"Quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre!"

 
Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Contradições em tempo de crise II

Há quem pense que as privatizações e as parcerias com privados são uma forma de melhorar a qualidade serviços prestados. Puro engano!

Eis como se consegue, no modelo capitalista, dar a vida a ganhar a alguns amigos:

 

O GOVERNO VAI GASTAR EM 2011,  1.317 MILHÕES € COM A AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS, MAS MUITOS DELES PODIAM SER FEITOS PELOS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O quadro construído com dados constantes Mapas Informativos dos Serviços Integrados e dos Servidos Autónomos anexos à Proposta de Orçamento do Estado para 2011, revela o volume de verbas que o governo pretende gastar com aquisição de serviços a privados, quando uma parte importante deles podiam ser realizados internamente por trabalhadores da Administração Pública.

Dotações inscritas no Orçamento de Estado para 2011 destinadas a aquisição de serviços a privados

RUBRICAS 2011
Milhões €
Estudos Pareceres, Projectos, Consultoria 150,5
Assistência Técnica 108,7
Outros Trabalhos especializados 617,1
Publicidade 47,0
Vigilância e segurança 90,9
Outros serviços 303,1
SUBTOTAL 1.317,2

Fonte: Mapas Informativos – Serviços Integrados e SFA – OE2011

Ao mesmo tempo que corta 1.432,5 milhões € nos salários nominais dos trabalhadores da Administração Pública, o governo tenciona gastar em 2011, 1.317, milhões € com a aquisição a privados de "estudos, pareceres, projectos, consultoria"; com "assistência técnica"; com "outros trabalhos especializados"; com publicidade (entre 2010 e 2011, as despesas com publicidade aumentarão 32,9%); com "vigilância e segurança"; e com "outros serviços". Tudo isto não deixa de ser insólito numa altura de grave crise financeira do Estado, e mais quando se sabe que existem na Administração Pública trabalhadores com as competências necessárias para fazer muitos destes serviços. É evidente que a austeridade não se aplica a todos os sectores da Administração Pública, e estas elevadas dotações para aquisição se serviços permitirão a muitos privados fazerem bons negócios.

 

Eugénio Rosa, economista, in: "Resistir.info"



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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010
As palavras sábias da D. Manuela

Interrompo momentaneamente a denúncia das contradições da crise capitalista, porque não consegui ficar indiferente perante as sábias palavras da D. Manuela hoje no parlamento.

 

Hoje, sempre que tinha oportunidade ia acompanhando via rádio o debate sobre o orçamento de estado na AR.
Foi numa dessas oportunidades que ouvi a extraordinária intervenção da D. Manuela.

Não consigo reproduzir com fidelidade as suas palavras mas foi mais ou menos isto:
Se o senhor ministro da economia pensa que vai haver uma crise política daqui a seis meses, pense mas não o diga publicamente”.

Mais adiante: "Se o sr. Deputado tem alguma desconfiança no PSD, não o diga publicamente, finja, finja que somos todos muito amigos”.

No momento fiquei um bocadinho baralhado ao ouvir aquilo. Mas o espanto ainda aumentou mais tarde. Enquanto almoçava e em simultâneo assistia ao telejornal, ouvi as vozes do PS e do PSD enaltecerem a intervenção da senhora.

E foi aí que reflecti melhor e atingi o alcance das suas palavras.
 

Sei que a D. Manuela tem esta mania de abreviar, codificar ou utilizar expressões simbólicas que depois têm que ser traduzidos. Lembro-me por exemplo daquela expressão em ela dizia que "a democracia devia ser suspensa durante 6 meses". Mas depois ficamos a saber que não era bem isso que ela queria dizer.

 

Bem, então na minha interpretação sobre a intervenção da D. Manuela hoje no parlamento, o que ela quis dizer foi o seguinte:

 

Ambos sabemos, o PS e o PSD, que este é o orçamento que o PSD talvez não tivesse coragem para apresentar, mas é o que gostaria de apresentar aqui se fosse governo. Ambos sabemos que hoje estais vós aí e nós aqui, mas que amanhã estaremos nós aí e vós aqui e cada qual na sua posição faz exactamente o mesmo que o outro fez e fará. No entanto FINJAMOS que somos divergentes, mas com sensatez e moderação.

 

Ambos sabemos que estamos a mentir e a enganar os portugueses. Mas FINJAMOS que estamos a actuar de boa-fé.

 

Ambos sabemos que dizemos uma coisa aos portugueses e fazemos outra coisa oposta na governação. Mas FINJAMOS que falamos verdade.

 

Ambos sabemos que deste orçamento só vão sair beneficiados os grandes grupos económicos e financeiros e a especulação financeira a quem não vamos tocar nos chorudos lucros. Mas FINJAMOS que este é o orçamento que o país precisa.

