"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Terça-feira, 4 de Março de 2008
Os servos do Poder

Desculpem-me a insistência no tema, mas não é possível ignorar tanta desfaçatez, tanta falta de vergonha e tanto desrespeito pelas regras de isenção informativa.

Tenho por aqui abordado a falta de isenção de grande parte dos órgãos de informação e sua servidão submissa aos seus donos. O mesmo é dizer, aos donos dos grandes grupos financeiros e económicos. Estes, além de imporem a sua ideologia capitalista ao mediocre governo PS/ Sócrates, tal como o vem fazendo a todos os governos de direita que nos têm governado, apostam forte no controle da comunicação social como instrumento fundamental de lavagem e difusão da sua ideologia exploratória e da inevitabilidade de o mundo ser composto por ricos (neste caso, muito ricos, riquissimos) e pobres (neste caso, aos milhões).

Essa falta de isenção é tanto mais grave porque vêm de órgãos de informação considerados de referência. Mas o Poder dominante manda, e os serviçais cumprem.

Não necessito de mais provas do que aquelas que todos os dias, através das abordagens inviezadas de vários acontecimentos portugueses e mundiais que estes órgãos de comunicação social fazem questão de transmitir ou da escolha criteriosa dos directores e fazedores de opinião que estes grupos económicos detentores da imprensa procedem, para saber que a sua isenção informativa é uma balela.

Enquanto me lembrar que o director deste jornal, José Manuel Fernandes, chorou ao ver na TV as imagens dos milhares de iraquianos derrubando a estátua de Saddam Hussein (na versão dele próprio) e que na minha televisão o que apareceu foram os militares americanos a derrubar essa mesma estátua com meia dúzia de iraquianos a assistirem, estou convencido da seriedade e rigor Jornalístico deste jornal.

Assim, mesmo não necessitando de mais provas, o Público insiste em continuar a provar aquilo que eu já sei sobejamente.

Vem isto a propósito de que este mesmo jornal/pasquim propagandista do capital, depois de ignorar ostensivamente e permanentemente a luta de massas e mais concretamente a protagonizada por 50.000 portugueses, não escrevendo uma frase que fosse na primeira página de Domingo sobre esta grandiosa manifestação, Estampa hoje na sua primeira página o anúncio da comício do PS/Sócrates.

Não, não é a notícia do comício realizado. Esse vai concerteza encher toda a primeira página. É ainda e só o anúncio desse mesmo comício.

Este tratamento desigual, fere inquestionavelmente a isenção informativa e entra na esfera da pouca vergonha, do desrespeito pelos partidos políticos e em particular dos militantes Comunistas.

Este tratamento desigual, é uma afronta a todos aqueles que acreditam que a comunicação é um instrumento incontornável do exercício da democracia.

Este estilo mais me faz lembrar inúmeras histórias que li sobre um passado recente deste país, entre elas uma manifestação de apoio quando da chegada de Marcelo Caetano de uma visita à Inglaterra, onde tinha sido alvo de forte contestação nas ruas.

Também nesse tempo, a comunicação social dominante fazia primeiro a propaganda, depois a cobertura apoteótica da acção.

Também nesse tempo, as acções de protesto populares eram desvalorizadas na comunicação social e os comunistas apelidados de agentes da Rússia comunista e de terroristas.

Também nesse tempo, se tentava fazer passar a mensagem de que os comunistas eram apenas meia dúzia de insurrectos que perturbavam constantemente a ordem pública.

Semelhanças, apenas...

 

Aqui fica a primeira página de hoje, Terça-feira. Comparem-na com a de Domingo e tirem as vossas ilações.

 



publicado por vermelho vivo às 18:55
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008
Afinal eles vêem, e vêem bem...

Complementando o "post" anterior, e reforçando a tese de combate do grande capital ao Partido Comunista Português, através dos seus instrumentos de comunicação social, aqui fica mais o exemplo acabadinho de comprovar.

O mesmo diário que ontem ignorou a grandiosa Marcha Liberdade e Democracia, onde participaram 50.000 portugueses, hoje já conseguiu ver importância e polémica na decisão de Saramago apoiar Zapatero, chamando o assunto à primeira página.

Enfim, critérios jornalísticos destes pobres serventuários.

 

Cada um, tire as devidas conclusões.

 



publicado por vermelho vivo às 12:18
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Eles sabem, e sabem bem...

No Sábado realizou-se em Lisboa a maior manifestação organizada por um Partido político nos últimos anos.

Esta grande manifestação com 50.000 portugueses, contra o governo Sócrates teve direito a estes destaques em quatro jornais nacionais chamados de referência:

 

Este não viu nada...

 

Este nada viu...

