"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
O Portugal de Sócrates

Um relatório da comissão europeia sobre a protecção social e inclusão divulga que Portugal é o segundo país da UE onde o risco de pobreza infantil é maior.

Mais concretamente, 1 em cada 5 crianças portuguesas está exposta ao risco de pobreza, o que faz de Portugal o País da União Europeia, a seguir à Polónia, onde as crianças são mais pobres ou correm maior risco de cair nessa situação.

Esta situação, segundo o estudo da comissão, está relacionada com a escalada do desemprego, os baixos salários, a crescente precariedade do emprego com 20% da população empregada actualmente com contratos a prazo e os níveis mais baixos de transferências sociais.

Segundo dados do Eurostat, os trabalhadores portugueses são, juntamente com os polacos, os que apresentam a mais elevada taxa de risco de pobreza no seio da União Europeia. Ou porque os salários não são suficientes ou porque o emprego não é sustentável.

Mais grave ainda é que o mesmo relatório permite concluir que a situação portuguesa nesta matéria não só piorou em termos absolutos face ao último balanço realizado sobre a matéria em 2005, como também ficou mais isolada em termos comparativos.

Podemos através desta comparação tirar grandes ilações sobre a catastrófica governação do governo PS/Sócrates que assumiu o poder em Março de 2005 e perceber que a prosápia tão bem utilizada na boca de José Sócrates se baseia na existência de um pais virtual e irreal que não se assemelha em nada à realidade actualmente existente em Portugal.

A realidade demonstra que Portugal está mais pobre, mais injusto e menos social, desde que o PS/Sócrates e os seus subditos assumiram a governação.

 

Neste mesmo país em que 1 em cada 5 crianças está exposta ao risco de pobreza, a banca divulgou os seus lucros referentes a 2007.

A leitura possível, é escandalosa e revoltante para quem trabalha arduamente 8 horas diárias e não aufere rendimentos suficientes que lhe permitam ter uma qualidade de vida mínima.

A leitura possivel, é escandalosa e atentatória para todo o povo português que vê diariamente a seu nível de vida a piorar.

Eis as enormes dificuldades financeiras da banca portuguesa:

Nos resultados líquidos dos maiores bancos portugueses, houve um aumento dos lucros entre 15% e 44 %.
O total dos lucros dos 5 maiores bancos portugueses cifrou-se em, nada mais nada menos, que 2.891,3 milhões de euros.
Em termos absolutos, o resultado líquido conjunto dos cinco grupos do sector financeiro cresceu 223,1 milhões de euros em relação a 2006 em que tinham atingido o valor de 2.668,2 milhões de euros.
A grande fatia do bolo dos lucros cabe precisamente aos quatro maiores bancos do sector privado com 2.035 milhões de euros.

É este o verdadeiro Portugal de Sócrates e apadrinhado pelo PS!

Após 3 anos de governação Sócrates, Portugal é hoje:

Um país mais pobre!
Um país cada vez mais desigual e injusto!
Um país menos solidário e sem sensilbilidade social!
Um país com uma justiça, uma educação e uma saúde mais distantes dos cidadãos comuns!
Um país mais afastado do desenvolvimento europeu!
Um país mais submisso aos interesses das grandes potências europeias e do capital!
Um país cada vez mais transformado em paraíso para os sectores financeiros!
Um país com menos liberdade e democracia!
Um país à deriva e com a contestação social a aumentar fortemente!

Sócrates não vê (ou faz de conta que não vê) nada disto!
Sócrates continua a pavonear nos seus discursos um país virtual e irreal.

 

Há uns meses escrevi alguns "post's" sobre a Revolução de Outubro e exprimi o seguinte pensamento:

«Ontem na Rússia Czarista, hoje em Portugal e na Europa capitalista, impera a necessidade de "derrubar" o modelo que pratica uma desigualdade abismal na distribuição da riqueza produzida, de "derrubar" um modelo que se sustenta através da injustiça social.

Ontem na Rússia Czarista, hoje em Portugal e na Europa capitalista, impera a necessidade de construir uma sociedade nova, mais solidária e humana, sustentada no direito a uma vida digna e de oportunidades iguais independentemente da condição social, étnica, racial, ou outra de cada um.»

Alguns amigos foram-me dizendo que estava a ser demasiado radical. Que este pensamento entrava na esfera de uma revolução social que não se enquadrava nos tempos actuais.

Pois reitero este mesmo pensamento e assumo que não sou capaz de "engolir" pacificamente esta sociedade capitalista e medíocre em que uma meia dúzia se enfarta por cima da miséria e da exploração de muitos milhões.