 

Ambos sabemos que este orçamento vai levar para a falência centenas ou milhares de pequenas e médias empresas do comércio e da indústria e que isso é bom porque beneficia as grandes empresas que ficam com o monopólio dos mercados. Mas FINJAMOS que é para a sua manutenção que estamos a trabalhar.

 

Ambos sabemos que com este orçamento estamos a roubar os salários aos trabalhadores, os abonos às famílias, as pensões aos reformados e os subsídios aos desempregados. Mas FINJAMOS que os sacrifícios são para todos.

 

Ambos sabemos que com este orçamento vamos criar mais recessão, mais precariedade, mais desemprego, mais pobreza, mais desgraça nas famílias com menos recursos. Mas FINJAMOS que estamos a solucionar esse problema.

 

Ambos sabemos que este orçamento vai acentuar as desigualdades sociais. Mas FINJAMOS que é um orçamento para todos os portugueses.

 

Ambos sabemos que este orçamento vai destruir ainda mais o estado social, estrangular os serviços públicos, a educação, a saúde... E que isso é bom porque abre as portas à exploração dessas áreas pelo sector privado que daí arrecadará grandes ganhos. Mas FINJAMOS que estamos preocupados com a sua manutenção.

 

Ambos sabemos que este orçamento não vai resolver absolutamente nada quanto ao aumento da produção e da riqueza nacional e que é asim porque, para produzir e criar riqueza estão lá os outros países mais fortes da UE. Mas FINJAMOS que este é o orçamento possível.

 

Em suma:  Ambos sabemos que este orçamento proposto por vós e viabilizado por nós, é o nosso e o vosso melhor contributo para proteger e aumentar os lucros do grande capital, fazer a vontade aos "mercados" protegendo a especulação. E ambos sabemos que essa é a missão que nos faz estar aqui. Mas FINJAMOS que é o orçamento necessário. Que vós o propuseste e nós o viabilizámos a bem do país e dos portugueses.
 

Mais. Tenhamos todos muito juizinho, porque nesta peça, exige-se que sejamos bons actores, sob o risco nos cair a máscara e ainda deitarmos tudo a perder!

 

E pronto. Assim clarificada a intervenção da D. Manuela, já percebo perfeitamente a convergência dos deputados do PS e do PSD relativamente à sua intervenção.



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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
Contradições em tempo de crise I

Como se pode comprovar por estas notícias, vai ser mesmo necessário ROUBAR os abonos às famílias, ROUBAR nos salários aos trabalhadores, ROUBAR nas pensões aos reformados, ROUBAR os portugueses honestos através de mais impostos, REDUZIR os apoios sociais a quem precisa, REDUZIR as comparticipações nos medicamentos, REDUZIR o investimento na educação, na saúde, na cultura...

 

De facto, podemos comprovar por estas notícias, que os donos do dinheiro, coitados, estão todos de tanga e sem condições nenhumas para fazer um esforço que contribua para a consolidação do défice. Aliás, pelos míseros lucros apresentados nos primeiros nove meses deste ano, compreende-se facilmente que são eles as primeiras vítimas desta malfadada crise que não poupa ninguém. Basta comparar os lucros obtidos este ano, em que a crise se acentuou, com os lucros obtidos no mesmo período do ano anterior para percebermos a sua desgraça. Coitados...

 

O lucro do Millennium BCP aumentou 22 por cento, em termos homólogos, para 217,4 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, anunciou hoje o banco num comunicado enviado à CMVM.
Na conferência de imprensa de apresentação de resultados, Santos Ferreira realçou a subida do lucro do banco, revelando que o resultado líquido em Portugal registou uma subida de 9 por cento.

Http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1696451

 

O banco liderado por Fernando Ulrich (BPI) apresentou hoje um lucro de 144,7 milhões de euros relativo aos primeiros nove meses do ano.

http://economico.sapo.pt/noticias/lucro-do-bpi-aumenta-11-e-bate-previsoes_103038.html


O Santander Totta registou lucros de 354,7 milhões de euros nos primeiros noves meses do ano.

Http://economico.sapo.pt/noticias/lucro-do-santander-totta-cai-11-ate-setembro_102910.html

 

Nos primeiros nove meses do ano, o BES registou um lucro de 389 milhões de euros, valor que representa uma subida de 7,8% face ao período homólogo, segundo a previsão dos analistas contactados pela Reuters.

Http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=451291

 

Os lucros da GALP, incluindo o efeito da variação dos ‘stocks' petrolíferos, estimado em 108 milhões de euros, aumentaram para 355 milhões de euros, no final dos primeiros nove meses do ano. Mais 36,8% do que em igual período de 2009.

