"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Quinta-feira, 13 de Março de 2008
Os melhores adeptos do mundo

Ainda sobre o jogo de ontem de voleibol, Vitória 3 - Benfica 1. Aqui ficam mais 2 videos.

Estes videos são uma homenagem a todos os sócios e simpatizantes do Vitória de Guimarães. São os melhores adeptos do mundo!

Não se encontra em mais nenhum pavilhão deste país um ambiente assim.

Exceptuando os chamados 3 grandes, ninguém em Portugal tem mais de 29.000 sócios.

Exceptuando os chamados 3 grandes, ninguém em Portugal tem uma média de assistências no seu estádio de 18.000 adeptos.

Incluindo os chamados 3 grandes, ninguém em Portugal desloca mais adeptos aos estádios e pavilhões adversários que o Vitória. 6.000 adeptos em Setúbal, 4.000 em Chaves, 4.500 na Póvoa de Varzim, 3.000 em Sevilha... Mais de 3.000 adeptos a asistir a um jogo de voleibol, são proezas inalcansáveis para outro qualquer clube Português.

Este orgulho de sermos vimaranenses, esta paixão à nossa cidade, à nossa história, ao nosso património e ao nosso Vitória, não encontra paralelo em mais nenhuma localidade de Portugal. É com esta identidade própria que nos afirmamos orgulhosamente O BERÇO DA NAÇÃO!

A paixão pelo Vitória é inseparável desta identidade - atente-se no facto de a música que antecede cada jogo realizado no Estádio D. Afonso Henriques, ser exactamente o hino da cidade de Guimarães.

Por isso afirmamos orgulhosamente: Somos Vitória até morrer!

 

 

...E quem salta é de Guimarães, olé...

 



publicado por vermelho vivo às 22:14
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Vitória na final

E o Vitória já está na final do campeonato nacional de voleibol.

Num ambiente indescritível, o Vitória venceu ontem à noite o Benfica por 3-1 e vai agora disputar com o Sp. de Espinho a final. Esperemos que à terceira seja de vez e que depois de dois anos "quase", este ano o título venha mesmo para Guimarães. Este clube, esta cidade e estes fantásticos adeptos merecem-no.

Deixo aqui um curto vídeo, mas demonstrativo do ambiente extraordinário que os cerca de 3.000 adeptos vitorianos que lotaram completamente o pavilhão, proporcionaram à equipa de voleibol do Vitória (e que para o adversário, é um inferno). Não fosse isto um jogo do Vitória, não fossem estes os adeptos do Vitória, que o mesmo é dizer: os melhores adeptos do mundo.

Somos únicos!

 



publicado por vermelho vivo às 10:11
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Este Portugal à moda de Sócrates

Hoje apenas usarei as palavras de outros para descrever o actual estado da nação. Esta é a nação à maneira Sócrates, ou antes, o estado a que chegou Portugal com Sócrates.

(Os sublinhados são opção minha)

 

Desorientação

«Para lá das razões do descontentamento, há duas leituras da manifestação dos professores em Lisboa que não podem ser ignoradas.

A primeira é social. O movimento de contestação a este Governo tem assumido, desde Março de 2007, uma escalada sem precedentes. Sabendo que as alternativas ao PS são frouxas, sabendo que o diálogo social e político é inexistente, estando cada vez mais presentes as más políticas e menos as boas, só resta ao português médio exigir atenção na rua. É assim que este Governo socialista corre o risco de ficar para a história como tendo liberalizado as relações laborais, desmantelado a Saúde, feito reformas atabalhoadas na Educação, mexido a medo na Função Pública. A raiva que os portugueses têm alimentado faz esquecer o que de positivo se tem feito. E a tolerância parece ter limites, mesmo depois dos dois governos desastrosos de Durão e Santana.

A segunda leitura é política e tem como expoente máximo o ministro Augusto Santos Silva - o mesmo que alarmou para um golpe constitucional se Cavaco fosse presidente da República -, a chamar fascistas aos manifestantes de Chaves. Mostra a desorientação de um Governo irritado com a falta de gratidão que acha que os portugueses lhe devem, que não sabe sequer como explicar o "voluntarismo" da PSP, que foi às escolas para tentar saber quantos iam à manifestação. Mas, enfim, esperamos ansiosamente por ver polícias nas sedes do Partido Socialista a perguntar quantos militantes vão estar presentes no comício/manifestação a favor do Governo do próximo sábado, no Porto.