Assim, termino este "post" com o mesmo resumo de há uns meses:

Em suma, hoje, como à 90 anos na Rússia, é preciso encontrar o caminho da ruptura com o modelo vigente e encetar o percurso  para a construção de uma sociedade justa, de direitos e obrigações iguais para todos, sem opressão nem exploração.



publicado por vermelho vivo às 23:27
link do post | comentar | favorito

18 comentários:
De José Manuel Faria a 26 de Fevereiro de 2008 às 11:36
Comparar a Rússia Czarista ao Portugal em 2008. Comparar o feudalismo/nobreza/servos da Rússia com Portugal na UE e com democracia política não é "deste mundo"!!

Cumprimentos.


De vermelho vivo a 26 de Fevereiro de 2008 às 20:33
Pois... Eu sei que não caro José Manuel... pelo menos para alguns.
O que é comparável é a essência do modelo!
Na Rússia Czarista, com feudalismo/nobreza/servos, etc., existia um modelo injusto judicial e socialmente, um pais carregado de desigualdades, assente na exploração de meia dúzia de previligiados sobre milhões de pobres e trabalhadores, um modelo de sociedade incapaz de resolver os problemas existentes porque estava podre e viciado por uma oligarquia que fazia do poder o seu quintal, um país à deriva e com contestação social.
Contando que isto acontecia à noventa anos, diga-me lá quantas destas caracteristicas consegue encontrar na actual sociedade capitalista?

O que é comparável é a ruptura necessária!
O capitalismo não muda. Vai-se transformando e aprofundando a subtileza do seu carácter.
Só derrubando o capitalismo é possível construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.
Olhe para a invasão do Iraque, para a agressão à Jugoslávia, para a farsa da criação do estado do Kosovo e diga-me em que é que o capitalismo mudou quando estão em causa os seus interesses económicos e geo-estratégicos.

Compreendo que aqueles que aspiram a sentir a cadeira poder, mesmo pactuando com a injustiça, a desigualdade e a exploração que dizem combater, prefiram aceitar e desenvolver a tese de que é possivel mudar a matriz do capitalismo.

Caro José Manuel, a esses eu também digo que não aprenderam nada com a história!
A matriz do capitalismo é a mesma de à 90, 70, 50, 20, 10 anos atrás ou hoje. Assenta na exploração e na opressão. Os modos de a praticar é que vão mudando.

Cumprimentos


De POESIA-NO-POPULAR a 26 de Fevereiro de 2008 às 19:21
Camarada Rogério
Na russia do czares, ouve uam rotura, não se pouparam os inimigos, foi tudo novo a estrear!
Aquí em Portugal, pouparam-se os inimigos, e remendou-se o fatinho velho da ditadura, ficando até parecido com democraCIA, só que ,de tão remendada, nem nos apercebemos,se eles derigem a damocraCIA, se o legado da ditadura.
Agora a revolução russa foi´há cem anos, a partir de então o capitalismo inventou mil e uma formas de exploração , qual delas a mais sufisticada, a última, foi o crédito, ao consumo (a forma mais subtil de grilhoar os trabalhadore) ,-e o banco alimentar contra a fome ? Querem coisa mais deprimente?
Como diz a canção "Ilusão palavra triste"
Olha camarada o Chipre está a abrir o OLHO!
Um abraço
Dia i de Março lá estaremos.
Até lá
José Manangão


De vermelho vivo a 26 de Fevereiro de 2008 às 23:16
Camarada Manangão,
Efectivamente assim é. Em cem anos, as únicas soluções que o capitalismo encontrou residem nas formas de manter o seu carácter exploratório e nas transformações necessárias para assegurar a manutenção do capitalismo no poder mundial.
O exemplo de crédito que referes é bem a prova disso. O povo não é escravizado pelo excesso de horas de trabalho imposto pela lei, mas escraviza-se pela necessidade de cumprir os compromissos assumidos com os rebuçados que o capital lhe dá. Estes rebuçados, por um lado fazem o cidadão pensar que este modelo de sociedade lhe proporciona tudo o que quer. Por outro lado, faz dele um cidadão amorfo e disponivel para aceitar as injustiças e a ausência de direitos de que ele próprio é vitima. Inibi-o de lutar pelos seus direitos e obriga-o a ficar contente com o pouco que lhe dão desde que seja suficiente para suprimir os compromissos assumidos e poder chupar os azedos rebuçados que o capital convenientemente lhe oferece.
Aqui chegariamos a outra trave mestra do capitalismo: A educação e formação dos cidadãos. Mas o capitalismo é inteligente, sabe qual a (des)educação e (des)formação que deve dar ao povo para manter as suas teses como únicas e inquestionáveis.