 

Este não se apercebeu...

 

E este viu... mas não lhe viu grande importância... pelo menos a julgar pela comparação com o Luisão...

Não estou a divagar. As fotos são um facto indesmentível.

Se a manifestação fosse organizada pelo PSD ou pelo PS, ou até pelo BE, teriam a mesma omissão???

 

Quem está lembrado do destaque dado por alguns destes jornais às manifestações de 10 e 20.000 pessoas (segundo eles escreviam...) na Venezuela, ou das primeiras páginas sobre o diferendo de Luísa Mesquita com o PCP , entre outros, tem razões para questionar os critérios de isenção destes diários.

 

Depois acusam os comunistas de tentarem passar por vítimas do silenciamento imposto pela comunicação social.

E não é verdade que esse premeditado silenciamento existe?

Ou será isto um mero acaso?

 

Será mero acaso o silenciamento sobre a importante iniciativa "Conferência Nacional sobre questões económicas e sociais" onde se analisou e apresentou alternativas para um Portugal diferente? Esta, que foi talvez a maior iniciativa realizada em Portugal apontando soluções políticas, económicas e sociais alternativas e objectivas para este país.

Será mero acaso o silenciamento de uma manifestação de 150.000 trabalhadores, enquanto as primeiras páginas dos diários faziam manchete com a OPA perdida pelo menino Azevedo?

Será mero acaso ignorar o maior evento político-cultural realizado neste país há mais de 30 anos, como é o caso da Festa do Avante!? E alguns dos artigos publicados serem uma distorção completa do que ela é e do que representa?

Não. Não é por acaso!

Eles sabem, e sabem bem, e nós também sabemos, que o PCP é a única força política que os incomoda.

Eles sabem, e sabem bem, e nós também sabemos, que a seriedade política do PCP não se adequa ao estado promíscuo e anti-democrático que pretendem.

Eles sabem, e sabem bem, e nós também sabemos, que o PCP não se verga perante a intimidação, nem está disponível para aceitar umas cadeiritas ou uns plourozitos e assobiar para o lado. Antes, é inabalável na sua luta por uma sociedade mais justa, mais igual e solidária.

Eles sabem, e sabem bem, e nós também sabemos, que o PCP tem uma profunda ligação às massas trabalhadoras e ao povo.

Eles sabem, e sabem bem, e nós também sabemos, que essa ligação advém da permanente luta ao lado dessas massas trabalhadoras e desse povo e da justiça dessas lutas.

Eles sabem, e sabem bem, e nós também sabemos, que tal como disse Jerónimo de Sousa, o PCP é o "único partido que não aceita ser metido no mesmo saco de outros comprometidos com o grande capital, que não se fica pela reflexão e declaração  que sossegam consciências mas que não resolvem nada."

 

Assim, para estes agentes a soldo do capital e dos interesses instalados, o melhor é mesmo esconder tanto quanto possível esta verdade. Através do silenciamento da verdade também ajudam a ocultar a realidade do país.

Eles sabem, e sabem bem, e nós também sabemos, que tentando ocultar a força, a dinâmica e as propostas deste grande Partido, cumprem com distinção o seu papel ao serviço do capital.



publicado por vermelho vivo às 00:14
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Domingo, 2 de Março de 2008
A Juventude, garantia de futuro

 

"Viemos aqui para afirmar os ideais de Abril, para afirmar a nossa vontade, a nossa força em defender os direitos políticos, económicos, sociais e culturais, os direitos democráticos restituídos ao povo português com a Revolução de Abril.

Democracia é a escola pública, gratuita, de qualidade, inclusiva e democrática.

É o acesso ao emprego com direitos, com remuneração justa, e na base do princípio “trabalho igual salário igual”.

É o direito à habitação e à constituição de família própria quando se deseja.

É a fruição e criação cultural, a pratica desportiva e uma sã ocupação dos tempos livres.

É o desenvolvimento do movimento juvenil.

É a criação de condições para uma vida digna, com a prevenção da toxicodependência, o combate à miséria e à marginalidade juvenis..."

Intervenção de Catarina Pereira, da Comissão Politica e do Secretariado da Direcção Nacional da JCP, no Comício da "Marcha Liberdade e Democracia"

Texto completo aqui 



publicado por vermelho vivo às 19:58
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Assim se vê a força do PC

Sócrates bem pode agora dizer com toda a legitimidade:

São os Comunistas que estão na rua.

Foram mais de 50.000, os comunistas e outros democratas portugueses, que ontem desfilaram e estiveram no Rossio a participar no grande comício organizado PCP.