O que se percebe é que a estratégia de Sócrates de atirar os portugueses uns contra os outros, como se fosse o 'Robin dos Bosques' dos sem- -privilégio, já não engana ninguém. Porque entre os professores há pais e os pais já começam a perceber que a instabilidade na Educação é a mesma que se viveu na Saúde, em que os casos de Alijó e de Anadia contribuíram para a queda do ministro. Se o arrependimento levasse ao céu, Sócrates já lá estaria desde o dia em que decidiu manter Maria de Lurdes Rodrigues. E agora é tarde. Não pode demitir a ministra, sob pena de mostrar fraqueza. Não a pode manter, sob pena de perder o controlo da rua. E o poder na rua pode ter efeitos perversos.»

Domingos de Andrade, Chefe de Redacção. JN de 10-03-08

 

Desnorte total

«Santos Silva adora o papel de ideólogo ao serviço das políticas de direita. A propósito de tudo e de nada mete a colherada e teoriza sobre as fronteiras entre a esquerda e a direita. Dá-lhe gozo subir a escadaria parlamentar, puxar do léxico académico, citar metáforas doutorais e convocar a retórica em socorro do imaginário esquerdismo das políticas do seu governo. É o académico travestido em político que se deleita a disfarçar a vida e as consequências dramáticas das suas políticas. Este é o retrato robot de Santos Silva, ministro da propaganda, retrato de um homem que abusa da metáfora para se reclamar de esquerda, esquecendo que o que verdadeiramente distingue as políticas são os interesses que servem e quem delas beneficia.

Sendo uma espécie de estereótipo político, era também expectável que fosse dos primeiros a vergar perante as ondas de choque de oposição ao seu Governo. É sempre assim, quem mais usa a retórica como máscara mais depressa a deixa cair quando se tornam evidentes as consequências negativas das suas políticas. Foi o que lhe sucedeu, sobretudo depois do Governo ter julgado que a contestação popular seria estancada com a mudança de caras na Saúde. Ao contrário do imaginado, a oposição alargou-se e converteu-se num gigantesco protesto na educação, área onde o autoritarismo impera desde o início da legislatura. O desnorte instalou-se no núcleo duro de José Sócrates, a falta de discernimento começou a tocar de forma mais marcante os seus principais arautos, a começar por Santos Silva.

O espectro avassalador de dezenas de milhares de professores nas ruas de Lisboa foi a gota de água em direcção à desorientação generalizada. Valeu tudo para tentar impedir e intimidar, desde a cegueira de ver comunistas em todo o lado até à ordem - igualmente fascizante - para indagar nas escolas o número de aderentes. Era, porém, tarde demais, nada seria já capaz de suster a torrente de protesto de uma classe profissional profundamente espezinhada por José Sócrates.

Foi sem surpresa que se assistiu ao desespero completo tomar conta de Santos Silva, fazendo-lhe cair a máscara com fragor. Insultou os comunistas e os democratas portugueses. O país sabe há muito, e muito bem, quem mais lutou e sofreu - com a prisão e a própria vida - pela liberdade em Portugal. Mas no sábado, o que o país não sabia e ficou a saber foi que Santos Silva nunca lá esteve, na luta contra Salazar e pela Democracia. Mas se tivesse querido, e tivesse tido coragem, até já tinha boa idade para se ter dado por ele...»

Honório Novo, Deputado do PCP. JN de 10-03-08

 

Tudo normal

«100 000 dos 140 000 professores portugueses manifestaram-se em Lisboa exigindo a demissão da ministra. Mas, para esta, "o país não tem escolha". Por isso, "continuará a trabalhar". Anteriormente, em várias localidades do país que não tem escolha polícias à paisana andaram pelas escolas a perguntar quem iria manifestar-se a Lisboa, "coisa - para o porta-voz do PS, Vitalino Canas - perfeitamente normal", com a PSP a cumprir "simplesmente as suas funções". Por sua vez, na área de serviço de Aveiras, a BT, também cumprindo simplesmente as suas funções, interceptou 20 autocarros cheios de professores impedindo-os de chegar a tempo à manifestação, para confirmar se todos traziam os cintos de segurança devidamente postos. Em Chaves, um perplexo ministro, confrontado com mais manifestantes, informou-os de que "a liberdade é algo que o país deve a Mário Soares, Salgado Zenha, Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira". Excluiu-se modestamente a si próprio da lista de credores do país mas cumpriu também simplesmente as suas funções, e Chaves é um sítio como outro qualquer para reescrever a História. Como os xadrezistas de que fala a lenda, o Governo parece tão absorvido no seu próprio jogo que não dá conta de que a cidade está em chamas.»

