"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 1 de Junho de 2007
Pensamento do dia

"Não me obriguem a dar razão aos que defendem que só com armas e violência se pode mudar esta sociedade"



publicado por vermelho vivo às 15:26
link do post | comentar | favorito

Retaliação do capitalismo

Neste momento as liberdades em portugal exercem-se debaixo de coação e seguidas de retaliação.

Leia-se a noticia publicado no "JN" de hoje:

 

" Algumas das 12 empresas que pediram arbitragem obrigatória junto do Conselho Económico e Social estão a ameaçar os trabalhadores - que recusaram prestar serviços mínimos durante a greve de anteontem - com processos disciplinares e despedimento, por estes terem optado por participar na paralisação.

Ao JN, fonte da Metropolitano de Lisboa manteve a ameaça de avançar com processos contra aqueles que decidiram aderir à greve "Dos 142 trabalhadores notificados, 40% recusaram prestar serviços mínimos". Em relação a esses, diz a empresa, "serão avaliadas as ausências, consideradas faltas não justificadas e, como tal, passíveis de procedimento disciplinar". Lembrou, ainda, que o Código do Trabalho "diz que uma falta não justificada pode ir até ao processo de advertência, como ao despedimento".

Também a Transtejo/Soflusa emitiu uma informação referindo que "as ausências dos trabalhadores notificados foram registadas como faltas não justificadas", susceptíveis "de procedimento disciplinar". Já a Carris, afiança Joaquim Dionísio, responsável pelo gabinete jurídico da CGTP, "distribuiu uma carta notificando os trabalhadores e ameaçando-os de que se não cumprissem os serviços mínimos seriam alvo de processo disciplinar".

As várias situações de "pressões" e "perseguições" a trabalhadores que pretendiam fazer uso do direito à greve, por parte das empresas, estão a preocupar a CGTP. Joaquim Dionísio avisa que, nos próximos dias, a Inter, além de impugnar junto do Tribunal de Trabalho "alguns dos serviços mínimos", designadamente do Metro de Lisboa, Transtejo/Soflusa e STCP, vai apresentar queixa junto da Procuradoria-Geral da República (PGR). Por um lado, a CGTP quer "impugnar os despachos da comissão arbitral, porque os serviços mínimos obrigatórios são ilegais". Por outro, pretende "solicitar a intervenção da PGR, tendo em conta que houve coacção para obrigar os trabalhadores a abdicar do seu direito à greve". Por último, "se houver processos disciplinares, tal suscitará as devidas providências cautelares", avisou o sindicalista.
"

 

Serviços minimos nos transportes??? Só pode ter cabimento no pensamento neoliberal e fascizante que orienta a politica governamental actualmente em Portugal!!!

Um destes dias tinhamos um país em greve, sem que esta se fizesse sentir porque os serviços minimos exigidos todos os sectores e sem critérios asseguravam a normalidade!!!

Não lhes bastam os cerca de UM MILHÃO de trabalhadores precários coagidos a não fazer greve com medo de retaliações?

 

Sobre estes aspectos nenhum dos sábios analistas de percentagens e efeitos de greve se vem pronunciar. Nenhum ministro ou secretário de estado tece comentários.

 

Para os que pensam que esta greve geral foi o ponto alto da contestação às politicas neoliberais do PS/Sócrates e à ditadura do capital, DESENGANEM-SE!!! Esta importante e grandiosa jornada de luta foi apenas mais um passo na luta que se impõe a todos os que acreditam que  uma vida melhor e mais justa é possivel. Aos que não toleram nem tolerarão que meia dúzia de parasitas capitalistas e administradores colocados em cargos por competência de amizade ou militância partidária, vivam principescamente à custa da exploração, da perda de direitos e da coacção de muitos milhares de trabalhadores.

 

A LUTA CONTINUA!!!



publicado por vermelho vivo às 14:43
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

O que eu vi na greve geral

Quem acompanhou de perto a preparação da greve e os piquetes de greve na jornada de luta de ontem, confirmou todas as preocupações relativas à sociedade em que vivemos.

A precariedade e insegurança em que vivem os trabalhadores portugueses, assim como as formas de coacção exercidas pela classe patronal com o patrocínio e apoio das leis implementadas pelos últimos governos do PSD e do PS, são revoltantes e não podem deixar ninguém indiferente.

Está-se a criar uma sociedade dominada pelo medo e condicionada pela necessidade de sobrevivência.

