"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sábado, 19 de Abril de 2008
A Sra. Silva na Madeira

Lá pela ilha da Madeira, o bailinho continua. E a paródia também!

Alberto João que há uns anos chamava Cavaco Silva de Sr. Silva e sobre quem afirmou: "o Sr. Silva só foi alguém neste país porque o PSD o fez", agora presenteia este mesmo Sr. Silva com todas as honras e mordomias .

O Sr. Silva por sua vez, mostra-se imensamente agradecido pela mudança de tratamento dado por Alberto João e como retribuição assobia para o lado perante as vergonhosas atitudes deste. Assim, vai sendo cúmplice da fanfarronice e da falta de respeito com que Alberto João trata a democracia - anulando por exemplo do protocolo a habitual sessão solene no parlamento madeirense, a oposição - sobre quem afirmou: "o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa", especificando: "o fascista do PND, o padre Egdar do PCP e aqueles tipos do PS", e até o próprio Presidente da República. A este, sujeita-o a cumprir as regras delineadas por si como se de ordens na sua coutada se tratasse e que entre outras coisas, arreda completamente os deputados e partidos da oposição de terem qualquer participação nesta visita do Presidente da República à região.

A tudo isto o Sr. Presidente da República vai sorrindo, elogiando e divertindo-se sem mostrar o menor indício de incómodo.

Mas para que o ramalhete ficasse dividamente composto, a Sra. Silva resolveu também entrar na paródia. Senão vejamos:

Edgar Silva deputado do PCP, na audiência com o Chefe de Estado, entregou cópia do estudo do ISCTE (2005) sobre a territorialização da pobreza em Portugal, cujos níveis na Madeira aparecem muito acima da média nacional, mais de 83 mil pobres e um grau de risco de pobreza monetária na ordem dos 34%. O relatório do ISCTE deu fundamento ao Plano Nacional para a Acção da Inclusão, documento entregue por Portugal junto das instituições comunitárias.

Ora quando a nossa primeira dama, Sra. Silva, cumpria a sua importante missão de tratamento de imagem pública mostrando a necessária preocupação pelos mais desfavorecidos, coitadinhos... e participava num encontro na Caritas Diocesa do Funchal, foi-lhe solicitado pelos jornalistas um comentário sobre este relatório. A nossa primeira dama não esteve com meias medidas e recusou o repto com este agumento irrefutável:

"Não gosto de números. Como não falei com o ISCTE não posso responder. Mas honestamente não acredito nisso. Não li o relatório, nem vou lê-lo! As pessoas da Segurança Social que falaram aqui comigo disseram-me que vão entrar em contacto directo com o ISCTE. Mas isso é com elas, não é comigo..."

Temos assim que a Sra. Silva, consegue não acreditar num relatório mesmo sem o ler pressupondo que também não sabe o que lá está. Além disso, o relatório até foi entregue por um dos loucos que compôem o bando de loucos que está na Assembleia Legislativa.

Mas traduzindo esta resposta para uma linguagem popular, o que a nossa primeira dama, Sra. Silva, disse foi isto:

 

Bardamerda mais os números!

Eu antes quero acreditar no que me dá jeito. Neste momento dá-me mais jeito acreditar no que me dizem as pessoas que dizem aquilo que pode e deve ser dito sob pena de terem o Sr. Alberto João à perna, do que em números que traduzem uma realidade sobre o qual não é nada cómodo comentar. Além disso, eu e o meu marido estamos aqui a passar dias perfeitos e não podemos fazer desfeitas ao nosso anfitrião que nos tem tratado tão bem, mas que quando se zanga diz umas coisas muito feias como o meu marido já teve oportunidade de ouvir noutros tempos. Por isso estamos aqui em paz e a gozar esta bela estadia com uma preocupação muito grande em não abordar assuntos que possam incomodar o nosso amigo Alberto João.

 

Pois... acho bem. Que continue o bailinho!



publicado por vermelho vivo às 01:07
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3 comentários:
De POESIA-NO-POPULAR a 19 de Abril de 2008 às 23:08
Camarada
Será que: estamos mesmo no País do faz de conta?
Com um presidente faz de conta, e tudo!
Não será que;isto é tudo farinha do mesmo saco?
Penso eu de que!
Abraço
José Manangão


De POESIA-NO-POPULAR a 19 de Abril de 2008 às 23:09
Camarada
Será que: estamos mesmo no País do faz de conta?
Com um presidente faz de conta, e tudo!
Não será que;isto é tudo farinha do mesmo saco?
Penso eu de que!
Abraço
José Manangão


De Samuel a 19 de Abril de 2008 às 23:10
Se ele não os tem no sítio para colocar o palerma do Jardim no seu lugar, que esperar da dona Maria? Ela, assumida e voluntariamente, faz apenas parte do cenário... e como dizes, está de férias.

Abraço


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