Crónica diária de Manuel António Pina. JN de 10-03-08

 

Opiniões sintomáticas!...

 

Justifica-se plenamente a frase muito utilizada ultimamente nas ruas de Portugal:

"Está na hora,  está na hora,  do governo ir embora!"

 

PS - Sinceramente, cada vez tenho menos pachorra para ler o Público, como tal, começo a perder o que por lá se escreve, mas provavelmente, lá se poderá encontrar o grande ideólogo da inevitabilidade Socratiana, Vital Moreira, com uma qualquer tese absurda que contraria e explica tudo isto.



publicado por vermelho vivo às 22:19
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Domingo, 9 de Março de 2008
Vitóóóóóóóóóória!...

Os sócios e simpatizantes do Vitória estão hoje inundados de felicidade e orgulho pelo desempenho do seu clube.

Primeiro através do voleibol. Durante a tarde o Vitória venceu o Benfica no pavilhão da Luz em jogo das meias-finais de apuramento para a final do campeonato nacional. Depois de estar a perder por 2 set's a 0, o Vitória encetou a reviravolta que lhe permitiu vencer por 3-2 e trazer a finalissima para o pavilhão do Vitória.

Quarta-feira à noite, mais uma vez o pavilhão do Vitória vai ser pequeno para albergar os milhares de vitorianos que lá se deslocarão em apoio ao seu (nosso) clube. A final está a um passo.

Já à noite, perante 27.320 espectadores, foi um Vitória forte e personalizado que venceu o Sporting por 2-0.

Com uma exibição mais calculista que o habitual, o Vitória foi sempre superior ao Sporting.

Mesmo com mais calculismo, os 20 minutos finais da primeira parte foram simplesmente soberbos por parte do Vitória. Só neste período o resultado podia ter ficado decidido a favor do Vitória. Já no segundo tempo e antes do segundo golo, ainda houve tempo para desperdiçar uma grande penalidade...

Grande exibição, grande resultado e a porta da Champions League à frente dos nossos olhos.

O Vitória consolidou assim o seu 3.º lugar, colocando o Sporting a 4 pontos. Mantendo esta personalidade e este nivel exibicional, temos o direito de acalentar o sonho de conseguir uma classificação que nos permita jogar entre os melhores da europa.

Realce ainda para os adeptos do Vitória - os melhores adeptos do mundo - é um ambiente espectacular aquele que rodeia cada jogo do Vitória. Alegria, paixão, emoção, entusiasmo, orgulho, festa, tudo está lá.

Enquanto ouvia a rádio no trajecto para casa, o jornalista de uma rádio local (Abel Sousa) dizia que Guimarães ameaçava transformar-se na capital do futebol em Portugal, tal era o ambiente, inigualável em qualquer outro estádio nacional, proporcionado pelos adeptos vitorianos em todos os jogos.

Este Vitória, já com 29.000 sócios, é um caso à parte no futebol português.

É com orgulho que visto branco...



publicado por vermelho vivo às 23:00
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Sábado, 8 de Março de 2008
Perdoem-lhes, eles estão desorientados

O governo PS/Sócrates está desorientado, sem rumo e sem soluções para retirar o país da profunda crise em que o mergulhou.

O seu estilo arrogante e anti-democrático, não permitem o reconhecimento dos imensos erros já cometidos, nem capacidade de diálogo que permita encontrar soluções consensuais.

Portugal vive hoje uma contestação social de já não havia memória.

Assim, o governo PS/Sócrates afunda-se diáriamente e com ele afunda o país.

Esta desorientação geral que grassa pelo governo e pelo PS, é visivel nas afirmações patéticas proferidas ontem à noite em Chaves pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.