Camarada Manangão, no dia 1 lá estaremos. E espero que não só lá estejamos, como também que tenhamos tempo e oportunidade para dar um abraço fraterno e camarada.
Até lá, um abraço


De José Manuel Faria a 26 de Fevereiro de 2008 às 22:10
Caro VV, como comunista Ortodoxo (permite-me apelidá-lo assim) é absolutamente compreensível o seu texto e comentário.

Quando diz: "Compreendo que aqueles que aspiram a sentir a cadeira poder, mesmo pactuando com a injustiça, a desigualdade e a exploração que dizem combater, prefiram aceitar e desenvolver a tese de que é possivel mudar a matriz do capitalismo."

Eu pergunto. O PCP com 29 Câmaras Municipais e dezenas ou centenas de vereadores. Um imenso poder autárquico. O que tem feito para combater o capitalismo injusto.

Caro VV, uma coisa é a retórica ultra-esquerdista e fraseologia marxista-leninista, outra é o pragmatismo na luta contra o sistema.

Os trabalhadores o povo será sempre mais benefeciado se uma esquerda séria governar o país e correr com a direita socrática, para isso os partidos de esquerda têm de ter programas atractivos às massas alternativos e de poder.

Já dizia isto enquanto militante do PCP. Este partido opta nas legislativas pelo obreirismo inconsequente e nas autárquicas pelo poder a todo o custo (acordos com o PSd), inconsistências.

Cumprimentos de esquerda.



De vermelho vivo a 26 de Fevereiro de 2008 às 23:59
Ó José Manuel,
Isto não é retórica. É a constatação da realidade e a análise da própria história.
O José Manuel responde-me com as autarquias mas não respondeu a uma única questão das que eu lhe coloquei.
Diz-me que a comparação que eu faço não é deste mundo, mas não me explica em que é que a matriz do capitalismo se alterou. Não me explica em que é que os métodos de agressão do Iraque ou do desmembramento da Jugoslávia diferem do expansionismo capitalista de outros tempos. E não explica porque sabe tão bem como eu que apenas o método mudou, a essência é a mesma. Logo, a necessidade de ruptura é hoje igual à de ontem.

O meu pensamento é de que é absolutamente necessário derrubar o capitalismo, isto não invalida que em simultâneo seja absolutamente necessário desenvolver um intenso combate de forma a travar o mais possivel o avanço fundamentalista desse mesmo capitalismo. O que eu digo é que é preciso encontrar o caminho para essa ruptura e para a construção de uma outra sociedade. Sem recurso a deturpações e outras leituras convenientes, parece-me perfeitamente perceptível o que digo.

Quanto ao comunista ortodoxo, terá que me explicar o que isso significa, pois não faz parte do meu dicionário.
No meu Partido, não existem rótulos, existem Comunistas imbuídos de um espirito revolucionário, existem Comunistas inseridos num colectivo que lutam por um ideal de sociedade que nada tem a ver com este que nos vendem. Neste colectivo, todos remamos para o mesmo lado porque os valores de igualdade, fraternidade, solidariedade e justiça são indissociáveis da nossa concepção de sociedade.
Como tal, não me reconheço em rótulos de ortodoxias ou outro de outro tipo que não seja o de Comunista.
E sabe José Manuel, sou orgulhosamente Comunista e um orgulhoso do Partido a que pertenço. Tenho plena consciência das razões e das convicções que me prendem ao PCP. Não sou Comunista porque sou e tenho uma certeza: ninguém me verá amanhã a dizer o contrário do que digo hoje nem a combater amanhã os meus camaradas de hoje.
Será isto a que chama ortodoxia?


De caoraivosoviladasaves a 4 de Março de 2008 às 15:28
No PCP somos todos ortodoxos com muito orgulho, porque a palavra não nos assusta.
Antes queremos ser chamados de ortodoxos do que "troca tintas".


De gr-gr a 27 de Fevereiro de 2008 às 01:07
Uma matéria muito interessante para grande reflexão.
É de uma barbaridade vergonhosa, a situação das crianças em Portugal. São exploradas em todos os sentidos até a nível sexual mas, nesta matéria o desgoverno fecha ainda mais os olhos (porque será?). Contudo, temos os bancos a mostrarem os seus escandalosos lucros.
A colagem entre a Rússia Czarista de ontem e o Portugal de hoje está, muito curiosa.
Com algumas diferenças que o Poesia no Popular já fez referência, Não podemos esquecer; até o forte império czarista caiu, este assim como outras governações capitalistas também cairão. Queiramos nós lutar!