Http://economico.sapo.pt/noticias/negocio-internacional-da-galp-ja-vale-40-dos-resultados-de-exploracao_102953.html

 

A Jerónimo Martins obteve lucros de 193,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um crescimento de 39,8% face ao mesmo período do ano passado.

Http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=450951

 

A Sonaecom terá registado lucros de 29 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa um aumento de mais de 10 vezes face aos 2,7 milhões de euros obtidos em igual período do ano passado.

Http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=451205

 

A Portucel registou nos primeiros nove meses deste ano um aumento de 112,9% dos resultados líquidos para 154,3 milhões de euros.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=450847

 

Entre Janeiro e Setembro deste ano, a Semapa registou um lucro de 90,6 milhões de euros, um valor que representa um aumento de 73,4% face ao período homólogo.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=451111

 

A IMPRESA, grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão registou lucros de 2,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa um crescimento de 728,5%, face ao período homólogo. Um valor digno de registo, uma vez que partiu de lucros muito baixos em 2009, cerca de 250 mil euros.

Http://dn.sapo.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=1698027&seccao=Media



publicado por vermelho vivo às 00:20
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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010
esta coisa a que chamam crise

Tenho afirmado aqui, que a questão de fundo deste problema a que chamam crise, tem essencialmente a ver com o modelo de sociedade capitalista. Toda esta situação que vivemos (e a maior parte dos paises da europa também, pois o mesmo modelo impera em todos eles) é apenas a consequência da forma como o sistema político e social está estruturado. Ou seja: é apenas consequência da matriz e da natureza do modelo capitalista instalado em Portugal e na europa. Como tal, seja o PS ou o PSD, com ou sem CDS, a governar, a coisa é a mesma pois ambos assentam o seu modelo de sociedade na fórmula capitalista. Ou como diz a sabedoria popular: "Mudam as moscas mas a merda é a mesma"

  

É curioso que em 1986/7, quando Portugal se preparava para assinar o tratado de adesão à CEE, o PCP alertava para os perigos dessa adesão, expondo nas suas análises a natureza de classe da União Europeia como projecto do grande capital e das grandes potências, em contradição com as reais exigências do progresso social e a necessária cooperação entre povos e países soberanos e iguais em direitos.

Alertava ainda o PCP para os graves perigos que representavam para o País – o seu desenvolvimento, a sua soberania e o próprio regime democrático – as imposições da União Europeia articuladas com a política de submissão nacional das classes dominantes e dos partidos ao seu serviço, PS, PSD e CDS.

 

A situação vivida actualmente, dá total razão ao PCP. É ao mesmo tempo, a confirmação de que nada disto acontece por acaso ou por inevitabilidade. Isto acontece porque foi estruturado para ser assim. Ao longo destes anos todos, passaram inúmeros governantes pelos países da actual UE, todos eles seguiram mais ou menos as mesmas directrizes, todos eles deram o seu indispensável e inestimável contributo para a concretização dos reais objectivos: o aprofundamento de uma sociedade ao serviço e ao dispôr do grande capital.

  

Mas há muita gente a questionar se o que se passa na economia neste momento, se deve, ou não, à incompetência dos governantes.

Considero que, infelizmente, também se junta ao modelo já de si inquinado, uma grande dose de incompetência e incapacidade dos políticos que nos têm governado, acentuando-se essa incompetência e incapacidade nos últimos 15 / 20 anos. Mas a verdadeira resposta está no que já escrevi acima.

 

Assim, os próximos post's, tal como o anterior que já teve essa intenção, serão para clarificar melhor, com factos, esta opinião.

Servirão para clarificar que esta crise é uma treta e que, ao contrário do que nos querem tentar impingir, ela não atinge todos.

Servirão também para reafirmar uma verdade que muitos dirão ser coisa do passado, morta e enterrada: na base de todo o movimento das sociedades, está a luta de classes!

 

Neste momento, predomina a classe do capital. Uma classe que como tenho dito, impôe a sua natureza: a acumulação de riqueza, benefícios e poder, na exploração, manipulação e opressão das outras classes mais vulneráveis da sociedade.

 

Daí que eu defenda uma ruptura total com este modelo de sociedade, ou seja: só com o derrube desta classe dominante, será possível construir uma outra sociedade mais justa, mais igual e mais solidária. Enquanto esta classe dominar... "Mudam as moscas mas a merda será a mesma"



publicado por vermelho vivo às 00:25
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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010
Afinal, onde está a crise?

A notícia está no "Sol" e vem de encontro ao que escrevi nos textos anteriores:

"...uma panela de interesses que gravita à volta do poder e mais propriamente dos partidos PS e PSD, que consegue alcançar com a maior facilidade grandes e pequenos cargos com chorudos ordenados, ajudas de custo, indeminizações..."