Como o argumento acusatório de que eram sempre a mesma meia dúzia de comunistas que promoviam a contestação social nas ruas - argumento este muito utilizada por José Sócrates para tentar iludir a verdade - caiu por terra com a grande manifestação comunista de sábado passado no Rossio, agora, desde o insulto à memória de Ávaro Cunhal ao ataque cerrado e besuntado de ANTI-COMUNISMO PRIMÁRIO ao PCP, tudo serve como argumento para explicar o inexplicável.

Perante mais uma manifestação de descontentamento popular, a visivel desorientação política de Santos Silva, levou-o a tecer estas tristes e condenáveis afirmações:
"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira", afirmou Santos Silva, acrescentando que estes "lutaram por ela antes do 25 de Abril contra o fascismo, e lutaram por ela depois do 25 de Abril contra a tentativa de tentar criar em Portugal uma ditadura comunista”.

Só mesmo a cegueira provocada pela incapacidade de reconhecer a razão dos manifestantes e consequentemente o descontrole, pode justificar afirmações tão patéticas e a tentativa descabida de também ele tentar reescrever a história.

1.º - O contributo de Álvaro Cunhal para a queda do fascismo e a construção democrática consequente, é reconhecido por toda a sociedade portuguesa inclusive por muitos daqueles que foram seus adversários políticos. Santos Silva devia ter respeito pela sua memória, pelos seus sacrificios e pela sua luta abnegada de resistência ao fascismo tal como a sua coerência e dedicação aos interesses dos trabalhadores, do povo e da democracia portuguesa.

2.º - Não escamoteando o contributo de Mário Soares e Manuel Alegre na luta contra o fascismo, também penso que se a resistência ao fascismo e a sua queda dependesse fundamentalmente dos contributos de Mário Soares no seu exílio dourado de Paris e de Manuel Alegre no seu exílio dourado de Argel, ainda hoje viviamos em ditadura.

3.º - Santos Silva teria que explicar em que é que o seu contributo na resistência ao fascismo e na consolidação da democracia, foi superior ao contributo de Mário Nogueira para ser legítima esta postura de arrogância na atribuição de louros.

4.º - Santos Silva também deveria explicar as ligações de Mário Soares à CIA e a Frank Carlucci para falar do contributo democrático dele.

5.º - Santos Silva só podia estar fora de si ao rescuscitar a tese da tentativa do PCP de tentar criar em Portugal uma ditadura comunista. Em que documento, programa ou tese é que ele se baseou?
Será que ainda vamos voltar também a ouvir que os comunistas comem as criancinhas e matam todos os velhos???

Mas Augusto Santos Silva, diz mais:

"O clima político que algumas pessoas estão a tentar desenvolver em Portugal é um clima de intimidação, é um clima próprio da natureza anti-democrática dessas forças. E se for preciso defender outra vez, como defendemos em 75, a liberdade em Portugal, o Partido Socialista, posso garantir, estará na linha da frente da defesa das liberdades públicas”

1.º - Santos Silva enganou-se no destinatário. Esse discurso deve proferi-lo dentro do seu partido e mais concretamente ao seu chefe, José Sócrates. A presença de policias nas sedes dos sindicatos, a condenação de um manifestante a 75 dias de prisão, a constituição como arguidos de 4 sindicalistas que se manisfestaram contra a pobreza existente no Vale do Ave, a identificação de jovens em manifestações estudantis, o aprisionamento ilegal de materiais para pintar um mural aos jovens da JCP, o retirar de propaganda contra o governo, as cargas policiais na Valorsul e na SISAQUA... É melhor parar por aqui. São orientações anti-democráticas e intimidatórias do seu governo e não dos manifestantes.
Augusto Santos Silva também pode aplicar o seu discurso a si mesmo. Porque afirmações destas só podem vir de alguém com tiques anti-democráticos que não aceita os protestos como um direito de cidadania e de indignação.

2.º - Se o Partido Socialista, estará na linha da frente da defesa das liberdades públicas, já devia lá estar porque razões existem mais que muitas. Ainda no Sábado participei numa marcha com mais 50.000 portugueses, exactamente pela defesa da liberdade e democracia e exigindo ao governo PS/Sócrates que páre com as intimidações e os ataques à liberdade e à democracia. Não me consta que lá tenha estado o Sr. Ministro dos assuntos parlamentares Augusto Santos Silva.

