"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Tratado Lisboa

Mentiras, hipocrisia, demagogia, subserviência aos paises mais ricos da europa, desrespeito total pelos cidadãos e pela democracia, são algumas das imagens de marca mais fortes deste governo PS/Sócrates.

Sócrates e os seus súbditos têm introduzido e incutido uma prática política neste país que é do mais baixo nível praticado e defendido nestes 33 anos que nos separam do dia em que Portugal se libertou dos grilhões da ditadura fascista, dia 25 de Abril de 1974.

Hoje, dia 9 de Janeiro de 2008, a liberdade, a democracia, a credibilidade e transparência politicas foram mais uma vez autenticamente vigarizadas por um senhor que mente com a mesma facilidade com eu troco de camisa e por um Partido que se intitula Socialista e que não é mais que uma seita de acomodados aos lugares do poder, dobrados, subordinados e submissos perante as directrizes de Sócrates que por sua vez é um subordinado submisso dos intereses do grande capital.

Consultando o programa do governo do PS de 2005, podemos ler o seguinte:
“No curto prazo, a prioridade do novo Governo será a de assegurar a ratificação do Tratado acima referido. O Governo entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca.”

Isto mesmo também foi dito em viva voz pelo próprio Sócrates nas várias vezes questionado sobre o assunto.

Hoje no Parlamento, Sócrates deu uma machadada no dito e no escrito e anunciou que o tratado Lisboa será rectificado no parlamento dispensando assim a consulta pública.

Segundo ele, este tratado não é a mesma coisa que o tratado da constituição europeia.

Ora, não deixa de ser curioso que em alguns países onde o referido tratado foi referendado e aprovado, o argumento para não referendar o tratado Lisboa seja exactamente o de que não se justifica referendar novamente um tratado que já foi aprovado e que apenas contém algumas alterações.
Também o presidente da Convenção Europeia, Giscard d’Estaing, que elaborou o malogrado projecto constitucional, dizia num artigo publicado em Outubro no diário francês Le Monde:
«As propostas institucionais do tratado constitucional – as únicas que contavam para os membros da Convenção – encontram-se integralmente no tratado de Lisboa, embora numa ordem diferente e inseridas em tratados anteriores. No tratado de Lisboa, redigido exclusivamente a partir do projecto de tratado constitucional, as ferramentas são exactamente as mesmas. Só a ordem foi alterada na caixa das ferramentas. A caixa foi, ela própria redecorada, utilizando-se um modelo antigo com três gavetas, nas quais é preciso vasculhar para encontrarmos os que procuramos».

Branco mais branco não há!...
Quem é que afinal mente?

Óbviamente, Sócrates e os seus súbditos!

Todos nós sabemos que este tratado Lisboa é a constituição europeia anterior com alguns retoques e um novo nome. Mais propriamente, este tratado Lisboa é uma grande manobra para impor o tratado anterior que os franceses e os holandeses recusaram sem contemplações.
Aliás, Giscard d’Estaing no mesmo artigo do Le Monde é claro, quando questionando-se sobre «qual o interesse desta subtil manobra?» o presidente da Convenção responde que: «em primeiro lugar e antes de tudo é escapar ao constrangimento do recurso ao referendo.»

Mas Sócrates diz ainda que não se justifica a consulta popular porque este tratado não é uma constituição.
Cito aqui a opinião de um socialista, Pedro Bacelar Vasconcelos, para que a opinião não seja entendida como suspeita:
«no plano do Direito, a designação Constitucional pode ser defendida porque implica uma partilha de soberania».

Sócrates e o partido socialista têm o desplante de oferecer uma parte da siberania nacional à europa sem permitir sequer que os portugueses – sim, esses que são os verdadeiros donos deste país – tenham direito a pronunciar-se sobre o assunto.

E porquê toda esta trapalhada?

Se o tratado é o melhor que nos podia acontecer, se é positivo, se todos vamos beneficiar com ele, se, como diz Sócrates, não há dúvidas de que seria largamente aprovado, afinal de que tem medo Sócrates e os disciplinadíssimos socialistas?

É facil perceber. O referendo iria obrigar ao um debate pluralista sobre conteúdo do tratado e ao verdadeiro conhecimento deste por parte dos cidadãos. É esse verdadeiro conteúdo lesivo para Portugal e os portugueses que estes mentirosos tentam esconder.

E o que não querem que o povo conheça e saiba?

Não querem que o povo saiba que este tratado contém graves perdas nas posições institucionais na UE, diluindo ainda mais a representação de Portugal nas diversas instituições comunitárias, acabando com as presidências rotativas, deixando de ter direito a um comissário permanente, deixando que se percam dois deputados, atribuindo à União Europeia personalidade jurídica única e tornando regra geral a decisão por maioria em co-decisão com o Parlamento Europeu onde seis países (Alemanha, França, Polónia, Itália, Espanha e Reino Unido) têm a maioria dos deputados.