Parabéns pelo texto, consequente!

GR


De José Manuel Faria a 27 de Fevereiro de 2008 às 11:32
Uma pergunta concreta. Se um dia o PCP vencer as eleições em Portugal com maioria absoluta e seguindo aquilo que eu conheço do programa eleitoral do PCP. O nosso País cortará com o capitalismo totalmente?

Por isso falo em retórica.

O PCP implementará o socialismo leninista, não., porque não está no seu programa.

Um exemplo: defesa da democracia política, defesa da propridade privada dos pequenos e médios empresários, onde se encaixa o marxismo-leninismo à antiga?

Chipre tem um presidente comunista, Chipre será a partir de agora um País comunista.

Temos de ser pragmáticos e realistas.
As condições socias e políticas são outras, saimos da UE, não diz o PCP, saimos da Nato, sim e ainda bem.

A Democracia Avançada do PCP, não é leninismo, nem "bolcheviquismo".

Mesmo com o PCP a governar nunca seremos uma "Cuba", e a ruptura com o capitalismo será gradual, lenta e cuidadosa senão quase impossivel.

Imagina todos os grandes capitalistas a sairem de Portugal com os seus bancos com medo das nacionalizações, a enegia, os empresários. A situação teria que ser muito transitória quiça conciliatória. Sabe quantos empregos estes capitalista têm?

Cumprimentos.



Cumprimentos


De POESIA-NO-POPULAR a 27 de Fevereiro de 2008 às 13:00
Amigo Zé Faria
Você não é um comunista, ponto final.
Ainda assim merece-me todo o respeito, apesar de reconhecer que a sua análise , na prespectiva de um comunista está completamente errada, agora onde ela se encaixa só o amigo o saberá.
É utópico pensar que os outros podem lutar com todas as armas ao seu alcanse, e os comunistas têm de ser escravos da palavra na acção.
Como o Zé Faria sabe, não é pelo facto do PS se dizer (socialista) que vivemos o socialismo, tão pouco, quado DESgovernou o PSD tivemos a social democracia, daí, eu não entender a sua exigência com o PCP.
É primário pensar que se o PCP ganha-se as legislativas com maioria, iriamos ter o comunismo em Portugal, e para terminar amigo zé Faria, vou dar-lhe um exemplo, se você estiver no rio dentro de um barco a remar contra a corrente, acaba por não sair de lá, mas desviando o barco para a margem conseguirá com menos esforço, atingir o seu objectivo.
Fiz-me entender?
Zé...eu parto para uma luta de palavras consigo, o Zé vem com outras armas, que não as palavras o que é que eu faço?
Amigo Zé hoje não existem ortodoxos em coisa nenhuma, todos cedem consuante os seus interesses, agora não se venha exigir aos comunistas, o que não se exige aos outros, não quero dizer com isto que;sejamos perfeitos, mas somos quem mais luta pela perfeição...Façam-nos essa justiça.
O egoismo do ser humano torna a nossa luta muito desigual, o sentido de posse, todos dizem, o meu carro, a minha casa, o meu filho, só ninguem diz a minha morte, e é o que é mais nosso, enfim já chegámos a uma conclusão a maioria não gosta deste estado de coisas, agora é só chegarmos a acorda na forma como vamos mudá-las.
Amigo, NÃO TENHA DÚVIDAS, ALUTA É O CAMINHO!
Abraço do tamanho do mundo para todos.
José Manangão


De vermelho vivo a 28 de Fevereiro de 2008 às 15:25
Vamos lá por partes.
O José Manuel sabe, se não sabe devia saber, porque militou no PCP muito antes de mim, que o comunismo não se fundamenta num modelo único, rígido e inflexivel de sociedade. Fundamenta-se numa sociedade com principios inflexiveis de justiça, igualdade, e solidariedade. O comunismo emana das teses e principios Marxistas-Leninistas mas cada modelo não é separável da região em que acontece e das circunstâncias que o rodeiam. Como tal, digo-lhe que o Leninismo não está no programa eleitoral do PCP mas está nos princípios que sustentam esse programa.
E por aqui também lhe respondo que Portugal nunca poderá ser uma "Cuba" porque as circunstâncias temporais, geográficas, políticas, etc. são totalmente diferentes. Isso não obriga a que Portugal seja inevitávelmente um simples servo do capitalismo.
Curiosamente, ainda ontem via na TV uma notícia de um espectáculo de solidariedade com o Pequeno Tiago, com o fim de angariar fundos que lhe permitam deslocar-se a Cuba para poder tratar a doença que possui.
Isto, caro José Manuel, para além de uma demonstração de caridade é uma situação vergonhosa para qualquer país que se diz civilizado e avançado. No entanto, acontece no tal "Portugal da UE com uma democracia politica" de que me fala. Enquanto Cuba que tanto incomoda as democracias civilizadas e avançadas da Europa, e onde os grandes ideólogos da democracia europeia, e até alguns pseudo-esquerdistas exigem reformas, está à altura de proporcionar cuidados de saúde que a democracia capitalista não está.