Eu até posso compreender que a falta de soluções para ao menos remediar os inúmeros erros governativos e políticos cometidos pelo governo PS/Sócrates, lhe estejam a pôr os nervos em franja, mas já tenho dificuldade em compreender afirmações tão patéticas e deslocadas por parte de um ministro.

É verdade que Portugal vive hoje um clima de contestação total de quase todos os sectores da sociedade como já não havia memória. Mas essa contestação é justa e generalizada, logo, devia levar o ministro a reflectir sobre o desastre da governação do seu partido e não a crispar ainda mais o ambiente de contestação, nem levá-lo ao insulto gratuito.

Mas nós se quisermos até percebemos a razão destes ataques primários ao PCP.

Estes senhores pensaram que mesmo sendo a sua governação um desastre completo, a maioria com que governam, lhes permitiria o esmagamento de qualquer tipo de oposição. Já perceberam que esse esmagamento é impossivel que o principal obstáculo a esse esmagamento é precisamente o Partido Comunista Português.

A LUTA CONTINUA!!!



publicado por vermelho vivo às 19:46
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Intolerável e revoltante

Quem assistiu, como eu assisti,  às imagens de ontem no telejornal da noite da TVI da carga policial sobre os trabalhadores em greve na ETAR de Ribeira de Moinhos, em Sines, só pode sentir uma enorme revolta na alma.

Aqueles procedimentos são os mesmas de há 40 anos atrás, curiosamente perpretados pela mesma força policial que exercia a repressão nesses tempos de fascismo: a GNR.

Tal omo dizia um dos trabalhadores presentes no local, num país onde a criminalidade aumenta e consequentemente há cada vez mais insegurança dos cidadãos, a GNR direcciona a sua acção para a repressão aos trabalhadores.
Mais grave ainda, quando essa repressão se faz sentir sobre aqueles que exigem o cumprimento da lei e as normas ambientais, e protegem a ilegalidade praticada pela empresa, que ainda por cima é de capitais públicos.

É lamentável, chocante e revoltante!
Lamentável também, que o regresso ao antigamente tenha como principal protagonista e responsável o Partido Socialista.

Para onde caminha este país?

O sindicato dos Químicos já emitiu um comunicado onde exige explicações.

 

REF.: SQ/DIRN-361/08-AM
DATA: 2008.03.06
 

Exmº Senhor
Ministro da Administração Interna
 

ASSUNTO: CARGA DA GNR SOBRE TRABALHADORES EM GREVE
 

Exmº Senhor Ministro,

As forças da GNR acabam de carregar sobre os trabalhadores em greve na ETAR
de Ribeira de Moinhos, em Sines.

Os trabalhadores estão a exercer um direito legítimo que lhes assiste, o direito à
greve, como forma de defenderem os seus direitos e interesses. Não estão a
cometer qualquer ilegalidade, não estão a provocar qualquer tipo de desacato ou a
perturbar a ordem pública. Estão, simplesmente em greve, declarada nos termos
legais.

O Sindicato repudia esta carga das forças da GNR sobre os trabalhadores em
greve, um verdadeiro atentado contra os direitos, liberdades e garantias de quem
trabalha e exige a V. Exa. a retirada, imediata, da GNR do local e que mande
averiguar as ocorrências porque, pelo menos um trabalhador teve que receber
tratamento hospitalar.

Depois das cargas vergonhosas verificadas na Valorsul, a vergonha repete-se nas
Águas de Santo André, curiosamente, outra empresa de capitais públicos.

É intolerável que isto aconteça num Estado de direito como o nosso.

É sintomático que, mais uma vez, as forças de segurança se ponham ao lado dos
patrões contra os trabalhadores. Onde está a justiça neste País?

Face à gravidade da situação, é urgente saber se V. Exa. apoia a intervenção da
GNR e a carga verificada sobre os trabalhadores em greve, ou se a manda retirar
do local, condição necessária para garantir o cumprimento da Lei e da legalidade
democrática.

Com os melhores cumprimentos,

Pel’ A Direcção

 

Posição do PCP também, aqui e aqui



publicado por vermelho vivo às 10:19
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008
Avante Camarada!