"...O problema da europa e neste caso particular de Portugal não está na crise em si, está sim na ausência de distribuição da riqueza e como tal, na ausência de circulação do capital. Enquanto uma pequena minoria acumula a riqueza, se lambusa com ela e coloca o que lhe sobra em paraísos fiscais, pomposamente chamados "Offshores", uma imensa maioria vive sem nada     ."

 

« Desde ajudas ao arrendamento de 55 mil euros ao aluguer de carros por 40 mil euros, há gastos para todos os gostos.

 

2009 ficou marcado pela recessão, mas nem por isso os gestores das companhias públicas de transporte, da EP - Estradas de Portugal e dos CTT, uma das maiores empresas do Estado, deixaram de usufruir de regalias.

Só no ano passado, os gastos (salários e despesas) com 46 administradores de nove companhias tuteladas pelo Estado - ANA, STCP, EP, CTT, REFER, CP, ML, CARRIS E TAP - ascenderam aos 7,46 milhões de euros, ou seja, uma média de 162,2 mil euros mensais por gestor, segundo cálculos do SOL baseados nas contas anuais das empresas.

Contas feitas, os gestores receberam seis vezes mais do que os trabalhadores das suas empresas, que auferiram 28 mil euros anuais.

 

Os gastos da administração TAP, liderada por Fernando Pinto - que recebeu 420 mil euros anuais de salário-base - representam um terço do total: cada um dos seis elementos da administração representou uma despesa média de 412 mil euros. A contribuir para este valor estiveram as ajudas ao arrendamento de habitação de quatro administradores, no valor de 55,4 mil euros.

Os gestores da TAP gastaram igualmente cerca de 74 mil euros no renting de viaturas e em combustível. 40 mil euros pelo aluguer de um carro.

 

Os CTT, a segunda no ranking das administrações que mais gastaram em 2009, distribuiu um prémio de gestão de 213,8 mil euros aos seus cinco administradores. O presidente, Estanislau Costa - que circula num veículo de 84 mil euros adquirido pela empresa em 2004 - pagou, no ano passado, 42,5 mil euros para alugar quatro automóveis para os seus colegas de conselho.

 

As quatro linhas do metropolitano de Lisboa parecem não ser suficientemente utilizadas pelos administradores da empresa, que bateram o recorde de gastos com o aluguer de carros. A antiga administração de Joaquim Reis - agora presidente da Parpública - despendeu 85 mil euros no renting de carros, entre os quais se contam 40,3 mil euros para a viatura do vogal Miguel Roquette, durante nove meses.

Antes de abandonar a empresa, Joaquim Reis decidiu deixar ao seu sucessor um carro novo no valor de 30 mil euros.

 

Também o presidente da Carris, José Silva Rodrigues gastou 4.142 euros em combustível, no espaço de um ano.

 

E os administradores da empresa pública com o maior passivo de todas (15,8 mil milhões de euros), a Estradas de Portugal, não se coibiram de gastar 48 mil euros no aluguer de carros e combustível.

 

A aparente fartura do dia-a-dia destes gestores contrasta com a situação das suas empresas. Nos últimos quatro anos, o passivo destas nove companhias mais do que duplicou, de 13,3 mil milhões de euros em 2006 para 31,1 mil milhões de euros no final de 2009.»

 

Estes são apenas alguns exemplos ajudam a explicar a situação em que se encontram as finanças públicas.

E agora pergunto eu:

Qual é o contributo desta gente para solucionar a crise?

Quando se diz que os sacrificios têm que ser repartidos por todos os portugueses, quais são os sacrifícios destes senhores?

É justo que aqueles que ganham 600, 700 ou 800 euros ou os pensionistas, entre outros, tenham que contribuir para pagar as mordomias desta gente que vive à grande e à francesa?

Quem são os responsáveis por estas regalias senão os governantes que os nomearam e lhes deram carta branca para usarem e abusarem dos dinheiros públicos.

E são esses mesmos governantes, que têm o descaramento de nos exigir a nós, que trabalhamos arduamente para conseguir pagar as contas mensais, mais sacrifícios em nome de uma coisa chamada défice, de que eles próprios são os principais responsáveis.

 

É por estas e por outras como estas e porque estas coisas não acontecem por defeito mas sim porque são intrinssecas à natureza do modelo capitalista, que só existe um caminho:

 

LUTAR POR UMA RUPTURA TOTAL COM ESTE MODELO POLÍTICO.

 

LUTAR POR UM MODELO POLÍTICO CAPAZ DE CRIAR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, MAIS IGUAL, MAIS SOLIDÁRIA.



publicado por vermelho vivo às 00:37
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Dilma Rousseff, presidente do Brasil

Tal como se esperava, o povo brasileiro votou na continuação do progresso social e económico do seu país e elegeu Dilma Rousseff para Presidente.

 
Foto surripiada no blog CANTIGUEIRO


publicado por vermelho vivo às 00:26
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