O slogan muito utilizado na Marcha, espelha a realidade evidente:

"Somos muitos, muitos mil, para lutar por Abril"

 

 

A iniciativa "Marcha Liberdade e Democracia" foi uma extraordinária demonstração de descontentamento do povo português com as políticas Socráticas e uma manifestação inequívoca da indignação contra os abusos do poder, contra as mutilações às liberdades dos partidos políticos, dos sindicatos e dos cidadãos. Mas também, a garantia de que os portugueses estão dispostos a lutar, não abdicando do Portugal a que Abril abriu as portas.

Foi provavelmente a maior acção organizada por um partido político nos últimos anos.

Isto traduz claramente a força e determinação do Partido Comunista Português, que mais uma vez - e tem sido sempre assim ao longo da sua história, deste a resistência ao fascismo até à defesa da democracia nos períodos conturbados após o 25 de Abril - além da sua luta permanente ao lado dos trabalhadores e do povo, assume a linha da frente da defesa da liberdade e da democracia plenas, neste Portugal cada vez menos de Abril.

 

 

Jerónimo de Sousa, na sua intervenção, diz com toda a razão:

«Citando Brecht: “Os poderosos fazem planos para 10 mil anos”. Este Governo e em particular o Primeiro-Ministro do alto da sua olímpica arrogância, embevecido pelo apoio e aplauso dos poderosos, dos seus seguidores e clientelas que lhe auguravam a perpetuação do cargo, julgou que seria tão fácil proceder à demolição dos direitos sociais como descer a Avenida da Liberdade até aqui ao Rossio; que a arrogância e a intimidação, aliada à doutrina dominante das inevitabilidades e coberta com a propaganda, venceria resistências e esconderia a realidade de um país mais injusto, mais desigual, menos democrático.

Enganou-se! Contra a ideologia dominante das inevitabilidades os trabalhadores e as populações fustigados nos seus interesses e direitos, a partir dos seus problemas concretos e aspirações concretas, mostraram o seu descontentamento, elevaram o seu protesto, travaram e travam a luta.

O PCP agora, como sempre, lá esteve e está estimulando, mobilizando e solidarizando-se com justas causas, razões e direitos dos trabalhadores e do povo português.

Agora, como sempre, considerando a luta como chão mais sólido para travar o caminho a uma política que impede o progresso, a justiça social e uma vida melhor para o povo e para o país.

Único partido que se mantém fiel ao compromisso com os trabalhadores, a juventude, os reformados, os pequenos e médios empresários e agricultores!

Único partido que não aceita ser metido no mesmo saco de outros comprometidos com o grande capital, que não se fica pela reflexão e declaração  que sossegam consciências mas que não resolvem nada.

Único Partido que propõe ao povo e ao país uma ruptura com esta política de desastre encetando um novo rumo que assuma a democracia, a liberdade, a justiça social, o desenvolvimento, a soberania nacional como pilares fundamentais.

Partido de causas justas mas Partido de projecto por uma democracia avançada e de luta pelo socialismo.

Vós que aqui estivestes nesta grande acção, nesta grande afirmação de esperança e confiança na liberdade e na democracia, sejam portadores da mensagem, sejam obreiros de um Partido mais forte e força alternativa para alcançar um futuro diferente onde voltem a residir e irradiar os ideais e valores de Abril. Que este Rossio a transbordar não seja ponto de chegada, mas de partida. Que cada um se dirija aos democratas, aos cidadãos preocupados com o estado da democracia e com o estado do país para, juntos com o PCP, retomar as alamedas da esperança.»

Intervenção completa aqui

 

Os Comunistas vimaranenses também marcaram presença na "Marcha Liberdade e Democracia". Foram mais de uma centena que se deslocaram a Lisboa fazendo ponto de honra de participarem nesta acção e afirmarem  a sua determinação na defesa da liberdade e de um Portugal democrático para os trabalhadores, para a juventude e para o povo.
Fizeram também ponto de honra de demonstrarem o orgulho da sua condição de Comunistas, exibindo o seu cartão de militante na passagem pelo edificio do Tribunal Constitucional.

 

 

O Partido Comunista Português demonstrou mais uma vez a sua capacidade, vitalidade e ligação profunda ao povo, aos trabalhadores e a todos os democratas, deixando embasbacados os inúmeros profetas da morte lenta do PCP - morte esta, há anos e anos anunciada. Pelo contrário, este Partido reafirma-se a cada dia que passa. Através das suas lutas justas, das suas propostas, dos seus ideais, da sua coerência e seriedade políticas.

A grande adesão de jovens ao PCP é a constatação mais evidente da vitalidade presente e futura deste Grande Colectivo, o Partido Comunista Português.

Ver todas as fotografias aqui



publicado por vermelho vivo às 19:31
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