiosos dirigentes, desencadearia e dirigiria nos anos seguintes algumas das mais importantes lutas contra a ditadura. Da fuga de Peniche viria a resultar, ainda, um sério reforço do trabalho de direcção do Partido.

O êxito desta como das outras fugas colectivas e individuais de militantes comunistas das prisões fascistas deve-se ao seu apego à luta constante e diária ao serviço da sua classe, do seu povo, do seu país.

Deve-se igualmente, à sua firme determinação de conquistar a liberdade para continuar a luta, para regressar ao posto de combate. Fugindo e reocupando o seu lugar na luta, os militantes comunistas derrotavam o aparelho repressivo do fascismo e reforçavam o Partido e o seu combate.

In: 85 momentos de vida e luta do PCP, Edições Avante, Abril 2007

 

Factos que os reescrevedores da história, por muito que tentem, e bem tentam, não conseguirão reescrever ou apagar: A corajosa luta que os comunistas travaram pela conquista da liberdade adquirida no dia 25 de Abril.



publicado por vermelho vivo às 23:55
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3 comentários:
De António Vilarigues a 5 de Janeiro de 2008 às 13:28
Boa tarde,
São dez os dirigentes do PCP que fugiram de Peniche. Falta o Guilherme Carvalho.
Podes confirmar, por exemplo, aqui: http://www.avante.pt/datas.asp


De vermelho vivo a 5 de Janeiro de 2008 às 13:50
Obrigado pela chamada de atenção, camarada Vilarigues.
Efectivamente são 10 e não 9 os dirigentes que fugiram.
A ausência de Guilherme Carvalho no texto, deveu-se a erro ao copiar o texto e nunca a omissão. Como tal, está feita a devida e justa correcção.
Um abraço


De POESIA-NO-POPULAR a 5 de Janeiro de 2008 às 18:49
Por muito que custe, a alguns historiadores da nossa praça,-a grande sementeira dos CRAVOS DE ABRIL foi feita com o sangue suor e lágrimas de muitos COMUNISTAS. Não queremos que nos agradeçam, só exigimos que não ignorem, façam-nos essa justiça!
josé manangão


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