Não querem que o povo saiba que este tratado contém graves perdas de soberania em vários domínios, que vão desde o espaço de liberdade, segurança e justiça, a política externa e de segurança comum até à gestão dos recursos marinhos.

Não querem que o povo saiba que este tratado contém o aprofundamento do sistema capitalista, ao serviço do grande capital, com grandes perdas de direitos sociais e laborais dos trabalhadores europeus como acontece por exemplo através da «flexigurança» uma verdadeira arma ao serviço da flexi-exploração de quem trabalha.

Não querem que o povo saiba que este tratado contém o reforço das políticas de liberalização dos mercados, o desmantelamento e privatização dos serviços públicos solidificando o caminho neoliberal, com a concorrência ainda mais livre, para os grupos económicos e financeiros imporem as suas condições e prosperarem sobre as ruínas das micro e PME

Não querem que o povo saiba que este tratado contém a militarização da UE, apoiando políticas externas e de defesa comum que promove a ingerência e a agressão, a militarização das relações internacionais, a corrida ao armamento e o aumento das despesas militares, tendo como finalidade o domínio do mundo numa parceria com os EUA.

É este aprofundamento do debate sobre estas e outras matérias com alineas manhosas que José Sócrates não quer.

É este gato escondido com rabo de fora que José sócrates e os socialistas tentam ocultar do povo português.

Este pontapé do PS/Sócrates na democracia e na credibilidade politica, vem também chamar a atenção para outra realidade que eu escrevi nas previsões para 2008 no post “Um ano novo começa”. Reescrevo:

"Portugal continuará de cócoras na UE, sendo um mero peão do xadrês jogado pelos paises mais fortes da união.
Os governantes portugueses continuarão a sorrir imenso para o povo, manterão toda a estratégia mediática e continuarão a tentar fazer crer os portugueses de que tudo está melhor e que Portugal até já têm muita influência na europa (quando na realidade não passam de simples servos ou moços de recados se assim quisermos, dos países mais fortes)."

É notório que José Sócrates fez o que lhe mandaram a partir da UE e mandou às favas o povo e a soberania nacional. Percebemos prefeitamente isto através das pressões de Gordon Brown e do recado do actual presidente em exercicio da UE, o esloveno Janez Jansa. Também prova desta subserviência é o reconhecimento pelo próprio Sócrates de que se maioria dos outros países fizesse referendo, Portugal também faria.

Resumindo: mais um dia negro para a democracia Portuguesa pelas mãos destes figurões do PS.

 

E qual é o único caminho que nos resta? É A LUTA!!!

Porque a luta é o caminho, trago até aqui o poeta Nazim Hikmet, para dizer:

"Mas é em frente que vamos, não é verdade? É em frente que vamos."

A LUTA CONTINUA!!!



publicado por vermelho vivo às 23:29
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2 comentários:
De LUIS SILVA a 10 de Janeiro de 2008 às 23:58
Ironia das ironias aqueles que aplidam Fidel e Chavez de ditadores são aqueles que negam ao povo a participação na construção europeia.
Chavez por exemplo ainda recentemente fez um referendo e perdeu,aceitando o resultado sem dramas.Estes vendedores de banha da cobra que fazem?Quando sentem que podem perder o jogo,alteram as regras e simplesmente não há jogo.
Esta cambada de ditadorzecos que se intitulam como guardiões da democracia,não passam de meros peões ao serviço de uma seita mafiosa de capitalistas
que continuam a levar o povo para a escravidão.
No nosso caso em Portugal para justificarem a negação á nossa participação na construção europeia
para além dos exemplos já citados no artigo,ainda nos dizem que nós temos uma democracia representativa
portanto faz todo o sentido ser ratificado no parlamento.Então quando foi para a despenalização da I VG,não vivia-mos em democracia representativa?
Foi preciso fazer um referendo!
Dizem tambem os carneirinhos de base que o povo não ía perceber do que está escrito no tratado,que até os doutores encontram algumas dificudades na sua interpretação,mas que raio alguém nasce ensinado,ponham-no em discussão e expliquem ao povo de que se trata o seu conteúdo.
Só me vem á cabeça a musica de JOSÉ MARIO BRANCO com o titulo FMI,é só mudar as siglas e os nomes.Não ocorre-me uma outra do saudoso ZECA(VAMPIROS).
ELES COMEM TUDO, ELES COMEM TUDO ,ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA.


De POESIA-NO-POPULAR a 12 de Janeiro de 2008 às 12:41
Camaradas e amigos
A melhor resposta que poderemos dar a este insulto é dizer-mos as estes marionetas do grande capital.-A LUTA VAI CONTINUAR!


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