Numa das empresas em que solidáriamente estive com o piquete de greve, um administrador deu-se ao trabalho de ser o próprio a abrir o portão da fábrica às 5.30 horas. A partir desta hora não mais abandonou o lugar de plantão em frente à entrada, mesmo a chuva que caía abundantemente não demoveu o homem que de guarda-chuva na mão, se manteve ininterruptamente até às 8.30 horas da manhã. A partir daqui, tudo o resto é facil de compreender. Perante este facto e estando com contrato a prazo, alguns temiam a retaliação no final do mesmo, também devido às dificuldades económicas e compromissos em que se encontravam, alguns trabalhadores confessaram não estarem em condições de perder um dia que fosse de ordenado, muitos trabalhadores viram-se assim coagidos a não fazer greve. Uma ideia colhia unanimidade entre os trabalhadores, esta greve é justa, e lamentavam o facto de não estar em condições de participar.

Numa outra empresa vimaranense onde também estive bastante tempo, a administração da empresa colocou holofotes na entrada da empresa que iluminavam toda a área de entrada, requisitou uma patrulha da GNR que se manteve toda a noite do outro lado da estrada. Isto após ter chamado uns dias antes os dirigentes sindicais da empresa avisando-os de que à menor instabilidade instauraria processos disciplinares aos funcionários da empresa participantes ou accionaria criminalmente quem não estivesse ligado à empresa.
Também aqui muitos trabalhadores no seu contacto com o piquete de greve manifestavam a sua solidariedade às causa da greve mas lamentavam a coacção a que estavam sujeitos e que os impedia de aderirem à greve devido à condição precária em que se encontravam na empresa, acrescentando outros que se fizessem greve, além da perda do dia de ordenado, lhe seriam cortados ilegalmente os prémios de assiduidade que só poderiam reaver recorrendo para o tribunal. Neste caso a empresa poderia retaliar sobre eles e poderiam perder o emprego.

 

Estes serão apenas 2 exemplos dos milhares de casos de coação e medo que percorreram este país no dia da greve geral.

 

É grave a situação de liberdade em que se encontram os trabalhadores portugueses.

 

Mesmo perante condições dificeis, sublinhe-se o sucesso da greve não só no sector público mas também no sector privado. Vejam-se alguns exemplos, CTT em Lisboa (85% de adesão à greve), call centers da TMN e da Optimus (1º turno com quase 100%), Autoeuropa (60%), Portucel de Setúbal (90%), Euroresinas em Sines (100%), Tudor/VFX (90%), Lisnave e Gestnave (100%), Groz/Beckert, empresa metalúrgica de Gaia (62,5%), Danone (73,33%), EDP em Lisboa (75%) e em Setúbal (70%), Blaukpunt em Braga (80% no turno da noite, 70% no turno do dia), Thyssen em Setúbal (85,71%), Petrogal/Matosinhos (100%), Lear em Palmela (76,67%), Unicer em Matosinhos (83%), Fisipe no Barreiro (97,14%), Cimianto em Vila Franca de Xira (80%), Auto-Sueco na Maia (98%), Rohde em Aveiro (96%), Estaleiros de Viana do Castelo (100%), Rotor/Nissan nos Montes Burgos, Porto (100%), Continente de Gaia (50% no turno das 8 horas da manhã), Refrige em Palmela (85%), Socometal do grupo Soares da Costa no Porto (91%), etc.

 

Conclusões:

1 - Quem apenas registou os números percentuais da greve e quem de dentro dos gabinetes comentou essas mesmas percentagens, simplesmente não sabe do que fala!

2 - Esta foi efectivamente uma grande jornada de luta e uma enorme prova de insatisfação dos trabalhadores portugueses.

3 - As condições de precariedade e coacção encontradas em muitas empresas abalam a consciência de qualquer cidadão que honestamente defenda os direitos, garantias e liberdades individuais.

 

Por isso, A LUTA CONTINUA!!!

Hoje com mais razões e preocupações do que ontem.

 

Recuso-me a intransigentemente a pactuar com este modelo de sociedade onde impera o medo e a coacção originados e alicerçados na precariedade do emprego, no desemprego e na falta de condições dignas de vida.

 

A LUTA CONTINUA!!!



publicado por vermelho vivo às 10:41
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


posts recentes

Resistir!

Demissão!

A frase do dia

Festa da Fraternidade 201...

A Voz que Conta!

Fascismo. Cuidado eles an...

Ai Crato. Ai, Ai...

Álvaro Cunhal

O 10 de Junho

semelhanças...

arquivos

Outubro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006