Chipre tem um presidente Comunista. Não tenho dúvidas de que a diferença na governação se fará notar. Agora, da mesma forma que uma andorinha não faz a primavera, também um país isoladamente não terá força suficiente para alterar radicalmente o carácter capitalista e imperialista europa ou do mundo.
No entanto se em vez de 1, forem 10 ou 12 países dentro da UE, com governação Comunista, não tenho dúvida de que a europa sofrerá uma enorme transformação social e económica. Também poderiamos chamar a uma situação assim: uma revolução.

Mas como o José Manuel já não acredita em revoluções, tenho que dizer-lhe que elas são possiveis sim senhor.
Na América latina decorre neste momento um enorme processo de ruptura com o capitalismo e o imperialismo americano.
Na base desta ruptura, está a Venezuela. Claro que no longo caminho necessário para se construir uma sociedade socialista, fazem-se grandes conquistas, cometem-se erros, é necessário às vezes dar um passo atrás para se poder dar dois para a frente, etc. etc.
Mas o importante é esforço revolucionário que se está a empreender para construir uma sociedade melhor e mais justa e a demonstração cabal de que é possível derrubar o sistema vigente à dezenas e dezenas de anos, de matriz exploratória e opressora.
No entanto, alguns arautos da democracia, que se dizem defensores dos povos oprimidos, combatentes da injustiça social e do domínio imposto pelo imperialismo aos países mais fracos, estão na mesma fila de protestos que os ideólogos do capitalismo, nas críticas constantes aos interpretes desta ruptura com o modelo capitalista.
Mais curioso ainda, centram a sua critica em torno das personalidades, ignorando completamente a grande transformação social em curso.
Não vêm ou preferem não ver que na Venezuela Bolivariana entre 1999 e 2005 já existiam avanços tão grandes como:
A construção de 3 mil escolas. Nestas, 1 milhão de crianças têm café da manhã, almoço, lanche e educação integral, que inclui programas de informática, desporto, teatro, dança e cinema. Construiram-se 150.000 casas.
Na saúde, o programa "Barrio Adentro", passou a garantir médicos residentes em cada povoado em período integral. Isto foi conseguido, através de um acordo com Cuba que já tinha cerca de 13.000 médicos a prestar cuidados na Venezuela.
Na educação, foi criada a "Misión Robinson", para erradicar o analfabetismo. A "Misión Ribas", para incorporar os jovens na rede pública de ensino médio. A "Misión Sucre", para dar acesso à universidade aos jovens carentes. Segundo a Unesco, o país caminhava (em 2005) para se tornar “território livre de analfabetos”.
A entrega de 1,5 milhão de hectares de terra para 130 mil famílias de camponeses. CONTINUA...


De vermelho vivo a 28 de Fevereiro de 2008 às 16:05
...CONTINUAÇÃO
E poderia ir por aí adiante.
Tão importante quanto estas reformas, são as reformas sociais e económicas que decorrem neste momento no Equador, na Bolívia, na Nicarágua...
Não se pode esquecer é que só foi possivel a estes países saírem debaixo da ´domínio Americano devido à ruptura provocado pela Venezuela e ao seu apoio inquestionável.

Agora diga-me caro José Manuel, com qual destas medidas não concorda?

Então existem ou não várias formas de ruptura de forma a derrubar o capitalismo.

No entanto, vejo muita gente de esquerda a disparar gratuitamente contra a Venezuela ou Cuba e fico a pensar que não entendem a importância destas revoluções para a construção de uma nova sociedade.

Repare que após o fim do bloco leste, o capitalismo e o imperialismo imprimiram uma acelaração nas suas reformas com vista a uma maior exploração e domínio nunca antes vistas.
Alguém dizia: "A democracia política só existe enquanto permitir ao capitalismo manter o poder e a exploração de uma forma airosa. Quando o seu poder estiver em perigo, o capitalismo acaba com a democracia política."
Olhe para as reformas políticas em curso e veja lá se descobre algum fundamento nesta frase...

