"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Domingo, 2 de Março de 2008
Assim se vê a força do PC

Sócrates bem pode agora dizer com toda a legitimidade:

São os Comunistas que estão na rua.

Foram mais de 50.000, os comunistas e outros democratas portugueses, que ontem desfilaram e estiveram no Rossio a participar no grande comício organizado PCP.

O slogan muito utilizado na Marcha, espelha a realidade evidente:

"Somos muitos, muitos mil, para lutar por Abril"

 

 

A iniciativa "Marcha Liberdade e Democracia" foi uma extraordinária demonstração de descontentamento do povo português com as políticas Socráticas e uma manifestação inequívoca da indignação contra os abusos do poder, contra as mutilações às liberdades dos partidos políticos, dos sindicatos e dos cidadãos. Mas também, a garantia de que os portugueses estão dispostos a lutar, não abdicando do Portugal a que Abril abriu as portas.

Foi provavelmente a maior acção organizada por um partido político nos últimos anos.

Isto traduz claramente a força e determinação do Partido Comunista Português, que mais uma vez - e tem sido sempre assim ao longo da sua história, deste a resistência ao fascismo até à defesa da democracia nos períodos conturbados após o 25 de Abril - além da sua luta permanente ao lado dos trabalhadores e do povo, assume a linha da frente da defesa da liberdade e da democracia plenas, neste Portugal cada vez menos de Abril.

 

 

Jerónimo de Sousa, na sua intervenção, diz com toda a razão:

«Citando Brecht: “Os poderosos fazem planos para 10 mil anos”. Este Governo e em particular o Primeiro-Ministro do alto da sua olímpica arrogância, embevecido pelo apoio e aplauso dos poderosos, dos seus seguidores e clientelas que lhe auguravam a perpetuação do cargo, julgou que seria tão fácil proceder à demolição dos direitos sociais como descer a Avenida da Liberdade até aqui ao Rossio; que a arrogância e a intimidação, aliada à doutrina dominante das inevitabilidades e coberta com a propaganda, venceria resistências e esconderia a realidade de um país mais injusto, mais desigual, menos democrático.

Enganou-se! Contra a ideologia dominante das inevitabilidades os trabalhadores e as populações fustigados nos seus interesses e direitos, a partir dos seus problemas concretos e aspirações concretas, mostraram o seu descontentamento, elevaram o seu protesto, travaram e travam a luta.

O PCP agora, como sempre, lá esteve e está estimulando, mobilizando e solidarizando-se com justas causas, razões e direitos dos trabalhadores e do povo português.

Agora, como sempre, considerando a luta como chão mais sólido para travar o caminho a uma política que impede o progresso, a justiça social e uma vida melhor para o povo e para o país.

Único partido que se mantém fiel ao compromisso com os trabalhadores, a juventude, os reformados, os pequenos e médios empresários e agricultores!

Único partido que não aceita ser metido no mesmo saco de outros comprometidos com o grande capital, que não se fica pela reflexão e declaração  que sossegam consciências mas que não resolvem nada.

Único Partido que propõe ao povo e ao país uma ruptura com esta política de desastre encetando um novo rumo que assuma a democracia, a liberdade, a justiça social, o desenvolvimento, a soberania nacional como pilares fundamentais.

Partido de causas justas mas Partido de projecto por uma democracia avançada e de luta pelo socialismo.

Vós que aqui estivestes nesta grande acção, nesta grande afirmação de esperança e confiança na liberdade e na democracia, sejam portadores da mensagem, sejam obreiros de um Partido mais forte e força alternativa para alcançar um futuro diferente onde voltem a residir e irradiar os ideais e valores de Abril. Que este Rossio a transbordar não seja ponto de chegada, mas de partida. Que cada um se dirija aos democratas, aos cidadãos preocupados com o estado da democracia e com o estado do país para, juntos com o PCP, retomar as alamedas da esperança.»

Intervenção completa aqui

 

Os Comunistas vimaranenses também marcaram presença na "Marcha Liberdade e Democracia". Foram mais de uma centena que se deslocaram a Lisboa fazendo ponto de honra de participarem nesta acção e afirmarem  a sua determinação na defesa da liberdade e de um Portugal democrático para os trabalhadores, para a juventude e para o povo.
Fizeram também ponto de honra de demonstrarem o orgulho da sua condição de Comunistas, exibindo o seu cartão de militante na passagem pelo edificio do Tribunal Constitucional.

 

 

O Partido Comunista Português demonstrou mais uma vez a sua capacidade, vitalidade e ligação profunda ao povo, aos trabalhadores e a todos os democratas, deixando embasbacados os inúmeros profetas da morte lenta do PCP - morte esta, há anos e anos anunciada. Pelo contrário, este Partido reafirma-se a cada dia que passa. Através das suas lutas justas, das suas propostas, dos seus ideais, da sua coerência e seriedade políticas.

A grande adesão de jovens ao PCP é a constatação mais evidente da vitalidade presente e futura deste Grande Colectivo, o Partido Comunista Português.

Ver todas as fotografias aqui



publicado por vermelho vivo às 19:31
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5 comentários:
De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Março de 2008 às 22:45
Belas fotos camarada, não nos cansamos de revê-las uma duas trez vezes, tal é a imponência.
Isto é que os faz espumar de raiva, ao verem toda esta capacidade organizativa!
Abraço-te camarada.
José Manangão


De fernando samuel a 3 de Março de 2008 às 13:45
Excelente post, camarada Rogério. Não trocámos aquele abraço mas fica para a próxima...


De vermelho vivo a 4 de Março de 2008 às 02:19
Camarada Manangão,
Somos únicos!
O Partido Comunista Português, é incontornavelmente
a grande alternativa a esta direita no poder, à outra direita na oposição e às outras muletas de direita que por aí andam a fazer belos discursos de esquerda.

Esta grande manifestação, teve ainda o condão de nos ter proporcionado aquele grande abraço.

Camarada Fernando Samuel,
Foi pena, mas mesmo assim, aquele abraço está sempre presente, mesmo não acontecendo fisicamente.

Um abraço para ambos.


De gr-gr a 4 de Março de 2008 às 22:56
Lembrei-me tanto de ti quando tentei encontrar-me com os blogueiros.
Sabia que estavas lá.
Estas fotos, como diz o camarada Manangão, não nos cansamos de revê-las.
Ainda estou rouca de tanto ter dito,
ASSIM SE VÊ A FORÇA DO PC!
Um bj,

GR


De vermelho vivo a 4 de Março de 2008 às 23:46
Camarada GR, mesmo com as dificuldades inerentes à grande multidão presente, teria tido muito gosto em ter-me encontrado contigo e trocado aquele abraço camarada e amigo. Não foi possível, mas de certeza que outras oportunidades virão.
Usa o meu E-mail e vai dando notícias.
Um abraço


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