Em dia de aniversário, canta-se o hino do Partido Comunista Português, Avante Camarada. Aqui cantada em uníssono por mais de 50.000 comunistas e muitos outros democratas que se juntaram ao PCP na Marcha Liberdade e Democracia, reconhecendo neste Partido a vanguarda das muitas e justas lutas que se travam neste país. Uma prova inequívoca da sua vitalidade.

 

Avante camarada, avante!

Junta a tua à nossa voz

Avante camarada, avante camarada

o sol brilhará para todos nós.

 



publicado por vermelho vivo às 23:51
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E cada vez somos mais

Pela espora da opressão
pela carne maltratada
mantendo no coração
a esperança conquistada.

Por tanta sede de pão
que a água ficou vidrada
nos nossos olhos que estão
virados à madrugada.

Por sermos nós o Partido
Comunista e Português
por isso é que faz sentido
sermos mais de cada vez. 

 

Por estarmos sempre onde está
o povo trabalhador
pela diferença que há
entre o ódio e o amor.

Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor
pelo aço da palavra
fúria fogo força flor
por este arado que lavra
um campo muito maior.

Por sermos nós a cantar
e a lutar em português
é que podemos gritar:
Somos mais de cada vez.

 

Por nós trazemos a boca
colada aos lábios do trigo
e por nunca acharmos pouca
a grande palavra amigo
é que a coragem nos toca
mesmo no auge do perigo
até que a voz fique rouca
e destrua o inimigo.

Por sermos nós a diferença
que torna os homens iguais
é que não há quem nos vença
cada vez seremos mais.

 

Por sermos nós a entrega
a mão que aperta outra mão
a ternura que nos chega
para parir um irmão.

Por sermos nós quem renega
o horror da solidão
por sermos nós quem se apega
ao suor do nosso chão
por sermos nós quem não cega
e vê mais clara a razão
é que somos o Partido
Comunista e Português
aonde só faz sentido
sermos mais de cada vez.

 

Quantos somos? Como somos?
novos e velhos: iguais.

Sendo o que nós sempre fomos
seremos cada vez mais!

 

José Carlos Ary dos santos



publicado por vermelho vivo às 11:52
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87º Aniversário do PCP

«...O PCP confirma no presente todo o seu glorioso passado. Passado e presente creditam a sua futura acção.

O balanço do passado, a actividade presente e a previsão do futuro definem a importância, o papel e o valor do PCP na vida nacional.

O passado é a prova, o presente o testemunho, o futuro a confiança.

A perspectiva histórica de um partido afere-se pelo que fez, pelo que faz e pelo que mostra estar em condições de fazer. Afere-se pela ligação do seu ideal, dos seus objectivos, da sua acção à classe ou classes às quais historicamente o futuro pertence.

Neste duplo aspecto se afere e revela a perspectiva do PCP e se fundamenta a sua profunda e inabalável confiança no futuro.»

 

Álvaro Cunhal
(in «O Partido com Paredes de Vidro», edições Avante!, 1985)



publicado por vermelho vivo às 10:17
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Um Partido com 87 anos

 

Em 6 de Março de 1921, nascia o Partido Comunista Português.

Hoje, este Partido com 87 anos, com uma história longa e heróica. Indissociável da história de portugal, da Liberdade e da Democracia, da resistência e do derrube da ditadura fascista, da luta dos trabalhadores e do povo e das suas conquistas, continua a ser um Partido Jovem, forte, dinâmico e incontornável no desenvolvimento e no progresso do nosso país.

Cheio de vitalidade. Com uma capacidade organizativa ímpar e uma profunda ligação às massas como se comprovou na grandiosa manifestação de sábado - numa acção sem precedentes e inalcansável para outra força política - onde mais de 50.000 comunistas e outros democratas, disseram presente! à convocatória do PCP.

O Partido Comunista Português é um Partido diferente dos outros e não se confunde com com eles. Tem a sua identidade e orgânica próprias. É firme e determinado na luta e nas propostas. É coerente com a sua ideologia, e não abdica da luta por uma sociedade mais justa, igual, fraterna e solidária, nem do seu papel histórico de Partido de todos os trabalhadores portugueses.

É um Partido de Classe. É Português. É Comunista. É o Partido Comunista Português!

Faz hoje 87 anos e mantém uma força e uma vitalidade inquestionáveis.



publicado por vermelho vivo às 09:08
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