Isto dava pano para mangas, e embora a net permita hoje a discussão e o diálogo, não permite ainda a profundidade que esta discussão justifica. muita coisa está ainda por dizer. seria necessário tempo e paciência. Assim fico-me por aqui dizendo-lhe o seguinte:
Existe um aparente pequeno pormenor sem grande importância que nos separa políticamente. Só que, é esse "pequeno pormenor" que depois dá origem a todo o pensamento e análise política de cada um. Aí passamos a estar extraordináriamente distantes.
O "pequeno pormenor" é que enquanto o José Manuel se resigna à inevitabilidade de um sistema capitalista e acha que ele pode transformar-se mas não derrubar-se. Permita-me que lhe diga que já perdeu o espirito revolucionário que é capaz de transformar o mundo.
Eu, tal como os comunistas continuamos a ter uma visão e um objectivo permanentemente revolucionário, a lutar para concretizar a sociedade que defendemos e a não abdicar da construção de uma sociedade verdadeiramente socialista.

Luto por uma sociedade igualitária sem explorados e exploradores e sei que sem derrubar o capitalismo não é possivel construir essa sociedade.
Qual é o tipo de ruptura???
É exactamente a questão que eu coloco: é necessário encontrar o caminho para derrubar o capitalismo!
Digamos que Chipre é um bom augúrio para o futuro.

Peço desculpa por ser tão longo.Já faz parte de mim...
Cumprimentos


De José Manuel Faria a 27 de Fevereiro de 2008 às 19:15
"É primário pensar que se o PCP ganha-se as legislativas com maioria, iriamos ter o comunismo em Portugal,"

Então quando teremos a sociedade sem exploradores e explorados?

Diz o amigo. O caminho é a luta!

DE que luta, fala?

Colocando a hipótese de vencer as legislativas com mdaioria absoluta. Forma um governo a seu gosto e tenta aplicar o seu programa.

Não acredita na democracia política?

O comunismo é uma questão de fé?

Colocar estas questões não faz de mim menos comunista.

Ou há uma lógica directa de acreditar na ideologia e aplicá-la ou então trata-se somente de introduzir patamares programáticos casuísticos.

Cumprimentos, Poesia no Popular


De POESIA-NO-POPULAR a 28 de Fevereiro de 2008 às 00:13
Amigo Zé Faria
Acha que, vale a pena estaros a discutir cenários epotéticos?
O maior Partido comunista da Europa foi o italiano,e nem esse conseguiu , o cenário epotético que o Zé está a pôr!
A sociedade, sem exploradores nem explorados, aparece com a luta diária , ou seja com a união de vontades congregada no interesse global.
A esquerda reconhece o inimigo comum, mas ainda não descobriu a forma de o combater.
O egoismo e algum oportunismo divide a esquerda mas aquí temos que fazer a distinção entre a esquerda organizada PCP e a outra, porque o capitalismo respeita a esquerda organizada, á outra até acha graça, e digo isto com experiência própria, que agora não vem ao caso.
Zé, neste momento , a luta é do tipo água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Não sabemos quando vai furar mas, continuamos a bater, parar-mos ou dividir-mo-nos, é estar a fazer o jogo do capital.
A direita até consegue juntar-se a partidos ditos (socialistas) e tambem é tolerante com determinada esquerda, só existe um tipo de esquerda que eles tentam por todos os meios isolar, e fazer perder influência....Porque será?
Actualmente até já o fazem descaradamente sem rodeios, do tipo da criança que é dona da bola e diz, tu não jogas.
Amigo Zé Faria, não sou a pessoa indicada para lhe dizer se o comunismo é ou não uma questão de fé, mas talvez un daqueles comunistas que estiveram nas masmorras dapide saibam dizê-jo, mas não sou eu que lhe vou perguntar-lhes, porque merecem o meu respeito.
Amigo, eu acredito em todo o tipo de democracia;excepto; a democracia mascarada!
Um abraço
José Manangão


De vermelho vivo a 28 de Fevereiro de 2008 às 16:23
"Então quando teremos a sociedade sem exploradores e explorados?"

Esta sociedade conquista-se!
Não aparece de um dia para o outro.
É preciso ter a convicção de que este é o verdadeiro objectivo para ser capaz de percorrer o caminho que nos pode levar até lá.

"O comunismo é uma questão de fé?"

Não! é uma questão de convicção e de ceteza que o mundo pode ser transformado para melhor!
É estar disponivel para assumir essa luta, adaptando-a ao tempo, às circunstâncias, ao local ou às condições existentes!


De José Manuel Faria a 28 de Fevereiro de 2008 às 19:01
"Como tal, digo-lhe que o Leninismo não está no programa eleitoral do PCP mas está nos princípios que sustentam esse programa."

