"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
De volta...

Enfim... após uma férias e um recarregamento de baterias na "cidade" da Liberdade e de Abril, que o mesmo é dizer-se: na Quinta da Atalaia e no acontecimento maior da política e cultura deste país que é a Festa do Avante, cá estou de novo. A ver vamos se o tempo disponível vai permitir mais tempo para as actualizações e uma regularidade maior do que a aquela que marcou os últimos tempos.

 

E é exactamente por esse acontecimento anual único e sem paralelo em Portugal que recomeço as postagens.

 

Como não seria capaz de escrever melhor, ou sequer parecido, vou fazer um copy do excelente texto do meu amigo e Camarada Fernando Samuel, que descreve de forma soberba os três dias de Festa.

Num "à parte", saliente-se que perante a excelência dos textos diários de Fernando Samuel, recomendo a passagem diária e obrigatória pelo blog Cravo de Abril.

 

Mas vamos então ao copy de um dos seus textos sobre a Festa do Avante:

 

"Como sempre, esperávamos muito da Festa deste ano - como sempre, ela foi muito mais do que o muito que esperávamos.

A chuva - que caíu forte, durante várias horas, na sexta-feira - parecia ter sido enviada por uma dessas «entidades» que não pensam noutra coisa que não seja acabar com a Festa do Avante!
Todavia, o pessoal não arredou pé, e ela foi obrigada a ir lá fora ver se estava a chover e a dar lugar ao sol de sábado e domingo - como que prenunciando o destino das intenções da tais «entidades».

Quem lá esteve sabe como foi, quem lá não foi pode imaginar: milhares e milhares de pessoas em festa, convivendo, confraternizando, em muitos casos cumprindo encontros marcados na Festa do ano passado - e fazendo as suas opções face à diversificada oferta artística, cultural, política, gastronómica...: os Espectáculos Musicais, no Palco 25 de Abril ou em qualquer outro dos vários à disposição; o Teatro; o Cinema; o Desporto; as Exposições sobre temas científicos ou da actualidade nacional e internacional; os vários Debates sobre esses mesmos temas; a Cidade Internacional; a Cidade da Juventude (a Festa é cada vez mais a Festa da Juventude); a Exposição de Mestre Rogério Ribeiro; a homenagem ao Prémio Nobel da Literatura José Saramgo; a Festa do Livro e o habitual lançamento de novos livros - desta vez, com dois destaques: 1- a edição comemorativa do 50º aniversário do lançamento do romance «Quando os Lobos Uivam», de Aquilino Ribeiro, com um prefácio inédito de Álvaro Cunhal e com 20 ilustrações de João Abel Manta, e 2 - «50 Anos de Economia e Militância», do economista e militante do PCP, Sérgio Ribeiro.
E os Comícios, é claro: o de abertura, debaixo de chuva - a tal chuva que teve a pretensão de nos vir estragar a Festa - e o de encerramento, debaixo de sol - o tal sol de sábado e domingo que não permitiu que tal acontecesse, «o claro sol, amigo dos heróis» de que falava Antero de Quental.

O recinto era um mar de gente:
gente preocupada com a situação a que chegou Portugal após 32 anos de política de direita, e com o que se passa no mundo dominado pelo imperialismo;
gente culta, porque sabe que é possível e necessário transformar essas realidades e se afirma determinada a lutar por essa transformação;
gente portadora de um ideal que incorpora os mais eminentes valores e sentimentos humanos: justiça social, liberdade, paz, solidariedade, camaradagem, amizade, amor, ternura - e que, por isso, é o mais humano e o mais belo de todos os ideais;
gente de bem, gente fraterna, gente feliz - gente que não desiste de lutar por um futuro em que sejam respeitados os direitos a que cada ser humano, pelo simples facto de existir, tem direito.

E é toda esta gente que faz da Festa um espaço único de fraternidade e de luta.
E é toda esta gente que dá à Festa esta força imensa que nem a chuva nem as «entidades» poderão vencer.

E tudo isso nos foi transmitido pela luminosa mensagem, espalhada por toda a Festa, pelos muitos, muitos carrinhos de bebés - uma mensagem de beleza, de calma, de serenidade, de tranquilidade, de harmonia. De muita, muita confiança no futuro.

É bem verdade que não há Festa como esta."

 

Assim descreveu Fernando Samuel a Festa do Avante, e assim ela é, efectivamente!

Complemento com algumas fotos que comprovam isso mesmo:

 

Era um mar de gente na Quinta da Atalaia...

 

Um mar de gente a assistir ao espectáculo dos Da Weasel...

 

Um mar de gente em convívio fraterno.

 

Tudo isto acontece fruto do extraordinário voluntarismo e militância dos comunistas que se entregam às tarefas necessárias com grande vontade e com alegria na alma para que esta Festa seja possível.

 

Porque...

 

E também porque...

 

E mais um mar de gente no comício de encerramento. A prova provada de que o Partido Comunista Português está vivo e bem vivo e que somos muitos, mesmo muitos mil, para lutar e defender Abril. E além de já sermos muitos, somos cada vez mais!

 

E mesmo sabendo que incomodamos muita gente, somos o que somos:

Somos Comunistas! Somos Portugueses!

Temos confiança no futuro porque acreditamos que uma sociedade mais  justa, igual, solidária e fraterna, é possível.

Temos confiança no futuro porque lutamos unidos e com convicção para a construção dessa sociedade!

 

E... não há Festa como esta!



publicado por vermelho vivo às 17:08
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6 comentários:
De fernando samuel a 10 de Setembro de 2008 às 20:23
É bem verdade que não há Festa como esta.

Um abraço grande, meu amigo e camarada.


De subterraneodaliberdade a 10 de Setembro de 2008 às 23:50
Camarada Rogério,

Ainda bem que voltas e com um bom post.
É bem verdade não há Festa como a nossa.

Cumprimentos

Mário


De magnolia a 11 de Setembro de 2008 às 10:15
Uma GRANDE festa... e um post que não lhe fica atrás.
Parabéns!



De POESIA-NO-POPULAR a 11 de Setembro de 2008 às 16:59
Camarada rogério
Foi com enorme satisfação que te abraçei na nossa cada vez mais bonita e grande FESTA!
Como sempre "Não há Festa como esta!
abraço


De vermelho vivo a 14 de Setembro de 2008 às 00:31
Fernando Samuel, Magnólia, Mário, mas a 33.ª edição a realizar em 2009, será a melhor de todas.
Um grande abraço amigo e camarada.
Manangão:
Foi para mim também um enorme prazer reencontrar-te e abraçar-te.
Além de não ter tido disponibilidade para participar no encontro de bloguers pois estava em tarefas no pavilhão de Guimarães, tive ainda o prazer de reencontrar muitos outros amigos e camaradas, o Fernando Samuel, o João Filipe, a Ana, a Ângela... Foi muito, muito bom.
A Festa do Avante é um espaço único de fraternidade.
Um grande abraço.


De Vanda Maio a 15 de Setembro de 2008 às 23:37
Mesmo não sendo militante do PCP, não perco as Jornanda de Trabalho, a Festa, sempre com um turno marcado (quem diz um, diz vários, acabo sempre por ajudar quando é preciso) para cada um dos dias.
Vivo o espírito da Festa como sendo uma de vós, afinal, não há Festa como esta.


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