Nos momentos eleitorais o PCP esconde o Leninismo, porquê?

É por isso que cria a CDU?

Os comunistas do PCP acreditam na ruptura com o capitalismo através duma revolução, não das eleições?

Se é assim que o digam. Não deixem essa tarefa para o MRPP.

O único leninismo que conheço e conheci no PCP foi o do funcionamento da organização: piramidal e centralista. Quanto ao trabalho político não vi nada de revolucionário. Aliás as minhas divergências acentavam aí: Organização e Política internacional ( apoio a regimes "monárquicos" como o da coreia do norte ou cubano), quanto á política nacional concordava quase a 100%.


De vermelho vivo a 28 de Fevereiro de 2008 às 23:19
Caro José Manuel,
Antes de mais deixe-me lembrar-lhe que sou apenas um comunista e não o PCP. Sou apenas uma pequena parte de um imenso colectivo. Assim, a minha opinião é apenas isso mesmo: a minha opinião. Que não significa que seja a opinião de todos os Comunistas.
No entanto, não tenho problema nenhum em assumir abertamente o que penso enquanto comunista e cidadão e o que penso é o que o que tenho expressado.

Relativamente às suas dúvidas:

"Nos momentos eleitorais o PCP esconde o Leninismo, porquê?"
Não concordo consigo!
Leia bem os estatutos e o programa e verá que nada está escondido. Lá encontrará:

Nos estatutos:
Artº 1º
3. O PCP organiza nas suas fileiras os operários, os empregados, os pequenos e médios agricultores, os intelectuais e quadros técnicos, pequenos e médios comerciantes e industriais, homens e mulheres, que lutam contra a exploração e a opressão capitalistas, pela democracia, pelo socialismo e o comunismo.

Artº 2º
O PCP tem como base teórica o marxismo-leninismo: concepção materialista e dialéctica do mundo, instrumento científico de análise da realidade e guia para a acção que constantemente se enriquece e se renova dando resposta aos novos fenómenos, situações, processos e tendências de desenvolvimento. Em ligação com a prática e com o incessante progresso dos conhecimentos, esta concepção do mundo é necessariamente criadora e, por isso, contrária à dogmatização assim como à revisão oportunista dos seus princípios e conceitos fundamentais.

No Programa:
1. O Partido Comunista Português, partido político da classe operária e de todos os trabalhadores, inteiramente ao serviço do povo português e de Portugal, tem como objectivos supremos a construção do socialismo e do comunismo - de uma sociedade nova liberta da exploração do homem pelo homem, da opressão, desigualdades, injustiças e flagelos sociais, sociedade em que o desenvolvimento das forças produtivas, o progresso científico e tecnológico e o aprofundamento da democracia económica, social, política e cultural assegurarão aos cidadãos liberdade, igualdade, elevadas condições de vida, cultura, um ambiente ecologicamente equilibrado e respeito pela pessoa humana.

4. Respondendo criativamente com propostas, soluções e luta às realidades e às mudanças, o PCP confirma, renova e reforça a sua identidade própria. Como partido da classe operária e de todos os trabalhadores estreitamente ligado às massas. Como partido que luta por uma sociedade socialista. Como partido que tem como base teórica o marxismo-leninismo, materialista e dialéctico, necessariamente criativo. Como partido com princípios e prática de profunda democracia interna e de unidade de orientação e acção adquiridos no desenvolvimento próprio do centralismo democrático. Como partido patriótico que é simultaneamente um partido internacionalista, solidário e cooperante com a luta dos trabalhadores e dos povos dos outros países, com os comunistas e outras forças revolucionárias e progressistas do mundo.

Como vê...

A CDU é um quadro unitário eleitoral. O PCP, ao contrário do que alguns querem fazer passar não é um Partido fechado em si mesmo. Antes está aberto a participar em conjunto com todos aqueles que aspirem a uma verdadeira sociedade progressista.

Dei na resposta anterior um exemplo de uma revolução em curso. Neste caso até pela via eleitoral. Parece-me que é explicativo.

"Não deixem essa tarefa para o MRPP."

Bem... mas o qual é a revolução que o MRPP defende?
A do Durão Barroso?
Ou será a contra-revolução de que foi protagonista nos anos após o 25 de Abril?
Só posso considerar essa frase como uma brincadeira.
Já agora, é capaz de me dizer que o PSD porque apoia a manifestação dos professores no dia 8 de Março, é um partido claramente de esquerda.
Não vá por aí, caro amigo.


De Hilário Godinho a 22 de Março de 2008 às 10:43
Peço Asilo Político, Je demande Asile Politique, Ich verlange politisches Asyl, I ask for Political asylum
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Resistência Portuguesa Militar e Civil Anti Pide/D.G.S.E. -----

Liberdade, Democracia, Justiça, Imprensa, Direitos Humanitários. Sim.
Ditaduras, PIDE/D.G.S.E., Tortura, Fome, Corrupção. Não Obrigado.
Peço Asilo Político, Dinheiro, Doente e Invalido com Fome em Tribunal com Dívidas.
Enviar dinheiro para a Anti Pide/D.G.S.E..
Sr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Suisse. -----

Se não pode impôr a paz, pode convencer pelo exemplo. -----

Peço Asilo Político. -----

Donativos para a Resistência Portuguesa Militar e Civil Anti Pide/D.G.S.E..
Hilário Vicente Rosa Godinho --- Conta de Épargne UBS CHF --- Nº conta 233-691451.M1F --- Nº de cliente 233-691451 --- Iban CH21 0023 3233 691451M1F --- SWIFT Adresse (BIC): UBSWCHZH80A --- UBS AG --- Postfach, CH 4053 Basel --- Suisse. --- Ou ---
Sr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Suisse. --- Telefone: 0041 765 450 994. Comuniquem na Imprensa Mundial. Eu falo Português, E também Francês. -----
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Peço Asilo Político, Je demande Asile Politique, Ich verlange politisches Asyl, I ask for Political asylum
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Résistance Portugaise Militaire et Civil Anti Pide/D.G.S.E. -----

Liberté, Démocratie, Justice, Presse, Droits Humanitaires. Oui.
Dictatures, PIDE/D.G.S.E., Torture, Faim, Corruption. Non Merci.
Je demande Asile Politique, l'argent, le malade et l'invalide avec la faim devant le tribunal avec des dettes.
Envoyer argent pour l'Anti Pide/D.G.S.E..
Mr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Suisse. -----

Si ne peut pas imposer la paix, peut convaincre par l'exemple. -----

Je demande Asile Politique. -----

Donations pour la Résistance Portugaise Militaire et Civil Anti Pide/D.G.S.E..
Hilário Vicente Rosa Godinho --- Compte d'Épargne UBS CHF --- Nº de compte 233-691451.M1F --- Nº de client 233-691451 --- IBAN: CH21 0023 3233 6914 51M1F --- SWIFT Adresse (BIC): UBSWCHZH80A --- UBS AG --- Postfach, CH 4053 Basel --- Suisse. --- Ou ---
Mr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Suisse. ---
Téléphone: 0041 765 450 994. Communiquent dans la Presse Mondiale. Je parle Portugais, Et aussi Français. ---
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Peço Asilo Político, Je demande Asile Politique, Ich verlange politisches Asyl, I ask for Political asylum
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Widerstand Portugiesisches Militärisches und Zivilist Anti Pide/D.G.S.E. -----

Freiheit, Demokratie, Justiz, die Presse, Humanitäre Rechte. Ja.
Diktaturen, PIDE/D.G.S.E., Tortur, Hunger, Bestechung. Nein Danke.
Ich verlange politisches Asyl, das Geld, Kranke und Invalide mit dem Hunger vor dem Gericht mit Schulden.
Senden Geld für Anti Pide/D.G.S.E..
Herr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Schweiz. -----

Wenn nicht aufdrängen kann der Frieden, kann durch das Beispiel überzeugen. -----

Ich verlange politisches Asyl. -----

Schenkungen für den Widerstand Portugiesisches Militärisches und Zivilist Anti Pide/D.G.S.E..
Hilário Vicente Rosa Godinho --- Compte d'Épargne UBS CHF --- N° des Kontos 233-691451.M1F --- Nº des Kunden 233-691451 --- IBAN: CH21 0023 3233 6914 51M1F --- SWIFT Adresse (BIC): UBSWCHZH80A --- UBS AG --- Postfach, CH 4053 Basel --- Schweiz. --- Oder ---
Herr. Godinho --- Dornacherstrasse, 245 --- CH 4053 Basel --- Schweiz. ---
Telefon: 0041 765 450 994. Teilen in der weltweiten Presse mit. Ich spreche Portugiesisch, Und auch Französisch. -----

http://pide1.spaces.live.com/


Comentar post

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


posts recentes

Resistir!

Demissão!

A frase do dia

Festa da Fraternidade 201...

A Voz que Conta!

Fascismo. Cuidado eles an...

Ai Crato. Ai, Ai...

Álvaro Cunhal

O 10 de Junho

semelhanças...

arquivos

Outubro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Os meus hinos

 

 

 
Melhores adeptos do mundo